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5 de fevereiro de 2011

E OS PORTUGUESES?

Almeida Santos e Cândida Almeida
Francisco Assis explicou hoje que o PS "não comenta artigos de opinião de membros do governo". R.M.DEUS 04-02-2011

NEM LIGA PATAVINA AOS INTERESSES DE PORTUGAL E DOS "PORTUGUESES IRRELEVANTES".

18 de janeiro de 2010

SÓCRATES: O FIM, LISBOA UMA PRAIA DE MADRID OU COMO O PEIXE APODRECE PELA CABEÇA...


«Os tempos de Sócrates estão a acabar, esgotados, encurralados, perdidos na nuvem de arrogância do "animal feroz", na amoralidade da sua política, na mentira total em que transformou toda a actividade governativa, na impotência face a uma crise nacional que agravou e uma crise internacional que ignorou, adiou e, por isso mesmo, também agravou.
(...) E quanto mais Sócrates se enterra na negação do real, mais este lhe bate à porta. Até o próprio parece começar a aperceber-se disto, e a responder a este fim dos tempos numa fuga em frente obstinada, porque é da sua natureza, mas confusa e caótica. Já toda a gente percebeu tudo isto menos os intelectuais orgânicos "socráticos", um conjunto modernaço de gente que tem o coração no Bloco de Esquerda, mas a carteira no PS, ou melhor, no gabinete do primeiro-ministro. Gente que pouco preza a liberdade mas que tem acima de tudo um enorme fascínio pelo poder como ele se exerce nos dias de hoje, entre o culto da imagem, o pedantismo das causas "fracturantes", o vanguardismo social, o "diabo que veste Prada" ou Armani, e o "departamento dos truques sujos" à Richard Nixon, tudo adaptado à mediania provinciana da capital. A ascensão ao poder de uma geração de diletantes embevecidos com os gadgets, pensando em soundbites, muito ignorantes e completamente amorais, que se promovem uns aos outros e geram uma política de terra queimada à sua volta, é a entourance que o "socratismo" criou e vai deixar órfã.»
(...) Não sei se isto vai acabar com um bang ou com um ping, mas que já está no fim tenho poucas dúvidas. Isso não significa que todos os dias esta degenerescência do pensamento no poder não faça os seus estragos. Em que país um ministro das Obras Públicas pode pensar com esta superficialidade assustadora sobre os méritos de um TGV que era para nos unir à Europa e vai ficar em Madrid? Veja-se frase toda:
"Lisboa pode-se transformar, por exemplo, na praia de Madrid, em termos de condições turísticas, as condições que nós temos para desportos novos como o surf ou se nós pensarmos na articulação que Lisboa pode ter com Setúbal, com Cascais, com Sintra."
Não há uma ideia certa , desde a "praia de Madrid", aos "desportos novos como o surf", à "articulação que Lisboa pode ter com Setúbal, com Cascais, com Sintra". É tudo asneira.
(...) Exemplos sobre exemplos desta degenerescência aparecem todos os dias. Já não são bonitos de se ver os tempos da crise do "socratismo", mais ainda vão ser piores os tempos da queda do "socratismo". Claro que isto é tudo a superfície efémera. O fundo é a perda de competitividade da economia portuguesa, o défice descontrolado, a dívida que ninguém sabe como vai ser paga, o desemprego e o empobrecimento dos portugueses, o país cada vez mais longe da Europa. Mas a superfície traduz um ambiente, uma ecologia, um "estado" de podridão. Na verdade, como a sabedoria popular dos provérbios afirma, o peixe apodrece pela cabeça.» ABRUPTO 17-01-2010  imagem UM HOMEM DAS CIDADES

AI  ALGARVE, ALGARVE, QUANTO TEMPO MAIS ?...

28 de novembro de 2009

É IMPOSSÍVEL SERVIR O ALGARVE E LISBOA AO MESMO TEMPO.


Bandeira armorial e divisa pessoal do Infante D. Henrique

1. Desemprego no Algarve atinge nível de “tragédia”
«Dados disponibilizados pelo IEFP e relativos ao desemprego no Algarve no mês de Outubro indicam existiam 20238 desempregados. É o pior registo oficial no mês de Outubro nos últimos vinte anos. 
Para a União dos Sindicatos do Algarve (USA) trata-se de “uma tragédia social que importa inverter“.“Há mais 9086 desempregados do que havia no mesmo mês do ano anterior, o que corresponde ao maior crescimento absoluto desde 1990”.»
A USA salienta que a “não serem adoptadas medidas urgentes, a região sujeita-se ao agravar da crise, ao crescimento do desemprego para valores nunca atingidos, à deterioração da situação social e ao aumento da pobreza e da exclusão social”. » REGIÃO SUL 27-11-2009

2. Governador Civil de Faro presidiu ao último acto oficial
«O Governador Civil de Faro, Carlos Silva Gomes, deslocou-se hoje aos Estabelecimentos Prisionais Regionais de Faro e de Olhão para entregar equipamentos de apoio didáctico destinados às actividades escolares e acções de formação. 
(...) Neste último acto a que presidiu como governador, Silva Gomes entregou um televisor, um leitor de DVD e um vídeo projector multimédia, disponibilizados no âmbito da colaboração que tem vindo a ser prestada pelo Governo Civil de Faro às estruturas da Direcção Geral dos Serviços Prisionais.»
(...)“Todas as medidas que visem a reintegração de pessoas na sociedade são válidas, pois permitem criar mais justiça social através da promoção de novas oportunidades de vida e, consequentemente, fortalecer o combate à exclusão social, bem como a todos os fenómenos que lhe estão associados”, sublinhou.» REGIÃO SUL 27-11-2009

O Desemprego no Algarve não é o registado é maior, como em qualquer outra realidade geográfica. Mas é uma consequência e não uma causa. É sobre estas que é urgente agir. E não apenas reagir caritativamente como se de um fenómeno meteorológico se tratasse.
É por isso que é muito importante e urgente reflectir seriamente na relação da grave e dramática realidade do Desemprego com a inexistência de uma Regionalização assumida para o nosso Algarve. Livres das teias do clubismo político e até de outro género menos visível ou evidente.

Alguém uma vez disse que «pedir a reforma do sistema político aos políticos não seria muito diferente de pedir a reforma do sistema prisional aos reclusos.»
Mas haja esperança para a Regionalização do Algarve. Não pelas promessas de Lisboa, mas porque existe pelo menos um militar, algarvio de adopção, que assumiu publicamente na sua comunicação de despedida do seu curtíssimo mandato como Governador Civil de Faro o seu estatuto de cidadania para o exercício do seu serviço público político. Apesar de ser um distinto militar, oficial da GNR.
Os imperativos nacionais só sobreviverão se forem assumidos politicamente os imperativos regionais.
Esta é uma das chaves da recuperação de Portugal. Tão rapidamente ou tão proactivamente quanto maior ainda venha a ser a degradação financeira, social e política do país. Nota-se já uma perigosa e subversiva mutação nas inércias permanentes quanto à regionalização. Que visam garantir o impossível: a manutenção dos interesses estruturais ocultos do centralismo político português e dos seus protagonistas, castrador do desenvolvimento dos potenciais regionais que não conhece, ou com os quais contacta através dos mais assumidos e evidentes herdeiros do distante caciquismo progressivamente reinstalado.
Afinal que esperam os algarvios de origem que vivem na região e fora dela para intervir pública por uma regionalização 'politicamente autónoma' ou 'administrativa submissa' da sua terra, independentemente do processo nacional a seguir e do seu estatuto profissional impedir ou não a sua participação cívica como Cidadãos?
Também esta é uma missão de serviço público. Inadiável para a sobrevivência da Democracia e para a qual todos os Cidadãos do Algarve se sentem crescentemente interpelados pela sua realidade diária, independentemente de serem protagonistas públicos, visíveis ou não nos media.
Parafraseando o militar Governador Civil cessante (sobre tema conexo: segurança), também esta é uma missão «que importa assumir com seriedade, deixando de uma vez por todas de constituir terreno apetecível para protagonismos, para aproveitamentos político-partidários.»
É do interesse nacional que se trata.
É IMPOSSÍVEL SERVIR O ALGARVE E LISBOA SIMULTÂNEAMENTE.

22 de novembro de 2009

GOVERNO CIVIL DO ALGARVE: O PS BRINCA COM O ELEITORADO ALGARVIO !!!

«A renomeação da recém eleita deputada Isilda Gomes para o cargo de governador-civil de Faro, posição que ocupara até há cerca de três meses atrás, é mais um exemplo da forma ligeira e menos séria como o PS/Algarve trata o eleitorado algarvio.»
«Quando a candidata número três não chega a aquecer o lugar, para logo voltar à posição que tinha antes de se candidatar à Assembleia da República e ser eleita, tão pouco tempo depois, só tem um nome: brincar com o eleitorado algarvio!»
«É oportuno recordar que, na última legislatura, os primeiros quatro deputados eleitos pelo PS abandonaram os seus mandatos. O primeiro, foi para um banco em Londres. O segundo, foi para a autarquia de Faro. O terceiro, foi para um cargo diplomático em Bruxelas, e o quarto, foi para a autarquia de Portimão.»
Mendes Bota, o Presidente do PSD/Algarve e Deputado, manifesta «o seu respeito pelo tenente-coronel Silva Gomes, pela forma condigna como exerceu o seu curto mandato, nesta singular situação de o Algarve ter tido, por três meses, um governador-civil…militar.» REGIÃO SUL 20-11-2009

16 de novembro de 2009

ISILDA GOMES (PS) REGRESSA AO GOVERNO CIVIL DE FARO ???


«Isilda Gomes vai regressar ao Governo Civil de Faro, depois de em Agosto ter pedido a exoneração do cargo para se apresentar como candidata pelo PS nas eleições legislativas de Setembro e de ter sido eleita.
O retorno acontece por decisão de Isilda Gomes, por entender que na região do Algarve terá mais protagonismo político e servirá melhor no Governo Civil os interesses dos algarvios.
Isilda Gomes, que foi mandatária política pelo PS de Portimão e número três na lista socialista candidata às legislativas, foi um dos cinco governadores civis que pediram o afastamento do cargo para concorrer às eleições.»
Como já toda a gente percebeu há muito tempo os Governos Civis não têm outra razão de ser senão a da inércia organizativa de um Estado lastimoso e multiplicador de tachos. Um ultrapassado e datadíssimo nível intermédio da administração pública sem razão objectiva de ser e que, como tal, deve ser extinto o mais rapidamente possível, com as respectivas competências transferidas para as autarquias locais. Evidentemente.

O que ninguém parece perceber é qual a origem do poder pessoal de Isilda Gomes, designadamente junto de quem nomeia os Governadores Civis: o Conselho de Ministros.
Poder esse que lhe permitiu decidir-se por uma normal candidatura ao Parlamento para, poucas semanas após ser eleita, voltar a decidir... regressar ao seu cargo anterior.
Seria esclarecedor conhecer a opinião do Tenente-Coronel Carlos Silva Gomes (ex-Chefe de Gabinete de Isilda Gomes) que se prestou ao serviço de comandar o Governo Civil do Algarve por tão pouco tempo. Pode ser que algum órgão de comunicação do Algarve se lembre de lha pedir.

Não é crível que tal manobra tenha sido (dis)simulada, ou que seja este mais um  episódio da utilização  continuada do Estado para fins partidários. Mas o que é facto é que os dois pressupostos que motivaram a ex-ex-Governadora Isilda Gomes decidir-se pelo regresso às anteriores funções ("ter mais protagonismo político na região do Algarve" e "servir melhor no Governo Civil os interesses dos algarvios") já existiam quando decidiu candidatar-se às Legislativas 2009. Vale tudo mesmo!?!?

As redundantes, decorativas e caras "competências" dos Governos Civis em Portugal são:
«a. Representação do Governo;
b. Aproximação entre o cidadão e a Administração;
c. Segurança Pública;
d. Protecção Civil
.»