4 de dezembro de 2009

FRANCISCO SÁ CARNEIRO MORREU ?



«Cabe-nos cada vez mais dinamizar as pessoas para viverem a sua liberdade própria, para executarem o seu trabalho pessoal, para agirem concretamente na abolição das desigualdades. Para isso mais importante que a doutrinação, é levar as pessoas a pensarem, a criticarem, a discernirem.» Francisco Sá Carneiro

Mais importante do que a memória das reais dificuldades passadas é, hoje, trabalhar diariamente para impedir a ampliação das actuais e dramáticas realidades. Factual e esclarecidamente, impedindo que essa memória do passado distante possa continuar a justificar politicamente a rapina organizada que se alimentou e pretende alimentar ainda dessa memória como justificação interior pessoal ou grupal, interior ou mimetista, para o presente e quase inevitável desastre total de Portugal.
É por isto que o legado de Francisco Sá-Carneiro é hoje, e mais que nunca, tão imprescindivemente vivo pessoalmente quanto fisicamente morto.
Agora, ainda mais claramente supra-partidário e anti-centralista que nunca e, tão improvavelmente, universal.
É percebendo isto que se compreende porque, ainda hoje, falta cumprir Portugal. Em quase todo o lado...
A começar na cabeça de todos e cada um dos portugueses. E a acabar em Lisboa.
Porque já todos percebemos que, por cada dia que passa, o acabamento será cada vez menos pacífico e  cada vez mais doloroso.
Que mesmo aqueles que, de facto, já não sendo decentemente portugueses, rapinando, pensam que rapinarão ainda por toda a parte, percebam que... acabou ! Que Deus os ajude ainda a escolher o modo, ó poderosozinhos temporários. Para que daqui por outros 29 anos possam relembrar ainda vivos que «o Fim começou e acabou em mim». Que nada fique a meio. Para que todos sejamos Portugueses Livres.
Viva a Liberdade. Viva a Democracia. Viva Portugal !!!

3 de dezembro de 2009

ALGARVE: REGIÃO AUTÓNOMA OU UMA PSEUDO-REGIONALIZAÇÃO COM SUPER-AUTARQUIAS?


«(...) É a região produtora de maior riqueza para o país, já que o turismo é a actividade exportadora melhor posicionada, mas, em termos de importância e valorização das suas infra-estruturas básicas e de apoio àquela indústria, está na base da pirâmide.
(...) Vítor Neto tem razão quando afirma que «Lisboa não entende a economia do turismo», porque os fazedores das políticas olham para o turismo como uma mera actividade de lazer e não são capazes de perceber os valores transaccionados e arrecadados pelo Estado.

(...)A miopia da esmagadora maioria dos governantes acerca da indústria turística é patente. Quando os responsáveis de topo entendem que o programa Allgarve é para entreter a malta e não para captar visitantes, está tudo dito. Gastam-se milhões, cujo retorno para a indústria é zero. E lá continuam, cantando e rindo, e sabe-se lá que mais...
(...)A regionalização, sendo um desígnio constitucional, é marginalizada nos momentos em que devia ser avivada e só se fala no processo em tempo de eleições, ou quando existe conveniência estratégica.
A regionalização não será concretizada entre 2009 e 2013. Talvez um dia. Ou, se os partidos da oposição tiverem a coragem de exigir o referendo e lutarem para que se cumpram os princípios estabelecidos na Constituição da República.» HELDER NUNES 16-11-2009

«(...) só o Algarve é “uma verdadeira região”»
«Os interesses divergentes de cada município (...) levam à adopção de soluções que conduzem à sua desagregação.» PAIVA DE CARVALHO 29-10-2009

«(...) a divisão actual do território traduz “falta de coerência” e “custos de contexto”, decorrentes da necessidade de “andar por vários departamentos”. “Seria muito mais útil ter territórios coerentes, para terem massa crítica para sustentar o desenvolvimento económico”, defende o economista e consultor.» AUGUSTO MATEUS 29-10-2009

«Não precisamos de um Estado que regule e domine tudo, mas de um Estado que generosamente reconheça e apoie, segundo o principio da subsidiariedade, as iniciativas que nascem das diversas forças sociais e conjugam espontaneidade e proximidade aos homens carecidos de ajuda.» PAPA BENTO XVI, Encíclica "Deus caritas est ", 25-12-2005

A REGIONALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA É CENTRALISTA.
O ALGARVE PRECISA DE SER UMA REGIÃO AUTÓNOMA PORTUGUESA.
NA PROSSECUÇÃO DOS SEUS LEGÍTIMOS INTERESSES E NO INTERESSE DE PORTUGAL !!!

AS PRIORIDADES DIVERGENTES


«(...) a grande prioridade de José Sócrates não são os postos de trabalho, mas a ajuda às empresas do regime e o controlo dos meios de comunicação, para que os portugueses não se apercebam disso.»
«(...) o programa do Governo propõe as mesmas generalidades de há cinco anos: “Justiça mais simples e desburocratizada, Justiça mais célere, Justiça mais acessível, Justiça mais transparente e previsível,” e por aí fora. Ou seja, tudo aquilo que não foi feito nos últimos quatro anos e meio. Ao mesmo tempo, o primeiro ministro tudo faz para esconder dos portugueses as conversas em que foi apanhado ao telefone a organizar o apoio às empresas do regime. O Presidente do Supremo e o Procurador Geral da República entendem-se com o mesmo objectivo, com base numa lei feita pelo actual Governo, e, ao mesmo tempo, as empresas de sucesso de um sucateiro tornado célebre, continuam a ganhar os concursos públicos em que entram. Mesmo depois de se saber que ganham os concursos porque utilizam meios ilegais, como o roubo puro e duro. Trata-se de um bom incentivo para que as empresas que perdem os concursos pensem em imitar as empresas vencedoras. Entretanto, no programa do Governo, cheio de medidas para todos os gostos, no capítulo da corrupção não há nenhuma medida proposta. Mais palavras para quê?» HENRIQUE NETO (PS) JORNAL DE LEIRIA 26-11-2009 

É DIFERENTE EM LAGOS ?

2 de dezembro de 2009

ELEIÇÕES NA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE LAGOS: A "NOTÍCIA" TERRORISTA DO DELETÉRIO "JORNAL" ÚNICO


foto "Correio de Lagos"

Mais uma "notícia" do indescritível "Correio de Lagos", aparentemente dirigido por Guedes de Oliveira, que mais parece saída de uma agência  de comunicação das Amoreiras. Designa as listas concorrentes à SCML como «Lista afecta ao PSD/CDU» e «Lista afecta ao PS» e escreve, entre outras encomendas, as seguintes: 
«Não é novidade para ninguém dizer-se que o poder socialista tem estado representado nos orgãos sociais da Misericórdia. E outros partidos, sem poder e sem força para o fazer, viam as eleições internas aproximar-se sem sequer terem forças para formar uma lista. Mas, desta vez, as coisas estão a ter um rumo diferente. A oposição, em forma de coligação, agregou a si outros cidadãos e decidiu sair a terreiro. Assim, vamos ter uma lista afecta ao PS encabeçada por Eduardo Andrade. A que aparenta uma coligação PSD/CDU, a par de outros cidadãos, é encabeçada por Nuno Serafim.»
«(...) Independentemente da coloração política que possam ter, dão uma contribuição para um debate que deve haver, neste período eleitoral, em torno da Santa Casa da Misericórdia de Lagos. Embora a Câmara deva continuar a apoiar, é já benéfico, em nome da separação das águas, que o Presidente da Câmara não se volte a recandidatar. Poder-se-á dizer que estão lá outros por ele. Não é bem a mesma coisa. É verdade que as listas não deveriam estar tão submetidas aos directórios partidários, a avaliar pela sua composição. Mas é melhor haver mais do que uma lista do que nenhuma ou uma apenas.» CORREIO DE LAGOS 27-11-2009

COMO TODOS SABEMOS, OS PARTIDOS POLÍTICOS NÃO CONCORREM À SCML. 
A questão é outra e mais abrangente: simulação e tentativa de secagem da oposição, servida mediaticamente pelo "jornal" único de Lagos.
A interpretação distorcida desta "notícia" tem origem em promiscuidades ainda latentes, operacionais e financeiras, claras, directas e continuadas entre a política e várias áreas da vida dos cidadãos, com prejuízo evidente para a normalidade democrática. Actividade política minada por uns poucos grupos, alguns com responsabilidade históricas e pretensamente ocultos que nela operam.
Neste caso concreto, relembram-se apenas três:
PROMISCUIDADE POLÍTICA/ECONOMIA
A sociedade portuguesa assiste a uma extensa promiscuidade entre a política e a economia, com as "convenientes" parcerias público-privadas com seu objectivo essencial totalmente prevertido. São as sucessoras dos Institutos Privados de capitais públicos de má-memória, parcialmente reformados que, nesta nova formalização jurídica aberta a privados, passaram a servir para aumentar explosivamente o saque ao Estado, através de endividamento sistemático fora do défice autárquico oficialmente permitido. Pior ainda, têm servido para multiplicar, por várias vezes mais, os custos directos estritamente necessários aos investimentos públicos de modo a satisfazer clientelas de sectores muito específicos da economia mas também para financiar a actividade do partido que nos últimos 13 anos esteve 10 no poder: o PS. Talvez num tempo não muito distante se conheçam os detalhes completos desta teia. Talvez...
PROMISCUIDADE POLÍTICA/FUTEBOL
Os portugueses assistem também à promiscuidade entre a política e os clubes desportivos que, entre nós, até foi iniciada pelo PS com a chegada de J. A. Batista à presidência da C.M. de Lagos (e ao C. F. Esperança de Lagos) a partir de 1976. A nivel nacional são numerosíssimas situações conhecidas e nenhum profissional ganhador de eleições se dispensa de arregimentar apoios nesta área, como recentemente demonstraram os apoios de Figo e do presidente do Benfica ao PM recandidato José Sócrates. 
PROMISCUIDADE POLÍTICA/MISERICÓRDIAS
Assiste-se impávida e serenamente a uma promiscuidade crescente. Que movimenta milhões em patrimónios das instituições, mas também do Estado e dos Cidadãos (3ª idade)... É certo que o Sistema de Saúde seria insustentável sem o contributo fundamental que as IPSS dão desde a sua origem aos portugueses. Mas não é menos certo que a gestão das Misericórdias, sob o pretexto da complementaridade com o SNS, tem sido invadida pela política.  De um modo tal que o que é hoje considerado normal serem geridas por políticos que estiveram, estão ou querem vir a estar, na vida política activa. E é também por isso que este tipo de cargos é muito apetitoso para quem quer que seja que pense que através deles poderá adquirir a notoriedade necessária ao desempenho de cargos políticos futuros. É a esta luz que deve ser lida esta espécie de notícia "inteligente".
GROTESCA SIMULAÇÃO
Vem este "jornal" único de Lagos apresentar o menu da sucessão do Provedor e actual presidente da CML como um acto democrático genuíno e com duas listas concorrentes e tudo. Não é assim !
Trata-se somente de uma grotesca simulação, servida pelo Pombo-"Correio de Lagos", sabidamente orquestrada para deixar a batata quente financeira, que a SCML hoje é, nas mãos de ávidos adversários políticos de diversa dimensão e origem partidária.
Ora, nem o presidente do PSD/Lagos mandatou os seus candidatos-eleitos ou militantes para integrarem qualquer lista, e o mesmo se verifica quanto à CDU/Lagos ou a qualquer outra força política local. Com excepção do PS, evidentemente !
Da visão que esta "notícia" nos proporciona, não é preciso ser vidente para perceber que, para o PS/Lagos, "perdido" que está para Lisboa o actual presidente do C.F. Esperança de Lagos, embora se desconheça por quanto tempo, se trata agora de seduzir outro advogado, Nuno Serafim, o candidato PSD/CDS à Assembleia Municipal nas últimas eleições para, com José Joaquim Reis, ele próprio candidato a vice-presidente como nº2 de Nuno Marques, Presidente do PSD/Lagos, darem sequência à "espinhosa missão" do Provedor Júlio Barroso, candidatando-se à SCML. Ficando o PS a "fazer figas" para que, um ou outro (ou ambos) conquistem o poder no PSD/Lagos nas suas próximas eleições internas, (no 1º trimestre de 2010) como forma de "secar" o principal partido da oposição em Lagos.  E nós somos todos parvos, já agora.
Lealdade, elevado sentido ético e insuperável responsabilidade social e democrática, não haja dúvida...
Como se não bastasse ganhar as eleições com 60% dos votos, vem o PS/Lagos tentar agora uma espécie de OPA sobre o PSD...Porquê? Afinal, de que têm medo o PS/Lagos e Júlio Barroso? 
AINDA QUE INCORRECTAMENTE, PODERÁ DIZER-SE QUE SEMPRE ASSIM FOI.
MAS ALGUÉM ACREDITA AINDA QUE SEMPRE ASSIM SERÁ ?
Desilusão é o mínimo que se pode dizer do posicionamento ausente durante a campanha e desleal por esta atitude de N. Serafim e J. J. Reis, preferindo a via do interesse imediato a um verdadeiro serviço público, pelo debate de ideias e por uma urgente oposição democrática, concreta e frontal. 
Contra o Medo, pela Liberdade e pela Democracia, reganhando os Cidadãos para a participação política pela via do seu enquadramento partidário integrador em oposição à persistência na via errada do interesseirismo de curto-prazo. Demonstradamente insustentável e separatista quanto aos interesses da generalidade dos Cidadãos e do nosso futuro colectivo.
É desse serviço público que a Democracia necessita. Oremos...
Obs.1: Ler reflexão de José Carlos Vasques sobre a Misericórdia de Lagos.
Obs.2: é curiosíssimo o número (que nem devia estar atribuído, ainda para mais numa Santa Casa) do Irmão José Joaquim Pacheco dos Reis: 666.......

IPTM CONCESSIONOU ESTALEIRO NAVAL DE LAGOS À SOPROMAR POR 25 ANOS

«Antes dávamos licenças às fábricas, estaleiros, cafés, bares, mas eram a título muito precário, sempre anuais e renováveis. Agora estamos a passar concessões, como o que acontece com o estaleiro da Sopromar, em Lagos, onde demos uma concessão de 25 anos», contou o delegado regional do IPTM Brandão Pires ao «barlavento». BARLAVENTO ONLINE 30-11-2009

Parabéns à Sopromar, que assim aumenta significativamente o seu valor.
A fotografia da notícia no Barlavento é da Marina de Lagos, os estaleiros são mais ao lado...


MÁRIO SOARES ATACA JUIZES E MAGISTRADOS DO MP

Mário Soares no DN de ontem em artigo de opinião intitulado "Crise e Governabilidade" num enquadramento geral muito pitoresco, de alguma lucidez mas com manifesto medo do futuro, escreve que «(...) Partidos, políticos, sindicatos e associações patronais exigem, algumas vezes, o impossível - como se não houvesse crise - sejam: os deputados da oposição, os professores, os agricultores e terratenientes ou os sindicalistas, especialmente os do Ministério Público e os juízes que, em vez de se limitarem a defender os interesses corporativos dos seus associados - que é a sua função - não se dispensam de intervir na política, opinando sobre as instituições e até sobre os processos em "segredo de justiça". Daí, também, o descrédito da justiça que hoje parece ser tão grave ou maior do que o dos partidos e dos órgãos de soberania…»

E escreve mais: «Os partidos, os políticos em geral, os sindicalistas e quem exerça funções públicas - todos - devem lutar, na minha modesta opinião, contra este clima derrotista que tem vindo a instalar-se, que afecta uns hoje e amanhã outros. Devem lutar pela dignificação das funções que exercem - no Governo e nas oposições - pela honradez no serviço público e no nosso Estado de direito. Se não for assim estarão, certamente sem o quererem, a pôr em causa os fundamentos do nosso regime democrático, o melhor e o mais importante que a Revolução dos Cravos nos trouxe.»

O que terá mudado em apenas 15 dias na informação acessível a Mário Soares ou o que de tão grave estará para acontecer para ter evoluído da posição em que considerava que o processo Face Oculta não passava de um «problema comezinho», desvalorizando desta forma a investigação, o seu impacto político e o envolvimento do primeiro-ministro José Sócrates para um ataque tão violento e claro aos actores passivos do problema da Justiça em Portugal (Juizes, Magistrados do MP, "esquecendo" os Investigadores e os Advogados...) quando toda a gente sabe que o problema está no lado político, que manipula sistematicamente a produção legislativa ao sabor das suas conveniências e interesses? TVI24 15-11-2009
Ficamos todos a saber que, na opinão de Mário Soares, o mesmo português que defendia o "direito à indignação", o problema é do espelho, do conhecimento dos factos e da realidade e não dos agentes da subversão política que transformou progressivamente a nossa Democracia numa Cleptocracia.
O que é grave é que esta referência histórica fundamental do Portugal recente, que alguns,  imagine-se, até já cognominam de "padrasto da democracia", sabe muito bem que é o seu próprio partido, o PS que Mário Soares ajudou a fundar em 1973, que tem a sua sobrevivência em perigo. Pela pela mão de um José Sócrates lançado mediaticamente em tempo útil e sempre reforçado nos momentos decisivos pelo apoio explícito do ex-Presidente da República.
As três questões que se colocam após a leitura completa deste artigo de Mário Soares, curiosamente publicado no dia 1 de Dezembro de 2009, o dia da Restauração da Independência (e do Tratado de Lisboa, como faz lembrar o episódio anti-pessoano da marcação da data de assinatura da adesão de Portugal à CEE...) são:
- De que tem medo Mário Soares?
- Quem manda em José Sócrates e em Portugal?
- Para onde foi, onde está e como será recuperado o nosso dinheiro e a normalidade democrática?

1 de dezembro de 2009

1 DE DEZEMBRO DE 1640: O DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL !


«Para muitos o dia de hoje é apenas mais um feriado.
Para outros é também o fim de uma ponte.
Para mim é Dia da Restauração.
É dia de celebrar Portugal.
É dia de recordar os Heróis que, naquela manhã de 1.º de Dezembro de 1640, libertaram Portugal do jugo dos Áustrias.
Não me interessa agora a geopolítica, as razões de conjuntura doméstica ou internacional ou os interesses económicos, sociais ou de outra índole que sempre terão concorrido para aquele feliz desenlace.
Sem sangue não seriam nada.
Por isso me interessa apenas que sou Português.
Filho de Portugal, orgulhoso de uma História quase milenar, feita de conquista, de descoberta, de evangelização, de povoamento e de miscigenação.
Naquela manhã, os Portugueses…, juntos – Nobreza, Clero e Povo – saíram às ruas de Lisboa para gritar Liberdade, Liberdade! Viva El-Rei D. João IV, nosso legítimo Rei!
Antes, D. Luísa de Gusmão, mulher do Duque de Bragança, desafiara o destino assumindo que “vale mais morrer reinando do que viver servindo”.
Grande Mulher!
E nós, Hoje?
Continuaremos a viver a servidão do permanente ultraje da Justiça e do Direito?
Continuaremos viver a servidão da corrupção e do tráfico de interesses que minam os fundamentos do próprio Estado?
Continuaremos a viver a servidão de quimeras megalómanas que hipotecam o nosso futuro colectivo?
Continuaremos a viver de braços cruzados, não sabendo para onde ir ou o que fazer?
Continuaremos, enfim, a desertar do nosso Dever?
Ou saberemos sacrificar o comodismo e acreditar em Portugal como outros o fizeram no Montijo, nas Linhas de Elvas, no Ameixial, em Montes Claros ou em Luanda e Benguela, no Brasil ou em Tânger…
Hoje é Dia da Restauração da Independência Nacional!» R. C. TABOSA