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24 de fevereiro de 2011

A EMISSÃO QUE ESTEVE NA BASE DA SUSPENSÃO DO PROGRAMA "PLANO \NCLINADO" DA SIC NOTÍCIAS

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CENSURA NO SÉCULO XXI EM PORTUGAL !?!?
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O DIÁLOGO ENTRE O POVO PORTUGUÊS (O MARIDO ENGANADO) 
E A MULHER ADÚLTERA (A GOVERNAÇÃO) NÃO É FÁCIL... 

ENTRE MENTIROSOS E PESSOAS CRÉDULAS NÃO É POSSÍVEL O DIÁLOGO.

O NEGÓCIO DA CORRUPÇÃO É MAIS RENDOSO QUE O DA DROGA.

TIRANDO ALGUNS BONS NEGÓCIOS QUE VIGORAM NA NOSSA SOCIEDADE 
(A DROGA, A CUNHA, ESTA PROSTITUIÇÃO POLÍTICA GENERALIZADA)
NÃO É POSSÍVEL NINGUÉM FALAR COM NINGUÉM... 

SE ALGUM DIA FOR PRECISO ALGUÉM IR À TELEVISÃO 
PARA SOSSEGAR OS PORTUGUESES
EU NÃO VEJO UM PORTUGUÊS CAPAZ DE O FAZER.
 
SEM RESPEITAR OS POLÍTICOS PELA SUA HONRADEZ 
DIFICILMENTE É POSSÍVEL MUDAR SEJA O QUE FOR, 
PORQUE OS PORTUGUESES JÁ COMEÇAM 
A CHAMAR A TODOS PELA MESMA TABELA.

APENAS 9% DOS PORTUGUESES 
CONSIDERAM  O SISTEMA POLÍTICO E OS POLÍTICOS COMO CREDÍVEIS...
É O NÍVEL A QUE NÓS TEMOS OS "PILHA-GALINHAS"
(AQUELAS PESSOAS QUE ROUBAM COMO PROFISSÃO E COMO MÉTODO)

O CLIMA DE MEDO EXISTE

 OS PORTUGUESES JÁ NÃO ACREDITAM EM NINGUÉM

SEM MUDAR ESTE CLIMA, SEM REPOR UM CLIMA DE SERIEDADE,
DE VERDADE, DE HONRADEZ NA VIDA POLÍTICA PORTUGUESA
MUITO DIFICILMENTE SE PODEM FAZER OUTRAS COISAS...

PORTUGAL ESTÁ HOJE COMO EM 1973
JÁ ESTAMOS NO CAMPO DAS INEVITABILIDADES
EM QUE A TROPA NÃO PODE VENCER A GUERRA
E O PAÍS NÃO PODE CONTINUAR A SER UM IMPÉRIO COLONIAL
JÁ ESTAMOS NESSA FASE... 

21 de fevereiro de 2011

PROGRAMA "PLANO \NCLINADO" FOI SUSPENSO

A SIC Notícias decidiu suspender o programa Plano Inclinado.
António José Teixeira e Mário Crespo falam em momento de «ponderação».
Medina Carreira recusa comentar.
O Plano Inclinado está suspenso por tempo indeterminado. António José Teixeira, director de Programas da SIC Notícias, explica que o canal está a «ponderar o futuro do programa», mas não dá uma data para o regresso do formato.
«Estamos a trabalhar nisso», disse ao SOL António José Teixeira, acrescentando que esta reflexão sobre Plano Inclinado se insere «numa reformulação que foi iniciada no início do ano com o 10.º aniversário do canal».
Mário Crespo, apresentador do programa, também não se quer alongar em comentários. «É um programa com dois anos, estamos a reanalisar o painel e a repensar o formato».
Crespo desdramatiza, porém, a pausa inesperada da emissão, lembrando que esta «não é a primeira vez» que Plano Inclinado esteve suspenso. «Também interrompemos no Natal».
Já o professor Medina Carreira recusa comentar a suspensão do programa. «Eu não sou da SIC, para perceber o que aconteceu tem de perguntar à empresa»SOL 21-02-2011

12 de fevereiro de 2010

PORTUGAL E O FUTURO ENTREGUE A IMPREPARADOS, AVENTUREIROS E OPORTUNISTAS ?


 «Numa sala do Grémio Literário a abarrotar, Mário Crespo aproveitou o lançamento do seu livro "A Última Crónica" para fazer um apelo à "luta pela liberdade de expressão". "Não podemos dar por adquirido o direito de informar e de ser informado porque, neste País, está em vias de ser alterado. Não estamos numa situação desesperada, mas é preciso lutar", disse Mário Crespo. (...)
No prefácio do livro, Medina Carreira elogia a atitude do jornalista ao publicar a crónica proibida pelo Jornal de Notícias na passada semana. Este gesto reflecte, segundo o economista, que "Mário Crespo teme, fundada e legitimamente, pelo futuro dos seus filhos, entregue a tantos impreparados, aventureiros e a alguns oportunistas."
"O poder político deve prosseguir com rigor, verdade e determinação o bem público, deixando em paz quem trabalha: os cidadãos, em geral, e os jornalistas, em especial", escreve.» EXPRESSO 11-02-2010 

 A FALAR É QUE A GENTE SE ENTENDE.

21 de novembro de 2009

3 de novembro de 2009

PORTUGAL E O "PARTIDO DO ESTADO"

"Cada vez mais vejo gente que sabe quem não quer, mas não sabe quem quer. 
Ou antes, não quer nenhum." 
(António Barreto, PÚBLICO, 23.01.05) 

«O peso da despesa pública levará, em poucos anos, ao colapso financeiro do Estado, com pesadas consequências para todos mas, em especial, para mais de 4,5 milhões de indivíduos dele directamente dependentes. Cerca de:
- 730 000 funcionários públicos;
- 2 591 000 pensionistas da Segurança Social;
- 477 000 reformados e pensionistas da Caixa Geral de Aposentações;
- 307 000 beneficiários do subsídio de desemprego;
- 351 000 beneficiários do RMI.
Com os familiares próximos poderão ser uns 6 milhões de indivíduos, numa população de 10 milhões.
Dispersos na nossa sociedade, temos 4,5 milhões de indivíduos que integram uma espécie de "Partido do Estado". Têm em comum a dependência directa do Orçamento e representavam, em 2003:
- 43 por cento da população residente;
- 56 por cento do eleitorado;
- 62 por cento da população com mais de 24 anos de idade.
Pensionistas e subsidiados (mais de 3,8 milhões), equivaliam a 70 por cento da população activa.
Este "Partido do Estado" absorvia 70 por cento dos impostos cobrados (1980); atinge agora os 85 por cento (2003). O pessoal político dos principais partidos "invade" progressivamente o Estado e pretende mais funcionários, mais pensionistas, mais subsídios e mais subsidiados, porque aí pode angariar mais votos.
Os que ainda estão fora do "Partido do Estado" constituem uma minoria cada vez mais desiludida, reduzida e silenciada, e menos influente. Adormecido e enganado, Portugal trilha o caminho para o desastre financeiro do Estado e para uma pobreza mais generalizada dos portugueses. Ninguém nos acode.»

MEDINA CARREIRA,  Fev.2005

ESTES SÃO OS NÚMEROS DE 2003 !
COMO ESTAMOS E ESTAREMOS EM 2009/2010?
E em Lagos como será? 


28 de outubro de 2009

SE ME DEREM 1 HORA DE TELEVISÃO, VIRO DO AVESSO MUITA GENTE

«Sem sustentação económica não se é livre. Com um desemprego brutal não se é livre. Com 700 mil funcionários públicos, com medo que o colega vá denunciá-lo; com um SIS que não se sabe o que faz... não se é livre.»
«Gostava de ter uma conversa pública com o Dr. Mário Soares. Para ele perceber o que é que nos separa hoje. Ele é um político alheio a números e à realidade económica, convicto de que com a política faz-se o que se quer. E cada vez mais, a política depende da economia. Os políticos hoje não podem fazer senão estas aldrabices eleitorais, dão mais um subsídio aqui, tiram dalém. Uma fantochada. A social-democracia e o socialismo democrático não poderão ser nada, hoje, se não recompuserem a economia. É uma crítica que faço a estes governos, todos, que não perceberam isto.»
«Sou amigo dele (M. Soares). Só tenho pena que ele não tenha percebido o mundo em que já vive.»
«Havia razões para ter esperança. Tínhamos ideias, pessoas, um país e esperança. Hoje não temos ideias, pessoas, um país e esperança. Esse é o contraste entre 26 de Abril de 75 e Outubro de 2009.»
HENRIQUE MEDINA CARREIRA, entrevistado Anabela Mota Ribeiro, Jornal de Negócios 23.Out.2009
foto por © Miguel Baltazar - Jornal de Negócios

Uma entrevista surpreendente de uma das poucas vozes que avisam há anos para o que Portugal tem pela frente se nada mudar rapidamente. Só lhe fazem entrevistas, mas o Homem quer mesmo é debater...
Não será este o Presidente da República que Portugal precisa em Janeiro de 2011?
A entrevista completa a não perder, no novo portal VER - Valores, Ética e Responsabilidade (subscrição gratuita)