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30 de outubro de 2010

CORRUPÇÃO NA EUROPA? NÃO, QUE IDEIA...

«Marta Andreasen, uma competente contabilista argentina de renome, com nacionalidade espanhola, ex-chefe contabilista da União Europeia, foi primeiro suspensa e em seguida expulsa pelo crime de ter encontrado um sistema contabilístico caótico, aberto ao roubo e à fraude e ter apresentado propostas para a sua reforma completa. A resolução desta completa ausência de controlo fecharia aquilo a que chamam um banco com os cofres abertos à descrição do roubo e da fraude dos deputados e dos membros da Comissão. Negou-se também a assinar as contas da União, no anterior sempre assinadas pelo seu predecessor corrupto, mas que durante 15 anos nunca tinham sido assinados pelo Tribunal de Auditoria por os auditores encontrarem as contas cheias daquilo que eles classificam como «irregularidades». São €100 Biliões de dinheiro de contribuintes praticamente à disposição de quem quer que lhes tenha acesso, que são roubados sem direito a reclamação por parte dos espoliados.
Em consequência, «em consistência com a recomendação feita unanimemente pelo Conselho Disciplinar, a Comissão decidiu despedir a Senhora Andreasen, permitindo-lhe reter os seus direitos de pensão.» Isto passou-se em 2003/2004. De recordar que em 2003 Marta Andreasen fora eleita personalidade do ano pelo seu alto profissionalismo.
Nessa altura, o Comissário que zela pela fraude e responsável pela auditoria, o Vice-Presidente da Comissão para Assuntos Administrativos, Auditoria e Luta Antifraude, e o OLAF (Organismo Europeu de Luta Antifraude), nada fizeram. Outros acontecimentos confirmam-nos que o OLAF nada faz sobre o que concerne a tipos de corrupção que envolvam governantes e políticos. A Comissão, hoje presidida pelo Barroso, manteve o sistema corrupto tal e qual.»
...
«Os links abaixo contam a história muito melhor e mais completamente. Leiam-se e tome-se conhecimento daquilo que os sabujos portugueses nos escondem. Recordem-se ainda as palavras do Cavaco no sentido de que não importava que o Barroso fosse, o que importava era que fosse português. Poderíamos acrescentar que o que importava era que fosse corrupto e continuasse a permitir a corrupção como até agora o tem feito. (Para quem tenha dificuldade com línguas, lembra-se a existência dos tradutores online, como os do Google, Yahoo e outros, actualmente muito melhores que há alguns anos.)
A jornaleirada fantoche, porca e indigna nacional, pobres barrascos aldrabões que querem que lhes chamem doutores (que ridículo e que risada) só nos conta baboseiras convenientes a corruptos e a ela mesma. Se quisermos conhecer a verdade de assuntos do nosso legítimo interesse, nacionais ou não, temos de recorrer à imprensa dos países democráticos.
http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/7091043.stm
http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/3742148.stm
http://www.financialdirector.co.uk/accountancyage/features/2040268/profile-marta-andreasen-personality
http://www.indhome.com/2009/05/02/could-marta-andreasen-be-the-most-feared-mep-in-history/  » BLOGUE DO LEÃO PELADO 16-09-2009

21 de dezembro de 2009

BRUXELAS 2009: AS COUVES, OS PAROLOS E O PROVINCIANISMO.

«Uma coligação acomodada em Estrasburgo incomodou-se com a actividade parlamentar do CDS-PP.
A esquerda portuguesa no Parlamento Europeu uniu-se contra Nuno Melo por uma questão de etiqueta. PS, PCP e BE acham não foi de bom-tom interpelar o Procurador Lopes de Mota no plenário em Estrasburgo sobre a sua tentativa de manipulação da justiça. De lado ficaram as históricas diferenças das Internacionais catalogadas por números. Acabaram-se as subtis variantes do que deve ser um matrimónio entre dois homens ou duas mulheres. Foram-se as vibrantes divergências programáticas dos enunciados de Engels, Bakunin e Trotsky. Tudo porque estão envergonhadíssimos com o ultraje às boas maneiras que foi o questionamento do CDS-PP ao Presidente do Eurojust. Estranha a coligação, perigosa a deriva para o comodismo das conveniências que, simultaneamente, Ilda Figueiredo (PCP), Correia de Campos e Edite Estrela (PS) e Miguel Portas (BE) denotaram ter. Todos puxaram pelos galões de apparatchiks instalados para, com o olho crítico de conhecedores da inacção prolongada, lançar uma excomunhão conjunta sobre Nuno Melo por ter levantado o tema. Traduzida por miúdos a reacção do grupo expedicionário da Esquerda Portuguesa foi: aqui não se fazem ondas. Come-se e cala-se. Correia de Campos achou a interpelação a Lopes da Mota "parola e reveladora de atraso cultural". O antigo Ministro de Sócrates sentia-se confortável com um alto magistrado de Portugal com poderes condicionados pelo seu comportamento no Freeport à frente do Eurojust. Mas acha mal que o assunto, já do conhecimento de toda a Europa, seja abordado no Parlamento Europeu. Isso, para Correia de Campos, é atitude que "prejudica a posição e o prestígio do País", rematando com um notável "no estrangeiro somos todos descendentes de Vasco da Gama".
(...) Para usar a terminologia de Correia de Campos: que "entendimento parolo" das suas funções e dos seus deveres na Europa terão adquirido estes veteranos da acomodação política? Será que a vegetativa existência de que desfrutam há tantos anos lhes destruiu o bom senso? Será que não vêm que ter um jurista suspeito (e agora culpado) de pressões ilegais à frente de um órgão judiciário internacional exige interpelações parlamentares sempre que possível? Será que não vêm que foi melhor e mais digno serem portugueses a fazê-las do que outros que as fariam de certeza, mais cedo ou mais tarde?» MÁRIO CRESPO JN 21-12-2009