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22 de novembro de 2009

GOVERNO CIVIL DO ALGARVE: O PS BRINCA COM O ELEITORADO ALGARVIO !!!

«A renomeação da recém eleita deputada Isilda Gomes para o cargo de governador-civil de Faro, posição que ocupara até há cerca de três meses atrás, é mais um exemplo da forma ligeira e menos séria como o PS/Algarve trata o eleitorado algarvio.»
«Quando a candidata número três não chega a aquecer o lugar, para logo voltar à posição que tinha antes de se candidatar à Assembleia da República e ser eleita, tão pouco tempo depois, só tem um nome: brincar com o eleitorado algarvio!»
«É oportuno recordar que, na última legislatura, os primeiros quatro deputados eleitos pelo PS abandonaram os seus mandatos. O primeiro, foi para um banco em Londres. O segundo, foi para a autarquia de Faro. O terceiro, foi para um cargo diplomático em Bruxelas, e o quarto, foi para a autarquia de Portimão.»
Mendes Bota, o Presidente do PSD/Algarve e Deputado, manifesta «o seu respeito pelo tenente-coronel Silva Gomes, pela forma condigna como exerceu o seu curto mandato, nesta singular situação de o Algarve ter tido, por três meses, um governador-civil…militar.» REGIÃO SUL 20-11-2009

16 de novembro de 2009

ISILDA GOMES (PS) REGRESSA AO GOVERNO CIVIL DE FARO ???


«Isilda Gomes vai regressar ao Governo Civil de Faro, depois de em Agosto ter pedido a exoneração do cargo para se apresentar como candidata pelo PS nas eleições legislativas de Setembro e de ter sido eleita.
O retorno acontece por decisão de Isilda Gomes, por entender que na região do Algarve terá mais protagonismo político e servirá melhor no Governo Civil os interesses dos algarvios.
Isilda Gomes, que foi mandatária política pelo PS de Portimão e número três na lista socialista candidata às legislativas, foi um dos cinco governadores civis que pediram o afastamento do cargo para concorrer às eleições.»
Como já toda a gente percebeu há muito tempo os Governos Civis não têm outra razão de ser senão a da inércia organizativa de um Estado lastimoso e multiplicador de tachos. Um ultrapassado e datadíssimo nível intermédio da administração pública sem razão objectiva de ser e que, como tal, deve ser extinto o mais rapidamente possível, com as respectivas competências transferidas para as autarquias locais. Evidentemente.

O que ninguém parece perceber é qual a origem do poder pessoal de Isilda Gomes, designadamente junto de quem nomeia os Governadores Civis: o Conselho de Ministros.
Poder esse que lhe permitiu decidir-se por uma normal candidatura ao Parlamento para, poucas semanas após ser eleita, voltar a decidir... regressar ao seu cargo anterior.
Seria esclarecedor conhecer a opinião do Tenente-Coronel Carlos Silva Gomes (ex-Chefe de Gabinete de Isilda Gomes) que se prestou ao serviço de comandar o Governo Civil do Algarve por tão pouco tempo. Pode ser que algum órgão de comunicação do Algarve se lembre de lha pedir.

Não é crível que tal manobra tenha sido (dis)simulada, ou que seja este mais um  episódio da utilização  continuada do Estado para fins partidários. Mas o que é facto é que os dois pressupostos que motivaram a ex-ex-Governadora Isilda Gomes decidir-se pelo regresso às anteriores funções ("ter mais protagonismo político na região do Algarve" e "servir melhor no Governo Civil os interesses dos algarvios") já existiam quando decidiu candidatar-se às Legislativas 2009. Vale tudo mesmo!?!?

As redundantes, decorativas e caras "competências" dos Governos Civis em Portugal são:
«a. Representação do Governo;
b. Aproximação entre o cidadão e a Administração;
c. Segurança Pública;
d. Protecção Civil
.»