28 de maio de 2010

CONCERTO DE ASSOBIO



Uma raridade do Sr. Geert Chatrou que ASSOBIA as Czardas de Monti com a Orquestra Sinfónica de Kiel.
ASSOBIEMOS AINDA MAIS. Talvez nos ajude a descomprimir...

27 de maio de 2010

AS PALAVRAS DO MINISTRO DE ESTADO E DAS FINANÇAS DO 1º GOVERNO PS DE JOSÉ SÓCRATES


- "Chegámos a uma situação económico-financeira que mesmo eu, há um ano, não imaginaria que fosse possível. Sempre pensei que, a tempo e horas, fossem tomadas medidas e não se deixasse o País resvalar para a situação que estamos a viver."

- "É de uma grande desonestidade política assinar, no sábado, o contrato do TGV e, no domingo à noite, anunciarem a suspensão das grandes obras, quando a maior parte delas já está adjudicada e, três dias depois, ser anunciado um pacote duríssimo para os portugueses a somar ao que já tinha sido previsto no PEC, em Março."

- "Fico surpreendido com a irresponsabilidade do que se fez nos últimos seis meses. As medidas deveriam ter sido anunciadas em Dezembro, assim como o PEC. Só depois devia vir o Orçamento."

- "No início toda a gente associava a teimosia [de Sócrates] a determinação, capacidade de tomar decisões. Mas não. Esta é apenas uma teimosia de quem não quer mudar de rumo e não sabe fazê-lo quando é necessário e os ventos mudam. Portanto, é mais obstinação e, se quer que lhe diga, falta de inteligência."

- "O mundo estava a desabar à nossa volta e o primeiro-ministro continuava a fazer discursos como se nada estivesse a acontecer. Uma coisa é certa, a política financeira deste Governo é da exclusiva responsabilidade, e da exclusiva condução, do primeiro-ministro."

- "Há cada vez mais a sensação de que estes governantes estão a governar para um país que não é aquele que vemos todos os dias."

- "Como português, tenho pena, mas passámos a ser um protectorado da Alemanha, do ponto de vista financeiro. Mas quando os nativos não se sabem governar, uma boa dose de colonialismo não deixa de ser saudável."


PALAVRAS DE UM DIRIGENTE DO PSD? NÃO. 
FRASES PROFERIDAS POR QUALQUER OUTRO MEMBRO DA OPOSIÇÃO? NADA DISSO. 
SÃO DECLARAÇÕES À REVISTA VISÃO DE LUÍS CAMPOS E CUNHA, QUE FOI MINISTRO DE ESTADO E DAS FINANÇAS NO PRIMEIRO GOVERNO DE JOSÉ SÓCRATES. 
É DIFÍCIL SER MAIS CLARO. E MAIS CONTUNDENTE...

26 de maio de 2010

NOTAS SOLTAS SOBRE AS CONSEQUÊNCIAS DO DUMPING SALARIAL ALEMÃO

Os dados do Eurostat mostram que os custos do trabalho aumentaram, no período 2000-2008, 7% na Alemanha, 34% na Irlanda, 30% em Espanha, Portugal e Itália, 28% na Grécia e Holanda e 20% em França.
Por outro lado, a Alemanha acumulou um superavit comercial de €1,261bn no mesmo período, enquanto que Espanha e Portugal acumularam um défice comercial de €598bn e €273bn, respectivamente. Este jogo foi sendo alimentado pela reciclagem dos capitais superavitários alemães nos países do chamado "Club Med", nos quais Portugal se inclui, que o decidiram aceitar para além dos níveis sustentáveis elementares. Até que tudo rebentou em cima da Grécia... e agora são as vítimas do "Club Med" que estão armadilhadas. Governo português incluído, porque decidiu aceitar o jogo anos a fio com os incríveis detalhes conhecidos...
Pior seria se o Reino Unido também tivesse tido margem para desvalorizar a libra, a situação nas ilhas britânicas talvez fosse ainda pior que a da Grécia... o que seria ainda mais dramático para o nosso Turismo. Apesar de tudo, existe uma ténue esperança para o turismo algarvio em 2010 embora o Turismo continue a não ser assumido definitivamente como actividade estratégica para Portugal.

Anda agora Berlim a orgulhar-se da sua disciplina salarial, insistindo que os outros façam o mesmo, com a chanceler Merkel a culpar implicitamente os gregos e latinos da débacle do euro, mas a lógica da União Económica e Monetária impõe que os Alemães se encontrem com os Latinos a meio caminho.
PORQUE A CULPA DA SITUAÇÃO ACTUAL NÃO É APENAS DOS PAÍSES DO SUL, É TAMBÉM DA AMBICIOSA ALEMANHA FINANCEIRA QUE O PODER POLÍTICO GERMÂNICO TAMBÉM OPTOU POR SEGUIR...
NÃO HÁ, PORTANTO, NEM SÓ INOCENTES EM BERLIM, NEM SÓ CULPADOS NO  PAÍSES DO "CLUB MED". 
Muito menos os "malandros" dos pequenos/médios empresários e dos trabalhadores por conta de outrem dos países do sul, que é quem se pretende que pague a factura do descalabro desta Europa da "União" Económica e Monetária.
 
O quid pro quo da chanceler Merkel quanto à aplicação do fundo de emergência de €750bn representa ultra-austeridade para os países do sul da Europa.
Não pode haver lugar a mais branqueamentos, nem políticos nem jurídico-financeiros, é urgente recuperar internamente nos vários países do "Club Med" os fundos ilegitimamente desviados, mas este "apertar do cinto" é intelectualmente absurdo, vem demasiado tarde para rebalancear a UEM de que o euro é trave-mestra e está já a correr com consequências pouco racionais e imprevisíveis: 
- a Espanha fará cortes salariais no sector público de 7% este ano e a Grécia teve que engolir cortes de 16%; 
- a Itália preparou um congelamento salarial como parte de um plano de austeridade de €25bn para 2 anos; 
- a França juntou-se ao esforço com planos de congelamento salarial para 3 anos acompanhados de alterações constitucionais... 
- até a Roménia, em fase de pré-adesão ao euro, está a cortar salários em 25%, o que já levou a união de sindicatos de polícia romenos a votar pela queda do governo local, estando até a ameaçar «fazer o que fizémos em 1989, quando acabámos com a ditadura»...
 

A EVIDÊNCIA É CLARA E VÁLIDA TANTO PARA A ALEMANHA COMO PARA TODOS OS OUTROS PAÍSES DA EUROPA: 
OS PLANOS DE AUSTERIDADE, SÓ POR SI E SEM MEDIDAS COMPLEMENTARES, SÃO INCOMPATÍVEIS COM O CRESCIMENTO ECONÓMICO.
INOVAR E SABER AGIR DECIDIDAMENTE E COM RAPIDEZ É MAIS IMPORTANTE QUE NUNCA.
AFINAL QUEM PODERÁ ENTRE NÓS AINDA ACREDITAR QUE OS  AMESTRADOS ACTORES DO PROBLEMA  (E AS RESPECTIVAS FACES OCULTAS MANDANTES) POSSAM SER OS MESMOS DA SOLUÇÃO URGENTE PELA QUAL A MAIORIA DA POPULAÇÃO ANSEIA?
QUANTOS EMPREGOS VALE A SOBREVIVÊNCIA DE UM BANCO OU DE UMA EMPRESA? QUANTAS PESSOAS? QUANTAS GERAÇÕES? QUANTA GUERRA FINANCEIRA? QUANTA PAZ?

Até Dominique Strauss-Khan (FMI) já veio declarar que «O crescimento na Europa é claramente insuficiente, demasiado baixo. A Alemanha e os outros países têm urgentemente que fazer mais para acelerar o crescimento. O mundo inteiro está a olhar para isto e a perder confiança na Europa.»

FAÇAMOS O TRABALHO DE CASA. SE AINDA NOS DEIXAREM TER TEMPO...

mais informação:



25 de maio de 2010

PORTAGENS NA VIA DO INFANTE: ILEGALIDADE E DESASTRE PARA O ALGARVE


«O turismo algarvio está já sob o espectro das portagens. "Não devem ser introduzidas enquanto a EN125 não for uma verdadeira alternativa", diz Nuno Aires, da ERTA.
"VAI SER UM DESASTRE E É ILEGAL, PORQUE DOIS TERÇOS DA A22 (ENTRE A GUIA E VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO) NÃO TÊM CARACTERÍSTICAS DE AUTO-ESTRADA E FORAM FINANCIADOS POR DINHEIROS COMUNITÁRIOS", avisa Elidérico Viegas, da AHETA. 
Em Março de 2008, o primeiro-ministro, José Sócrates, lançou o concurso para a concessão ‘Algarve Litoral’ (requalificação da EN125) e disse, em Portimão, que a obra seria adjudicada até ao final desse ano e que a requalificação estaria concluída no final de 2010. O contrato de subconcessão só foi assinado em Abril de 2009. Na altura, o então ministro das Obras Públicas, Mário Lino, anunciou a conclusão da requalificação em três anos (até 2012). Segundo dados fornecidos ao CM pela Estradas de Portugal (EP), há três dias, a requalificação tem um prazo de quatro anos (até 2013) e o cálculo de custos também aumentou de 150 para 182 milhões de euros.» CM 24-05-2010


 METAM PORTAGENS SIM, MAS NAS ENTRADAS DOS PALÁCIOS DE SÃO BENTO E DE BELÉM ! 
Continuem a atirar mais lenha para a fogueira e depois queixem-se... 

Via do Infante vai ter portagens! e a EN 125 está na mesma! e agora representantes do Algarve? (22-05-2010)  

Portagens na Via do Infante seria coisa terceiro-mundista (02-01-2007) 

Autarcas algarvios admitem processar Governo por portagens (11-10-2004)

 

24 de maio de 2010

"OS PAPA REFORMAS": A LEI QUE DÁ É REFÉM DOS BENEFICIÁRIOS QUE TIRAM E DA SUA ÉTICA


Estas são as últimas palavras publicadas de José Luís Saldanha Sanches, fiscalista e professor universitário, falecido com 66 anos no passado dia 14 de Maio.
Palavras ditadas na semana em que faleceu e publicadas em papel no Expresso de 15 de Maio.

«Fala-se muito, nos últimos tempos, em medidas para reduzir o défice. Medidas fiscais, diz-se até, de justiça fiscal.

O aumento do IVA é compreensível e mais justificado do que a redução populista nas cadeiras dos bebés ou nos ginásios, que os consumidores nunca sentiram no bolso. Há pouco tempo foi a aprovação da tributação das mais-valias em IRS para acções detidas há mais de doze meses - medida justa, pois a não tributação era uma singularidade portuguesa. Para as acções alienadas antes da entrada em vigor da lei, a tributação é claramente retroactiva. Mas há na Constituição mais princípios do que o princípio muito tropical da não retroactividade da lei fiscal - e a possibilidade financeira de manter o Estado Social é apenas um deles.

Em qualquer caso, a justiça fiscal é uma questão que não se coloca só do lado da receita pública. Receita e despesa são o verso e o anverso do problema da justiça fiscal. É também muito provável que o esforço financeiro venha a atingir a segurança social, as pensões, as reformas.

Ora, de nada serve aumentar o IVA, ou tributar mais-valias, se o Estado continua a esbanjar recursos.

No esbanjadouro são muito claros dois tipos de papa-reformas: as obras públicas desnecessárias e os papa-reformas em sentido próprio.

O Estado (o Governo, o primeiro-ministro) vive agrilhoado a um conjunto de compromissos políticos, arranjinhos, promessas, vassalagens, dívidas que paga periodicamente em quilómetros de auto-estradas, túneis e, agora, em TGV com paragens em todas as estações e apeadeiros do poder local (desenhado em cima do mapa da volta a Portugal em bicicleta). Já todos sabemos que Portugal tem mais quilómetros de auto-estrada do que muitos países mais desenvolvidos, que não fazem sentido muitas dessas estradas e que é um absurdo havê-las sem custos.

O que é uma verdadeira esquizofrenia é que nada se faça neste momento de verdadeiro aperto das finanças públicas. E o discurso da oposição, que defende a suspensão das grandes obras públicas, mais parece um salivar em vésperas de poder, um repto para que se guarde o melhor vinho para depois de eleições - e não uma verdadeira preocupação com as finanças, ou seja, com os contribuintes.

Além das vassalagens, não podemos esquecer os outros papa-reformas, profissionais da acumulação de reformas públicas, semipúblicas e semiprivadas. Basta ver o caso do Banco de Portugal, ou outros menos imorais, que permitem que uma série de cidadãos - gente séria, acima de qualquer suspeita - se alimente vorazmente, em acumulações de pensões, reformas e complementos, que começam a receber em tenra idade. Muitas vezes até com carreiras contributivas virtuais, sem trabalho e com promoções (dizem que para isto são muito boas a Emissora Nacional / RTP e a Carris).

Tudo isto, como sempre, é feito ao abrigo da lei. É que isso dos crimes contra a lei é para os sucateiros. O problema é que a lei que dá é refém dos beneficiários que tiram e da sua ética.
»

23 de maio de 2010

SE ISTO NÃO É CRIME, ENTÃO VALE TUDO !!!



«No meio da falência iminente do Estado, o Governo socialista de José Sócrates contrata, em dez dias febris, a exorbitância de 2,738 mil milhões de euros (cerca de 3% a mais de dívida pública). 


A soma de  1,244 mil milhões de euros para a concessão do Pinhal Interior, assinado no dia de pré-anúncio da bancarrota (28-4-2010), e 1,494 mil milhões de euros para a concessão do TGV Caia-Poceirão, assinado no sábado de 8-5-2010, o dia seguinte à bancarrota nacional (quando, nesse 7-5-2010, o juro das obrigações da dívida da República Portuguesa subiu acima da barreira dos 7%, e, em 9-5-2010, já ia nos 8,78, segundo dados dessa noite no sítio do Wall Street Journal, e o Governo Sócrates teve de recorrer à caridade dos países da Zona Euro que, lhe prometeram uma linha de crédito extraordinária e a intervenções de recompra da dívida portuguesa, em troca do protectorado orçamental).


Não há bitola, nem futuro. Há uma betonização da barca do País que se afunda à vista do pinhal interior e do comboio que-faz-que-anda. Apenas uma política de janela quebrada sucessiva, o esvaziamento do tesouro do Estado, a fartura da mesa do poder, a rotação acelerada dos juros crescentes no círculo vicioso do endividamento, a indemnização absurda prevista, a parecística, a comissão. Uma praga anti-patriótica e, ainda, a abulia do povo.» A.B.CALDEIRA 22-05-2010  VIRGÍNIA ALVES 19-05-2010  Cartoon de HENRIQUE MONTEIRO


APELOS DE CAVACO? BEM PREGA FREI TOMÁS: FAZ O QUE ELE DIZ, MAS NÃO O QUE ELE FAZ...
E EM LAGOS? A SOLUÇÃO SERÁ LAGOS/ANGOLA?

22 de maio de 2010

SUSPEITOS DE AFUNDAREM FINANÇAS COMEÇARAM JÁ A SER DETIDOS


Directores de bancos que arrastaram o país para a bancarrota foram presos por ordem das autoridades, sob a acusação de conduta bancária criminosa e cumplicidade na bancarrota do País. Arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações.
Estas são as primeiras de uma longa lista de detenções de responsáveis pela ruína do país, na sequência do colapso bancário e financeiro.
Na lista de possíveis detenções nos próximos dias e semanas estão mais de 125 personalidades da antiga elite política, bancária e financeira, com destaque para o ex-ministro das Finanças, dois antigos primeiros-ministros e o ex-governador do banco central.
A hipótese de cadeia e confiscação de bens paira também sobre uma dezena de antigos deputados, cerca de 40 gestores e administradores bancários, os responsáveis pela Direcção Geral de Crédito e vários gestores de empresas que facilitaram a fuga de fortunas para o estrangeiro nos dias que antecederam a declaração da bancarrota.
TSF 07-05-2010

ACONTECEU, MAS NÃO EM PORTUGAL. AINDA NÃO...  
TODA E QUALQUER ACÇÃO OU REFORMA QUE NÃO INCLUA A RESPONSABILIZAÇÃO OBJECTIVA DE QUAISQUER RESPONSÁVEIS PELO ROUBO  PLANEADO E CONTINUADO QUE LEVOU O NOSSO PAÍS À SITUAÇÃO ACTUAL SERÁ APENAS UM ADIAMENTO MAIS NO QUE TEM QUE SER FEITO.
PORTUGAL ESPERA. OS PORTUGUESES DESESPERAM.