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21 de fevereiro de 2011

PROGRAMA "PLANO \NCLINADO" FOI SUSPENSO

A SIC Notícias decidiu suspender o programa Plano Inclinado.
António José Teixeira e Mário Crespo falam em momento de «ponderação».
Medina Carreira recusa comentar.
O Plano Inclinado está suspenso por tempo indeterminado. António José Teixeira, director de Programas da SIC Notícias, explica que o canal está a «ponderar o futuro do programa», mas não dá uma data para o regresso do formato.
«Estamos a trabalhar nisso», disse ao SOL António José Teixeira, acrescentando que esta reflexão sobre Plano Inclinado se insere «numa reformulação que foi iniciada no início do ano com o 10.º aniversário do canal».
Mário Crespo, apresentador do programa, também não se quer alongar em comentários. «É um programa com dois anos, estamos a reanalisar o painel e a repensar o formato».
Crespo desdramatiza, porém, a pausa inesperada da emissão, lembrando que esta «não é a primeira vez» que Plano Inclinado esteve suspenso. «Também interrompemos no Natal».
Já o professor Medina Carreira recusa comentar a suspensão do programa. «Eu não sou da SIC, para perceber o que aconteceu tem de perguntar à empresa»SOL 21-02-2011

1 de fevereiro de 2010

A "DEMOCRACIA PORTUGUESA"...E A COLUNA DE OPINIÃO DE MÁRIO CRESPO "SILENCIADA" NO JN A PARTIR DE HOJE

«O jornalista Mário Crespo vai abandonar a sua colaboração como colunista no Jornal de Notícias, depois de ter sido informado que a sua coluna semanal de opinião – onde revelava conversas hostis de membros do Governo - não ia ser hoje publicada no jornal.» JORNAL DE NEGÓCIOS 01-02-2010
«O jornalista da SIC Mário Crespo denunciou esta segunda-feira uma alegada conversa entre José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e um executivo de televisão que não identifica, tendo o seu nome como alvo.O jornalista anuncia no artigo publicado no site do Instituto Francisco Sá Carneiro, uma alegada conversa entre o primeiro-ministro, o ministro de Estado, o ministro dos Assuntos Parlamentares e um executivo de televisão num restaurante em Lisboa, durante a qual Mário Crespo terá sido alvo de várias criticas.
Mário Crespo refere que na conversa foi alvo de crítica e referenciado como «mais um problema que tem de ser solucionado», sendo considerado como «um profissional impreparado» e «referenciado como sendo mentalmente débil» e a necessidade de «ir para o manicómio».
De acordo com Mário Crespo a conversa entre José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e um executivo de televisão foi «claramente ouvida nas mesas em redor» e que lhe chegou aos ouvidos por várias fontes.
O artigo afirma que «em 2010 o primeiro-ministro já não tem tantos ´problemas´ nos media como tinha em 2009. O ´problema´ Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi ´solucionado´. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser ´um problema´. Foi-se o ´problema´ que era o director do PÚBLICO.». FÁBRICA DE CONTEÚDOS 01-02-2010 
«(...) Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.» IFSC 01-02-2010
QUEM É MÁRIO CRESPO
«Mário Crespo nasceu em Coimbra, foi para Moçambique ainda criança e o seu primeiro contacto com a informação foi no gabinete de imprensa militar do Comando-em-Chefe português naquela ex-colónia, em 1972.
Hoje tem 58 anos e apresenta o jornal das “Nove” na SIC-Notícias.
Mário Crespo passou sete anos que “valem toda uma vida profissional” nos Estados Unidos e continua a ser o único correspondente da RTP alguma vez acreditado na Casa Branca.
(...) Convidado pela CNN para comentar a situação timorense pós-massacre, Mário Crespo disse que não acreditava que os Estados Unidos alterassem a sua posição enquanto os interesses indonésios fossem representados pela maior empresa de lobbying norte-americana, a Hill & Knowlton.
“Tive tempo para me meter no carro e ir para o escritório. Quando cheguei já estavam a ligar-me da empresa e não mais me largaram durante a crise de Timor”, disse, acrescentando que nesse período a Hill & Knowlton lhe enviou material que “dava para encher várias bibliotecas”, convidou-o para almoços num prestigiado clube de imprensa de Washington para lhe “explicar a situação” e marcou-lhe encontros com entidades indonésias, entre outras acções.
“Tive um curso completo de Indonésia”, afirmou, adiantando que a “pressão era sistemática”.
».
fonte: Revista das cadeiras do atelier de jornalismo e cyberjornalismo da FCSH-UNL