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1 de março de 2010

A TRAGÉDIA DA MADEIRA E A IGNORÂNCIA ATREVIDA

Ao rever a informação sobre a tragédia ocorrida no dia 20 de Fevereiro de 2010 na Madeira, encontrei o seguinte video do programa da Rtp2 "Biosfera" de Abril de 2008, incluso num artigo intitulado "A ignorância atrevida", assinado por Daniel Oliveira no "Expresso" de hoje.


Que conclui:
«(...) E mesmo depois da catástrofe, a maioria das vozes não hesita em resumir os acontecimentos assim: foi a chuva. Choveu, é verdade. Há coisas que não se evitam. Mas quando uma catástrofe natural se abate sobre os humanos devemos ter as duas coisas em conta: a catástrofe, que não podemos impedir, e a forma como os humanos se defendem dela, que só depende de nós. 
Quando vier o tal terramoto em Lisboa também será o terramoto a matar e destruir. Também se dirá que a culpa é da natureza. Mas é o que fizermos agora que determinará a dimensão da tragédia. Se ouvirmos quem anda há anos a falar para as paredes talvez se salvem muitas vidas. E essa é a responsabilidade de quem elegemos. Se exigirmos que façam qualquer coisa, provavelmente farão. Se continuarmos a desprezar aqueles que andámos a formar para identificar o perigo e encontrar soluções, os políticos insistirão no caminho mais fácil: deixar andar e no fim contar os mortos e os prejuízos.» EXPRESSO 01-03-2010

 HAVERÁ  DIREITA  E  ESQUERDA  NA  CIÊNCIA?  E  NO  ATREVIMENTO? E  EM  LAGOS? 

21 de fevereiro de 2010

A QUESTÃO QUE A CATÁSTROFE DA MADEIRA LEVANTA: SER COMPETENTEMENTE PROACTIVO OU SER FACILITADOR REACTIVO NO PLANEAMENTO E CONTROLO URBANÍSTICO?


Madeira, 20 de Fevereiro de 2010
42 vítimas mortais, 120 feridos, 250 desalojados, um número ainda indeterminado de desaparecidos, carros arrastados para o mar com gente dentro, infraestruturas em risco, telecomunicações interrompidas...

Perante a maior catástrofe dos últimos 100 anos na Madeira, não faltará quem venha dizer que este foi o resultado da ocorrência simultânea de vários factores, afirmando que são incontroláveis. Será talvez a meteorologia o único factor incontrolável mas, mesmo assim,  subsistem muitas dúvidas: dados os volumes, as localizações precisas da precipitação e a variável "tempo" desta ocorrência...

Uma pergunta apenas: quem esteve e está investido na obrigação de agora revelar publicamente todos os factores, agindo proactivamente de modo a que outros portugueses, municípios e regiões não sejam as próximas "vítimas do destino"?..., e de modo a que se maximizem estruturadamente as suas defesas contra estas "realidades naturais"?

Ficam aqui as mais sinceras condolências a todos os Madeirenses e fica aqui mais um alerta  concreto para todos os Portugueses. Para reflectir e agir! Porque uma tragédia nunca vem só.
(p. actualizado 20:12)