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7 de outubro de 2010

NOS 100 ANOS DA REPÚBLICA O PS/LAGOS "SILENCIOU" TODA A OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA MUNICIPAL

 «Nos eventos programados para a nossa histórica autarquia neste dia 5 de Outubro de 2010, as comemorações do Centenário da República não previram aqui qualquer tipo de intervenção ou participação, nem oral nem escrita, de qualquer dos partidos que integram a Oposição Democrática Municipal de Lagos.
Viva a Democracia !
Viva a Liberdade !
Viva Portugal !»

NUM LINDO DIA DE SOL E COM A PRESENÇA DA SECRETÁRIA DE ESTADO DA IGUALDADE...
PODIA ATÉ NÃO TER ESTADO A SECRETÁRIA DE ESTADO, MAS NÃO ERA A MESMA COISA!
É QUE, COMO NINGUÉM É DONO DA REPÚBLICA, ASSIM A "COISA" GANHA UM SIGNIFICADO MAIOR, ATÉ PORQUE (PARA QUEM JÁ ESQUECEU) FOI EM LAGOS QUE JOSÉ SÓCRATES, AO LADO DE JÚLIO BARROSO E JOÃO CRAVINHO, COMEÇOU A SUA MAIS DECISIVA CAMPANHA ELEITORAL. 
DECISIVA POLITICAMENTE PARA JOSÉ SÓCRATES E  PARA PORTUGAL MAS TAMBÉM, E NA MESMÍSSIMA MEDIDA, DECISIVA PARA JÚLIO BARROSO E PARA LAGOS. COMO MAIS ADIANTE SE VERÁ...

ISTO HÁ MESMO COINCIDÊNCIAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ? 
NÃO GOSTEI DA FESTA, PÁ !

6 de outubro de 2010

O 5 DE OUTUBRO DE 2010 EM LISBOA (FOTO-REPORTAGEM)

«Pelas 10h00 da manhã, o cenário - sim, era um cenário - era este:
Uma praça repleta de convidados, actores, pessoal da CML, animadores de rua, militantes da Juventude Socialista e, sim alguns, curiosos. Entre estes, bastantes (23, mais ou menos) turistas.
Quando chegou o Presidente da República, escoltado por uma coluna motorizada da Polícia do Exército (que antes fora o Regimento de Lanceiros D’El - Rei) verificou-se um pequeno engarrafamento republicano: o BMW com a matrícula "PR" ficou retido na curva (depois de sair o Presidente). A razão era simples: encontraram pela frente uma charrete de figurantes do espectáculo:
 
Quanto à explicação histórico-ideológica disto, temo desconhecer:
A actuação do grupo teatral "O Bando" (ah, ironia), declamaram poemas e representavam os republicanos revolucionários. Mais uma vez, não sei se chovia a 5 de Outubro de 1910, não sei o porquê dos guardas-chuva:
Também estavam actrizes, vestidas de branco. E com guarda-chuva. Sem dúvida a representar o falhanço da república, em institucionalizar a "igualdade de género" (como se diz agora) e o sufrágio universal:
Na praça, como n'Os Ídolos, passavam mais cromos que cidadãos republicanos. Com barrete frígio havia quem clamasse por Olivença, os Homens da Luta foram retirados de cena e os actores contratados perdiam a paciência com o discurso de António Costa. E, ainda, este senhor gritava que tinha o melhor motor eléctrico:
No meio de tantos cromos, começámos a ser cercados por senhores de fato e gravata, com óculos escuros, mascarados de polícia à paisana (em baixo, na foto):
Depois, em silêncio e com civismo, mais de cinquenta pessoas colocaram uma máscara de Vader:
O resto já se sabe: em conformidade com os valores da I República, a polícia à paisana - sem se identificarem nem pedirem "se faz favor"-, começaram a arrancar a máscara da cara das pessoas.(...)» DBH 5-10-2010


A BLAGOSFERA ESTEVE NA PRAÇA DO MUNICÍPIO E NOTÁMOS QUE ALGUÉM SE ESQUECEU DE PROVIDENCIAR SOMBRA AOS SRS. EX-PRESIDENTES DA REPÚBLICA PRESENTES (COISAS DO SOL INCLINADO...).
GOSTÁMOS ESPECIALMENTE DAS SEGUINTES DECLARAÇÕES:

«Sabemos que precisamos de unidade dos partidos políticos, mas sabemos, sobretudo, que precisamos de boas políticas e de medidas concretas que permitam evitar mergulhar o povo português em maior pobreza do que aquela que ele já tem.»  
Fernando Nobre

«Se o regime monárquico, como disse o seu último chefe de governo, suscitava a indiferença do povo, porque durou tão pouco tempo a Primeira República? Se tinham ideais tão elevados, porque se deixaram os políticos republicanos enredar em conflitos e divisões que acabaram por conduzir o país para uma ditadura?»
Cavaco Silva
 

5 de outubro de 2010

AS REPÚBLICAS DA REPÚBLICA REPUBLICADAS

«Mais do que a implantação da república fascinam-me os implantes da república. E, numa época em que as senhoras não mostravam o tornozelo, imagino o efeito populista que a república semi-nua teria na turba. As ilustrações que circulavam tinham o mesmo efeito que a revista Gina no liceu. Bem podiam as forças da coroa clamar por Deus, a pátria e a família. Compreendo o entusiasmo da populaça. Cem anos depois sabemos que era publicidade enganosa.» R.M. DE DEUS 3-10-2010



«Organizada pela plataforma Centenário da República, a exposição será inaugurada na próxima Segunda-feira, dia 4 de Outubro, às 17h00 no Palácio da Independência em Lisboa. A apresentação estará a cargo de José Manuel Fernandes.» NUNO GOUVEIA 01-10-2010

«(...) em 2010, a questão é esta: como é possível pedir aos partidos de uma democracia liberal que festejem uma ditadura terrorista em que reinavam "carbonários", vigilantes de vário género e pêlo e a "formiga branca" do jacobinismo? Como é possível pedir a uma cultura política assente nos "direitos do homem e do cidadão" que preste homenagem oficial a uma cultura política que perseguia sem escrúpulos uma vasta e indeterminada multidão de "suspeitos" (anarquistas, anarco-sindicalistas, monárquicos, moderados e por aí fora)? (...) E, principalmente, como é possível ignorar que a Monarquia, apesar da sua decadência e da sua inoperância, fora um regime bem mais livre e legalista do que a grosseira cópia do pior radicalismo francês, que o "5 de Outubro" trouxe a Portugal?» VASCO PULIDO VALENTE 2-10-2010