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10 de março de 2011

CONSENSOS 2011: ACABAR COM OS FALSOS PARA FAZER OS NOVOS

«Nos últimos 10/15 anos habituámo-nos às intervenções cinzentas dos Presidentes. No final dos discursos, todos os partidos conseguiam encontrar méritos. Isto sem contar com o BE e PCP, que estão sempre contra tudo. Hoje Cavaco Silva rompeu com isso. Acabaram os falsos consensos. Ainda bem.» NUNO GOUVEIA 9-03-2011


OS FALSOS E OS NOVOS CONSENSOS NÃO SÃO COMPATÍVEIS. NEM OS SEUS PROMOTORES.

25 de setembro de 2010

ENTRE UM MAR DE ALFARROBAS E DE ROSAS

«O Professor Cavaco Silva afirmou não compreender porque razão não aproveitamos mais os nossos portos e o mar. (Dou-lhe total razão, apesar de não me esquecer que foi durante os seus mandatos enquanto Primeiro Ministro que se deram passos decisivos para o desaparecimento da nossa frota pesqueira e da nossa marinha mercante, - "por causa das políticas da CEE", claro).

Por outro lado, o nosso Primeiro Ministro foi, não de TGV, mas de metropolitano visitar novas tecnologias.
Destes dois eventos retive uma mensagem comum: o aumento da despesa pública é uma ninharia comparado com a vastidão do mar e a maré alta tecnológica que já está aí ao virar da esquina.
Entusiasmado (como é bem visível na imagem), fui esta tarde à Repartição de Finanças situada na (ribeira) Rodrigo da Fonseca em Lisboa, pagar um IMI de 706 Euros, sendo que o inquilino me paga anualmente 504 Euros pelas três assoalhadas.
E quanto à aplicação das novas tecnologias ao meu supra transporte fluvial, esclareço que o motor "fora de borda" funcionou a "biocombustível de 2ª geração"... » LUIS FILIPE COIMBRA 22-09-2010
AGUARDA-SE COM NATURAL EXPECTATIVA A AMPLIAÇÃO A NÍVEL NACIONAL DA DUPLICAÇÃO DE IMI PARA CASAS "DEVOLUTAS" (...) ADOPTADA PELA C.M. DE LAGOS ASSIM COMO A APLICAÇÃO DE PORTAGENS À AV. D. CARLOS I,  À RUA FERREIRA BORGES, À 2ª CIRCULAR, À MARGINAL LISBOA-CASCAIS, ETC. JÁ PARA NÃO FALAR NA APROVAÇÃO DE DERRAMAS MUNICIPAIS LACOBRIGENSES COM O INCRÍVEL ARGUMENTO (INCONTESTADO...) DE FINANCIAR ENTIDADES PRIVADAS.

26 de maio de 2010

NOTAS SOLTAS SOBRE AS CONSEQUÊNCIAS DO DUMPING SALARIAL ALEMÃO

Os dados do Eurostat mostram que os custos do trabalho aumentaram, no período 2000-2008, 7% na Alemanha, 34% na Irlanda, 30% em Espanha, Portugal e Itália, 28% na Grécia e Holanda e 20% em França.
Por outro lado, a Alemanha acumulou um superavit comercial de €1,261bn no mesmo período, enquanto que Espanha e Portugal acumularam um défice comercial de €598bn e €273bn, respectivamente. Este jogo foi sendo alimentado pela reciclagem dos capitais superavitários alemães nos países do chamado "Club Med", nos quais Portugal se inclui, que o decidiram aceitar para além dos níveis sustentáveis elementares. Até que tudo rebentou em cima da Grécia... e agora são as vítimas do "Club Med" que estão armadilhadas. Governo português incluído, porque decidiu aceitar o jogo anos a fio com os incríveis detalhes conhecidos...
Pior seria se o Reino Unido também tivesse tido margem para desvalorizar a libra, a situação nas ilhas britânicas talvez fosse ainda pior que a da Grécia... o que seria ainda mais dramático para o nosso Turismo. Apesar de tudo, existe uma ténue esperança para o turismo algarvio em 2010 embora o Turismo continue a não ser assumido definitivamente como actividade estratégica para Portugal.

Anda agora Berlim a orgulhar-se da sua disciplina salarial, insistindo que os outros façam o mesmo, com a chanceler Merkel a culpar implicitamente os gregos e latinos da débacle do euro, mas a lógica da União Económica e Monetária impõe que os Alemães se encontrem com os Latinos a meio caminho.
PORQUE A CULPA DA SITUAÇÃO ACTUAL NÃO É APENAS DOS PAÍSES DO SUL, É TAMBÉM DA AMBICIOSA ALEMANHA FINANCEIRA QUE O PODER POLÍTICO GERMÂNICO TAMBÉM OPTOU POR SEGUIR...
NÃO HÁ, PORTANTO, NEM SÓ INOCENTES EM BERLIM, NEM SÓ CULPADOS NO  PAÍSES DO "CLUB MED". 
Muito menos os "malandros" dos pequenos/médios empresários e dos trabalhadores por conta de outrem dos países do sul, que é quem se pretende que pague a factura do descalabro desta Europa da "União" Económica e Monetária.
 
O quid pro quo da chanceler Merkel quanto à aplicação do fundo de emergência de €750bn representa ultra-austeridade para os países do sul da Europa.
Não pode haver lugar a mais branqueamentos, nem políticos nem jurídico-financeiros, é urgente recuperar internamente nos vários países do "Club Med" os fundos ilegitimamente desviados, mas este "apertar do cinto" é intelectualmente absurdo, vem demasiado tarde para rebalancear a UEM de que o euro é trave-mestra e está já a correr com consequências pouco racionais e imprevisíveis: 
- a Espanha fará cortes salariais no sector público de 7% este ano e a Grécia teve que engolir cortes de 16%; 
- a Itália preparou um congelamento salarial como parte de um plano de austeridade de €25bn para 2 anos; 
- a França juntou-se ao esforço com planos de congelamento salarial para 3 anos acompanhados de alterações constitucionais... 
- até a Roménia, em fase de pré-adesão ao euro, está a cortar salários em 25%, o que já levou a união de sindicatos de polícia romenos a votar pela queda do governo local, estando até a ameaçar «fazer o que fizémos em 1989, quando acabámos com a ditadura»...
 

A EVIDÊNCIA É CLARA E VÁLIDA TANTO PARA A ALEMANHA COMO PARA TODOS OS OUTROS PAÍSES DA EUROPA: 
OS PLANOS DE AUSTERIDADE, SÓ POR SI E SEM MEDIDAS COMPLEMENTARES, SÃO INCOMPATÍVEIS COM O CRESCIMENTO ECONÓMICO.
INOVAR E SABER AGIR DECIDIDAMENTE E COM RAPIDEZ É MAIS IMPORTANTE QUE NUNCA.
AFINAL QUEM PODERÁ ENTRE NÓS AINDA ACREDITAR QUE OS  AMESTRADOS ACTORES DO PROBLEMA  (E AS RESPECTIVAS FACES OCULTAS MANDANTES) POSSAM SER OS MESMOS DA SOLUÇÃO URGENTE PELA QUAL A MAIORIA DA POPULAÇÃO ANSEIA?
QUANTOS EMPREGOS VALE A SOBREVIVÊNCIA DE UM BANCO OU DE UMA EMPRESA? QUANTAS PESSOAS? QUANTAS GERAÇÕES? QUANTA GUERRA FINANCEIRA? QUANTA PAZ?

Até Dominique Strauss-Khan (FMI) já veio declarar que «O crescimento na Europa é claramente insuficiente, demasiado baixo. A Alemanha e os outros países têm urgentemente que fazer mais para acelerar o crescimento. O mundo inteiro está a olhar para isto e a perder confiança na Europa.»

FAÇAMOS O TRABALHO DE CASA. SE AINDA NOS DEIXAREM TER TEMPO...

mais informação:



13 de abril de 2010

"DIZ O ROTO AO NÚ" OU "QUANDO O ESTADO FAZ DE BANQUEIRO ALGUÉM FICA SEM O SEU DINHEIRO"...




«Estava D. Pedro Rodriguez Sarmento, nobre galego ao serviço de Castela, com o seu poderoso exército em cerco a Monção, e quando a moral das suas tropas já dava sinais de quebranto devido à fome que as atacava, dá-se o insólito.
Uma mulher resoluta, de nome Deu-la-Deu Martins, assoma à muralha e enquanto lança ao inimigo folgada quantidade de pães, proclama que, se de mais necessitassem, que mais pedissem, porque farinha para os ditos tinha ela para dar e vender. Desmoralizados os inimigos partem.
O senhor primeiro-ministro anunciou à saída da última reunião de responsáveis pelos governos europeus que Portugal faria, naturalmente, parte da solução para a Grécia, dentro do enquadramento entretanto ali cozinhado.
Isso passa por termos de vir a emprestar à Grécia algum capital, se estes, entretanto, não conseguirem colocar no mercado internacional os títulos de dívida que vão constantemente necessitando de emitir. Isto é, se eles não conseguirem, vamos nós ao mercado, os terceiros piores devedores da Europa do euro, emitir dívida para lhes emprestarmos. Diz o roto ao nu...
(...) A generosa oferta do nosso primeiro-ministro aos gregos trouxe-me à mente a maravilhosa história da nossa Deu-la-Deu. Pelo engenho e astúcia, dando ares, aparências, daquilo que não éramos ou tínhamos, fomos capazes de afastar os atacantes malfeitores que cercavam Monção.
Mas se a resposta de então foi suficiente para afastar invasores desinformados porque as portas do castelo estavam fechadas e porque não havia infiltrados, jornalistas ou contadores de trigo obrigados a divulgar a informação relevante que desmentia a comandante, isso hoje é impossível.
Jornalistas, agências de rating, analistas, simples economistas e principalmente investidores, lêem a informação, sabem o que se passa e tiram as suas conclusões.
Nos dias que correm, pensar que se ilude muita gente durante muito tempo, quando se está sob tão intenso escrutínio, só de quem não vive nesta terra e pensa que está dentro de um castelo de portas fechadas e nem sequer se recorda do que já passou, quando quis esconder um segredo de que não se orgulhava, numa trapalhada de sucessivas peripécias de que não há quem tenha igual para contar.
Hoje, as estatísticas não saem aos domingos.
Às vezes, mesmo a meio, as coisas mudam e se Deus lho deu, também lho pode tirar.» JOÃO DUQUE 10-04-2010
 RESTA SABER SE E COMO QUEM FEZ E ESTÁ AINDA A FAZER DE DEUS NESTE PARENTESIS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL JÁ  TERÁ "DECIDIDO" O CAMINHO A SEGUIR...

12 de abril de 2010

OS NOVOS 3 D's DA LIBERDADE PARA PORTUGAL: DESPARTIDARIZAR, DESESTATIZAR, DESGOVERNAMENTALIZAR

Como todos sabem, ou deviam saber, historicamente os 3 D's da Revolução dos Cravos foram: Democratizar, Descolonizar e Desenvolver.
Inesperadamente, quando quase todos esperavam uma espécie de baptizado ou de entronização de mais um novo líder partidário, como lhe chamaram alguns comentadores oficiais do centralismo, e apenas a duas semanas de se completarem 36 anos sobre o dia 25 de Abril de 1974, eis que o novo Presidente do PSD Pedro Passos Coelho surpreendeu Portugal e os Portugueses em geral (e o PS em particular) com um discurso de improviso no encerramento do XXXIII Congresso que foi notável e carregado de conteúdos políticos positivos. Porque úteis.
O novo Presidente do PSD teve o engenho e a arte de resumir, nuns novos 3 D's, a fórmula para resolver a realidade nacional gravíssima que os Portugueses mais ou menos estupefactos e desesperados têm vindo a assistir, como se de um filme se tratasse, e com a qual todos sem excepção estaremos de futuro confrontados para ultrapassar positivamente,  um processo que já se iniciou e que levará tanto mais tempo quanto mais nos quisermos fazer perder em jogos florais pseudo-políticos.
É a esta luz que se deve ver a aparentemente paradoxal urgência na mudança estrutural conjugada com a tranquilidade necessária para uma mudança positiva e segura para todos.

E quais são esses 3 D's deste Portugal de Abril de 2010?
- DESPARTIDARIZAR a Administração Pública.
- DESGOVERNAMENTALIZAR o País.
- DESESTATIZAR a Sociedade Civil.
São estes os 3 novos paradigmas para uma nova libertação de Portugal e dos Portugueses. Porque, restam poucas ou nenhumas dúvidas, é de LIBERDADE outra vez que se trata.

Aliás, como a verdadeira colonização do Estado que nos conduziu à realidade actual foi promovida pelos partidos do chamado "bloco central" (mais os/as variáveis do "ai é? então  se é assim eu também quero"...) para além do engenho e da arte, Passos Coelho reconfirmou as duas qualidades que, a par da HONESTIDADE, são as mais essenciais, as que fazem a diferença entre os pequenos e os grandes líderes: a CORAGEM e a HUMILDADE.
E para quem tinha dúvidas disse, alto e em bom som: 
«NEM EU SOU DONO DO PSD, NEM O PS É DONO DE PORTUGAL !»

7 de abril de 2010

PEC, "OPOSIÇÃO" E "INTERESSE NACIONAL": AS MATÉRIAS-PRIMAS QUE RESTAM...AO GOVERNO !

«Dívida Pública (em milhares de milhões de euros)
2004:   90.7, 62,9% do PIB
2005: 101.8, 68,3% do PIB
2006: 108.6, 69,9% do PIB
2007: 112.8, 69,1% do PIB
2008: 118.5, 71,3% do PIB
2009: 132.8, 80,6% do PIB
2010: 146.8, 87,7% do PIB»
«Se a Assembleia da República recusar dar esse sinal (de consenso político sobre o PEC) teremos graves problemas no financiamento [da República] com consequências graves na actividade económica» - Teixeira dos Santos na Assembleia da República.

Para gastar, bastou o Governo. Para remediar, o Governo invoca a Oposição!...

O Governo esticou até ao limite a dramatização sobre o PEC. Com a ajuda do Presidente da República, os Portugueses têm sido massacrados com uma espécie de fim do mundo se o projecto de resolução não merecer um consenso alargado.» 





21 de março de 2010

A PANELA DE PRESSÃO APITOU !!!

«Umas centenas de quilómetros a aterrorizar quem passava na autoestrada. Vidros partidos, áreas de serviço vandalizadas, violência gratuita contra as claques, a polícia e quem passava. E como prémio podem todos entrar no estádio para ver o jogo. Bom sistema o nosso. Vai correr bem.» R.M.D 21-03-2010

UMA DAS POUCAS VÁLVULAS DE PRESSÃO AINDA EM FUNCIONAMENTO COMEÇOU A APITAR, FORA E DENTRO DO CAMPO. PERIGO IMINENTE.

22 de fevereiro de 2010

VAMOS LÁ PARAR COM AS BABOSEIRAS E PÔR A DISCUSSÃO NO PATAMAR DAS IDEIAS.

«Repete as palavras 'cidadãos' e 'cidadania' em quase todas as respostas: foi pelos portugueses que o médico Fernando Nobre decidiu avançar com a candidatura a Belém, rejeitando "enfeudar-se" a partidos políticos. Abdica da imagem de "herói" que poderia ter daqui a dez anos, se não se envolvesse agora na corrida à Presidência da República. Mas recusa ficar na "retaguarda" da "crítica fácil". "Não quero acomodar-me. Se vencer venci, se perder perdi." defende. Quanto à divisão da esquerda, é claro: tem um projecto de união que não conhece cores políticas. Além disso, diz ser "o único candidato" já assumido. 
(...) 
Eu quis fazer uma declaração de candidatura, quando muitos me aconselharam a "manifestar disponibilidade". Mas não sou pessoa de tactear: ou avanço ou não avanço. Só quem não me conhece pensa que posso desistir. Muito menos num projecto em que está em causa a dignidade do país e a minha dignidade e coerência. Este processo é para ir até ao fim e para ganhar. Posso perder, mas vou para ganhar. 
(...)
A democracia representativa é o menos mau de todos os sistemas, mas isso quer também dizer que a democracia é perfectível com uma componente de democracia participativa, de auscultação da população em debates importantes. Não quer dizer que tenhamos de chamar os cidadãos todos os meses, mas nos assuntos relevantes do Estado, não há que ter medo. Caso contrário, continuamos a olhar para eles como uma massa amorfa, uma carneirada que só dá o seu parecer de quatro em quatro anos. 
(...)
As revoluções muitas vezes são autofágicas. Eu sou por um processo de mudança, de transformação, mas não de revolução. Agora, para que as ditas revoluções violentas não aconteçam, é preciso pugnar por um processo inclusivo mais forte. O país está num processo que pode tornar-se complicado, com os níveis de pobreza, desemprego, défice externo e endividamento das famílias que atingimos. Os desafios que se avizinham vão possivelmente agravar esses perigos, portanto chegou o momento de Portugal conseguir uma união de projectos e causas nacionais. É um processo de salvaguarda de um país com 900 anos de História, para que não se continuem a ouvir as vozes que dizem que Portugal não tem futuro e que o melhor que lhe pode acontecer é ser integrado na Espanha. Não! Nisso sou muito patriota. 
(...)
Na altura certa as pessoas saberão quem faz parte da minha comissão e quem são os meus mandatários. Quero incluir toda a gente num projecto nacional. Não estou aqui para dividir entre esquerda, centro e direita. Isso não me interessa. Eu vou por valores. Há muita gente que ainda não entendeu que já ninguém acredita nessas coisas da direita e da esquerda: acreditam em valores, em pessoas com carácter e com coluna vertebral.
(...) não estou aqui para dividir a esquerda, o centro ou a direita. Não vou voltar a responder a essas perguntas sobre as interferências de A, B ou C, ou dos apoios de Soares. Quero é discutir projectos e ideias para o país. Estou aqui para assumir as minhas responsabilidades pelo país que amo. Não estou aqui para pedir apoios de partidos. Peço o apoio dos cidadãos, pertençam eles a que partidos pertencerem. 
(...)
Eu quero é que se discutam projectos para Portugal. Se não vencer, que vença alguém com um projecto que possa mobilizar Portugal. Demonstrem-me isso. Quanto ao resto, todos os disparates são permitidos e até já ouvi umas bocas sobre não ser português, por ter nascido em Angola. Eu nasci português e sempre tive bilhete de nacionalidade português desde o meu nascimento. Vamos lá parar com as baboseiras e pôr a discussão no patamar das ideias. Eu ando desde que nasci em países onde há muitos mosquitos. Picadelas de mosquitos não me importunam. Eu só reagirei se for mordido por um crocodilo. » iOnline 22-02-2010

20 de fevereiro de 2010

FERNANDO NOBRE, O CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA: POR IMPERATIVO MORAL !

«Presidente da AMI candidata-se a Belém dirigindo-se aos desiludidos e aos que não têm voz.



"Por imperativo moral, de consciência e de cidadania", Fernando Nobre, médico e presidente da Assistência Médica Internacional, candidata-se às Presidenciais de 2011. Admite que pode não ganhar, mas diz que a sua candidatura "não será nunca inútil".
Foi no (pequeno) auditório do Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa - que obviamente encheu rapidamente e deixou muitas pessoas na rua, onde havia um ecrã a transmitir o discurso -, que Fernando Nobre, 59 anos, anunciou ontem a sua candidatura à Presidência da República.


"Portugal precisa de um presidente que venha verdadeiramente da sociedade civil, que seja independente, que nada precise da política e que conheça bem o país", disse, admitindo que "um homem livre, só e independente pode servir melhor o país nesta altura tão difícil e sensível para Portugal".


Fernando Nobre dirige-se aos insatisfeitos. Diz que a sua candidatura é a "dos que não tiveram voz até agora, dos que se desiludiram com a política, dos que acreditam que a política não se esgota nos políticos e não é a sua coutada privada".


Dirige-se aqueles para quem "o destino do país não é indiferente" e diz-lhes que "chegou a hora da grande, determinada e corajosa opção de actuar". "Portugal é uma questão que diz respeito a todos os portugueses: ninguém se pode eximir desse dever de cidadania indeclinável", disse, explicando que se candidata por "dever moral e cívico" mas também porque não se conforma em assistir à "agonia lenta de Portugal".


Em seu favor, Fernando Nobre apontou a "particular sensibilidade social e humanística", o "orgulho em ser português" e o facto de trazer enraizadas em si "as marcas da multiculturalidade, da lusofonia e de uma profunda mundivivência". O seu espaço político, disse, é a "liberdade", a "justiça social", o "humanismo", a "ética", a "transparência na vida pública" e a "adequada, justa e indispensável função redistributiva do Estado".


Se for eleito, como disse esperar, prometeu ser "garante da estabilidade" das instituições e o seu "compromisso moral intransigente" assenta em "reconhecer o mérito, premiar a excelência e recusar a impunidade".


No seu discurso, que leu durante cerca de 15 minutos, apontou quatro prioridades:
- incentivar a "regeneração ética da vida política do país", prometendo ser "intransigente" com todos os que exercem cargos públicos;


- apoiar e incentivar todos os esforços no caminho da justiça social, dando particular atenção aos desempregados e trabalhadores precários, aos jovens, idosos, emigrantes e imigrantes;


- defender a soberania nacional, designadamente os recursos naturais, o património histórico, a língua e o prestígio do país; e

- "não pactuar com a situação trágica da justiça em Portugal".


Com várias caras conhecidas na sala - cantores como Rui Veloso, Luís Represas, Vitorino e Carlos Mendes, o juiz Rui Rangel e Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto -, Fernando Nobre disse estar consciente de que será uma batalha difícil, "talvez até invencível", mas garantiu que não será "inútil".


A sua luta é "contra a indiferença".» JN 20-02-2010

 O BLAGOSFERA APOIA COM TODA A CONVICÇÃO A CANDIDATURA PRESIDENCIAL DO DR. FERNANDO NOBRE. 
 PARA UM PORTUGAL MORIBUNDO UM 'MÉDICO DAS URGÊNCIAS GLOBAIS' COM UM PERCURSO PESSOAL, ATITUDE E VALORES DEMONSTRADAMENTE DE EXTRAORDINÁRIO INTERESSE PÚBLICO !
OBRIGADO DR. FERNANDO NOBRE. OS PORTUGUESES SABERÃO VALIDAR TÃO GRANDE E OPORTUNA MANIFESTAÇÃO DE CORAGEM E DISPONIBILIDADE. 
 MAIS VALE TARDE QUE NUNCA. 
 PELO BEM COMUM ! .



 
Entrevista a Miguel Sousa Tavares 19-02-2010


Fernando Nobre recebeu o Expresso em sua casa na quinta-feira à noite, já tarde, poucas horas depois de chegar a Lisboa de uma missão da AMI no Senegal e menos de 24 horas antes de lançar a sua candidatura no Padrão dos Descobrimentos. Leia esta entrevista do Expresso de 20-02-2010.

16 de dezembro de 2009

«HÁ UM PAÍS POR RESOLVER» - DIZ O BISPO DO PORTO


«D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, apelou esta terça-feira, em Coimbra, ao sentido de responsabilidade dos políticos e dos cidadãos para que a tensão e crispação política, vividas nos últimos tempos em Portugal, baixem de intensidade.
Salientando que «deve haver um maior sentido de responsabilidade de todas as partes», o prelado lembrou «que independentemente das opções particulares ou objectivos pessoais ou de grupo a curto prazo, há um país a resolver» e essa deve ser a grande preocupação de «todos os que estamos na vida política».
O Bispo do Porto foi este mês galardoado com o Prémio Pessoa, que apesar de atribuído há 22 anos, distinguiu pela primeira vez uma pessoa da Igreja.
O prelado recordou que os cidadãos também devem «ter uma atitude responsável, aprofundando questões, debatendo-as com calma e sabendo que as outras pessoas, mesmo quando não concordam connosco, são concidadãos e é em conjunto que nós temos de resolver» os problemas.» TSF 15-12-2009


As palavras de tão ilustre personagem, que se inclui naturalmente na vida política, são tardias mas denotam uma rara preocupação expressa que certamente resulta da informação diária que tem do terreno. Mas será apenas dessa informação concreta da gravíssima crise social existente que D. Manuel dispõe? Não creio. 
A questão será complexa nas teias tecidas, mas na essência é muito simples. O Bispo do Porto sabe-o e certamente também a sente nesta nossa realidade em que, mais do que o mal estar feito e andar à solta, é impossível de resolver o país sem que os titulares, beneficiários e agentes directos e indirectos da cleptocracia instalada sejam persuadidos, ainda tranquilamente como sugere, que a manutenção da paz social e da liberdade tem dois preços, para os quais haverá certamente uma grande plêiade de especialistas em molduras políticas, legais e técnicas adequadas: a mudança de organização político-económica do Estado e a recuperação dos meios gerados, deslocalizados e parados pela brutalidade financeira cometida continuadamente sobre todos os portugueses. Ninguém conhecerá ao certo o montante, ou talvez alguém conheça..., mas apenas é público que o custo continuado da corrupção é várias vezes superior ao PIB. Situação que, a ser corrigida com o respectivo retorno e não com branqueamentos, nos levaria ao nível de vida de uma Finlândia... E é aqui que reside o problema principal, já para não falar no dos seguidores e de outros desesperados 'insiders' mimetistas tão voluntariosos quanto tardios que, de algum modo mais ou menos parcial, até conhecem esta realidade geral:  
i) como fazer mudar tranquilamente de ideias uns quantos que tão brutal logro infligiram conscientemente aos seus concidadãos por via da manipulação ilegítima do aparelho do Estado? 
ii) A que mal maior teremos ainda que assistir para que se convençam a mudar, devolvendo os meios de que ilegitimamente se apropriaram? 
iii) Que motivos teremos neste momento para confiar ainda no bom-senso das lideranças visíveis e invisíveis, se até as que têm poder para fazer mudar esta nossa tão potencialmente trágica realidade colectiva abdicam de utilizar os poderes de que constitucionalmente dispõem? 
Que Deus nos acuda e bem-haja D. Manuel pelo seu tímido alerta.  
Zangue-se cordialmente que o Natal também contém a Esperança de termos líderes espirituais à altura dos acontecimentos, já que os bons políticos existem mas têm nojo e até medo do que conhecem. 
E que em Portugal, 2010 seja... um Ano de Paz.

3 de novembro de 2009

FMI PEDE "ESFORÇO HERCÚLEO" A PORTUGAL PARA REDUZIR DÍVIDA



«O FMI fez as contas e calcula que os governos vão ter que apertar o cinto mais que na década de 80 para reduzir a dívida pública até 60% do PIB nos próximos vinte anos. Congelar despesa e aumentar impostos são algumas das soluções possíveis.
O FMI estima que a dívida pública atinja os 81,9% do PIB no próximo ano. Ou seja, mais de vinte pontos percentuais acima do limite do PEC (Plano de Estabilidade e Convergência). A Comissão Europeia até é mais pessimista e, nas projecções de Outono hoje divulgadas também, espera que a dívida esteja nos 84,6% do PIB em 2010 e que se agrave até aos 91,1% no ano seguinte. Tudo porque, segundo os números de Bruxelas, o défices em 2009, 2010 e 2011 serão de, respectivamente, de 8%, 8% e 8,7%.»
A confirmarem-se estes novos dados da Comissão, serão os maiores défices desde a década de 80. José Sócrates que conseguiu, como ele próprio fez questão de sublinhar, o défice mais baixo da democracia em 2008 nos 2,6% corre agora o risco de ter também o recorde do maior.
Mas Portugal não é, apesar de tudo, o país em maiores dificuldades nesta altura. O esforço que o FMI "pede" a países como a Irlanda, Espanha, Reino Unido ou EUA para conseguirem chegar a 2030 com uma dívida de 60% do respectivo PIB é mais exigente.  
As receitas do Fundo para atingir este objectivo são simples de identificar mas algumas bastante difíceis de implementar politicamente. Por exemplo, para atingir um ajustamento de oito pontos percentuais no saldo primário estrutural (no caso português são necessários apenas 6,5 pontos), deixa algumas sugestões:
- não renovar as medidas de combate à crise (1,5 pontos),
- congelar em termos reais a despesa pública com saúde e pensões per capita durante dez anos (3,5 pontos), e
- reforçar as receitas através do alargamento da base tributária, do combate à evasão e aumentos de impostos (3 pontos).
JOÃO SILVESTRE, EXPRESSO, 3.Nov2009 

HÁ MANEIRAS E MANEIRAS DE DAR NOTÍCIAS...
ENTÃO OS EUA E A IRLANDA, ASSIM COMO OS NOSSOS MUITO IMPORTANTES PARCEIROS ECONÓMICOS ESPANHA E REINO UNIDO (TURISMO/ALGARVE) SENDO OS PAÍSES QUE SÃO, TÊM QUE AJUSTAR 8% E ESTÃO PIORES QUE NÓS PORQUE «NO CASO PORTUGUÊS SÃO NECESSÁRIOS "APENAS" 6,5%» ???
NA REALIDADE O MIX DE RECOMENDAÇÕES É O MESMO MAS O MIX DE AJUSTE QUANTITATIVO È MENOR EM 1,5%...
QUEM PERGUNTA E QUEM ESCLARECE QUAL A OPÇÃO DO GOVERNO ELEITO PARA ESSE MIX (REPARTIÇÃO/VALORES)? O EXPRESSO? OS SENHORES DEPUTADOS? NAHHH...
O QUE AÍ VEM...
E DEPOIS AINDA HÁ QUEM DIGA QUE A CRISE ESTÁ A PASSAR. 
NOTA:
As previsões de Outono da Comissão Europeia não estão disponíveis em Português. 
Portanto, são só para portugueses que leiam inglês... E isto com um Presidente da Comissão Europeia que é português, deve querer significar contenção orçamental. 
PORTUGAL E A EUROPA nas Autumn Forecasts da União Europeia (em inglês)