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16 de agosto de 2010

OS FOGUETES E AS CANAS DA TRAGÉDIA

Há uns dias o ministro da administração interna pedia para que os portugueses não lançassem foguetes. Compreende-se. É verão. Tempo de festas e romarias e, de norte a sul, do litoral ao interior, não há aldeia que não lance os seus foguetes. De manhã à noite. Curioso é que a lei proíbe o lançamento de foguetes. Falta fazer cumprir a lei. E essa parte é mesmo competência do ministro. Custa é votos.

15 de agosto de 2010

SÓ CÁ FALTAVA ESTE

Há um par de anos arderam uns hectares de floresta privada, limpa e cuidada. O fogo veio da vizinhança, de uns baldios* que o Estado nunca limpa e ignora porque pode.
Este ano os terrenos vizinhos, umas matas mal amanhadas e nunca limpas que são propriedade do Estado já fumegaram.
O senhor Ministro diz que nacionaliza e outros disparates próprios de quem ainda não nos deu uma satisfação que seja sobre o PRODER -1% de taxa de execução - própria de quem faria melhor em estar calado e ir trabalhar. O mais acertado era os produtores florestais ameaçarem privatizar os terrenos que o Estado não limpa, não cuida e que acabam por prejudicar todos. Por outras palavrinhas: E se o senhor Ministro fosse trabalhar em vez de nos fazer perder tempo e paciência?
* utilizo baldios no sentido informal; terreno mal cuidado que assim se encontra por abandono e não no jurídico onde a competência para a sua gestão não é do Estado. 

13 de agosto de 2010

A MORTE À SOLTA OU A DESORGANIZAÇÃO DE UM PAÍS INTEIRO


«Depois de o vice-presidente da Câmara de São Pedro do Sul, Adriano Azevedo, ter dito que o reacendimento do fogo naquele concelho podia ter sido evitado pelos militares, que continuam parados, o presidente da  AsproCivl devolveu as críticas.
«A Câmara de São Pedro do Sul já devia ter nomeado o seu comandante operacional municipal há dois anos» e, por causa disso, «não está a cumprir a lei», disse Ricardo Ribeiro, considerando que os argumentos da autarquia não fazem qualquer sentido.
O presidente da AsproCivl reforçou que «a primeira pessoa responsável pela Protecção Civil nos municípios é o presidente da câmara».
Ricardo Ribeiro disse ainda que apenas 20 por cento das autarquias estão a cumprir a lei. Há uma atitude, que me parece concertada, da Associação Nacional de Municípios», já que várias câmaras recusam-se a «nomear os comandantes operacionais municipais nos termos a que a lei obriga».
Também o porta-voz do Estado-Maior do Exército rejeitou as críticas de Adriano Azevedo e garantiu que a centena de militares no terreno está sob o comando directo da Autoridade Nacional da Protecção Civil, entidade responsável pela cordeação do combate aos fogos florestais.
«Os militares quando recebem orientações vão para o terreno e cumprem em conformidade com as orientações que lhes dão», assegurou Hélder Perdigão.»
TSF 12-08-2010


ENTRETANTO HÁ CIDADÃS E CIDADÃOS A MORRER NA LUTA CONTRA O FOGO.