28 de fevereiro de 2010

«A maior base de dados estatísticos sobre Portugal, a PORDATA com acesso universal e gratuito, estará aberta a partir de hoje na Internet, resultado de uma iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos, presidida pelo investigador António Barreto. Disponível em www.pordata.pt, reúne estatísticas sobre "quase todos os capítulos da sociedade portuguesa", com dados relativos aos últimos 50 anos, fornecidos por mais de 30 entidades que produzem estatísticas certificadas, segundo explicou Barreto à Lusa.
Barreto dedica o melhor de si à Fundação, cujo grande objectivo é "pensar, estudar e contribuir para o melhor conhecimento da realidade portuguesa", como se lê na sua carta de princípios. Em entrevista ao i, o sociólogo tinha já anunciado o projecto, que tinha como deadline a Primavera de 2010: “chama-se PORDATA, nome já registado, que serve para o mundo inteiro e para a net, sem acentos circunflexos, nem til, nem cedilhas... Por baixo há um subtítulo, "Base de Dados Portugal Contemporâneo": é a tentativa de agregar, organizar e homogeneizar os dados existentes sobre Portugal desde 1960 até hoje, em todos os domínios: demográfico, sanitário, educativo, populacional, emprego, desemprego, salários, vencimentos, justiça, cultura”.» mais em iOnline 23-02-2010

 PARABÉNS À FUNDAÇÃO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS E AO DR. ANTÓNIO BARRETO. EXCELENTE TRABALHO !!!

27 de fevereiro de 2010

A TRELA INVISÍVEL OU A LIBERDADE COM TRELA

«Existe uma forma subtil de o poder político premiar ou punir os órgãos de comunicação: através da publicidade institucional. Quando o órgão é manso, recebe o seu biscoito. Quando o órgão ladra e morde, a ração é controlada. Por isso é fundamental saber quanto se gasta e, sobretudo, onde se gasta o dinheiro público: a ‘liberdade de expressão’, hoje, não se faz com comissões prévias de censura. Faz-se com o livro de cheques na mão. A trela é a mesma.
Infelizmente, esta informação simplória foi recusada ao Parlamento e aos portugueses. O Bloco de Esquerda requereu (várias vezes) uma lista com as despesas em publicidade efectuadas em 2008/09 por ministérios, institutos ou empresas do Estado. Meses depois, o governo admite que não sabe, não quer saber e tem raiva a quem sabe. ‘Não há registos’, diz o ministro Lacão, uma resposta que faria sentido em Chicago, nos anos 20, e não num país da União Europeia, em 2010.
Percebe-se: se não há registos, não há abusos; se não há abusos, não há problemas; se não há problemas, tanto barulho para quê?» J.P. COUTINHO CM 26-02-2010

26 de fevereiro de 2010

RECESSÃO, CORTES NOS SALÁRIOS, JUROS BAIXOS E... NOVA MOEDA EM SUBSTITUIÇÃO DO DÓLAR COMO MOEDA DE RESERVA GLOBAL

E não é que o Homem tinha Razão? Quem é agora o bota-abaixista? Quanto tempo mais?

«Espanha, Portugal e Grécia, que enfrentam uma série de dificuldades devido à evolução das finanças públicas e não podem recorrer à desvalorização da moeda por pertencerem à zona euro, terão de assumir sacrifícios, nomeadamente uma redução dos salários para recuperar a a competitividade.
O alerta é dado pelo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, em entrevista ao "Les Echos" que afirma que "actualmente, com a crise, Portugal, Espanha e Grécia vivem sérias dificuldades, que implicam ajustamentos bastante penosos."
Para Blanchard, por fazerem parte da zona euro, estes países não podem recorrer a um corte nos juros, o que mostra que o facto de pertencerem a uma união monetária “tem um custo no momento de choques assimétricos.”
No que diz respeito às contas públicas da Grécia e Portugal, o responsável pelo FMI acredita que não existe risco de ruptura da zona euro, “mas isso não impede que haja um problema orçamental na Europa.”
Blanchard considerou "indispensável" que os bancos centrais mantenham suas taxas de juros a um nível muito baixo. “Enquanto não houver uma recuperação sólida da procura privada, é absolutamente vital, talvez até depois de 2010”, disse.» iOnline 26-02-2010

Entretanto, acaba de sair a notícia em que o dirigente máximo do FMI Strauss-Khan sugere que o FMI crie uma moeda própria «que poderia um dia substituir o dólar como divisa de reserva.» mais em EFE 26-02-2010

25 de fevereiro de 2010

SÓCRATES: AINDA A ENTREVISTA DE UM "LIDER" LIDERADO...

«Uma pessoa que se considera líder, que afirma sê-lo, não exprime uma mensagem credível ao dizer com ar convicto e solene que «confia muito em si próprio». Isso pode ser interpretado como tratando-se de um vaidoso, deslumbrado, autoritário, ditador, etc.
O verdadeiro líder deve ser sentir que os seus liderados confiem nele, que estão dispostos a todos os sacrifícios por ele. Mas não deve ser ele a dizê-lo, não deve gabar-se disso.
Isto recorda palavras do nosso PM, mas ele não pode sentir nem afirmar com verdade que os portugueses confiam nele, nas suas ideias, nas suas palavras, nas suas qualidades. Não o consideram líder.
Basta ver a mensagem transmitida pelos resultados das últimas legislativas, em que obteve apenas os votos de cerca de 20% dos cidadãos inscritos nos cadernos eleitorais. Para quem está menos familiarizado com números, isso representa que em 100 eleitores, apenas 20 lhe demonstraram confiança, isto é apenas UM QUINTO deles o escolheu. Isto é, de CINCO eleitores houve QUATRO que o recusaram, numa família de 5 eleitores apenas um lhe deu o voto.
Mas, legalmente, juridicamente, como agora usa argumentar-se,ele é o líder, foi o escolhido, mas moralmente, na realidade, não se pode intitular líder dos portugueses. E o mais grave é que dos tais 20% nem todos ainda o consideram como tal, pois já há declarações públicas de figuras notáveis do seu partido que não o seguiriam «até à morte». E quantos aos que não são notáveis, o panorama é capaz de ser de menos optimismo.» A. JOÃO SOARES 22-02-2010

24 de fevereiro de 2010

PORTUGAL NO MESMO CAMINHO DA GRÉCIA? NÃO, QUE IDEIA...

«Por aviso de um leitor atento, registo uma notícia muito preocupante do Wall Street Journal (WSJ), edição das Américas, em 23-2-2010 (o artigo apareceu na edição original em 22-2-2010, mas o link já é parcial), «Transações financeiras para melhorar contas públicas voltam-se agora contra países europeus»:
«O Ministério das Finanças de Portugal não quis comentar se o país usou swaps cambiais como os usados pela Grécia, mas afirmou que Portugal usou apenas instrumentos financeiros que atendem às regras da UE.»
Isto é, o Prof. Teixeira dos Santos não confirma, nem desmente...

No Público, de 22-2-2010, o Deutsche Bank diz que apenas fez operações cambiais com Portugal, em 1998 e 2003 - «swaps cambiais completamente normais», haviam dito fontes do banco ao WSJ. Os swaps cambiais têm sido usados por países como a Grã-Bretanha e Grécia, para mascarar o défice.

A aflição não pára. Mais à frente o artigo do Público cita a agência Bloomberg que terá indicado um «total de 42 mil milhões de euros de dívida pública portuguesa em derivados»... A crise da dívida pública afecta fortemente vários países europeus, mas Portugal aparece logo atrás da Grécia na desconfiança dos mercados.

É fundamental que o Ministério das Finanças informe a Assembleia da República, e o povo, qual o valor usado de dívida em derivados, quais as operações de swap cambial realizadas, de que montante e por que valores de conversão.» A.B.CALDEIRA 23-02-2010

23 de fevereiro de 2010

BEM-VINDOS AO PONTO DE NÃO-RETORNO. APERTEM OS CINTOS...

Falava há dias com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal. 
Dizia-lhe eu à boa maneira do “coitadinho” português:
- Sabes, nós os portugueses somos pobres ...

Esta foi a sua resposta:

Como podes tu dizer que os portugueses são pobres, quando vocês são capazes de pagar por um litro de gasolina mais do triplo do que eu pago na América?
Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que os portugueses são pobres se pagam comissões bancárias por serviços e cartas de crédito ao triplo que nós pagamos EUA? Então e quando conseguem pagar por um carro 20.000 Eur, o mesmíssimo carro que a mim me custa aqui 12.000 Usd (8.800 Eur) vocês dão mais 11.200 Eur de presente ao vosso governo e são pobres?
Como vês, nós nos Estados Unidos é que somos pobres. 

Olha, sabias por exemplo que aqui em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes, cobra somente 2 % de IVA, mais os 4% de imposto federal, portanto 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal.
Então e os portugueses como se ainda não estivessem contentes com estes 20%, ainda pagam impostos municipais? Está tudo passado aí ou quê?

Além disso, não são vocês em Portugal que têm " impostos de luxo", como os da gasolina e gás, do álcool, dos cigarros, da cerveja e dos vinhos, etc. o que faz com que esses produtos cheguem em certos casos a custar mais 300 % do que o preço base que o fornecedor de facto recebe?... 
E outros mais ainda, como o imposto sobre o rendimento, impostos nos salários, impostos sobre os bens pessoais e sobre os bens das empresas, impostos de circulação automóvel e, como se estes ainda não chegassem, impostos em dupla tributação sobre os automóveis novos? E dizes-me tu que nós, norte-americanos, é que somos ricos ou são vocês que não sabem fazer contas?

Então em Portugal um banco privado vai à falência e vocês, que não têm nada com isso, é que pagam o prejuízo?
Outro, uma espécie de casino flutuante, o vosso lindo Banco Privado vai ao fundo e vocês protegem-no com as garantias do dinheiro que enviam para o Estado. 
Então dizes-me tu que o país é pobre e pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA?  E nós é que somos ricos? Isso aí é uma ditadura ou que é que se está a passar?

Então Portugal é um país que é capaz de cobrar o imposto sobre lucros adiantadamente e o imposto sobre o rendimento mediante retenções mensais... bem vocês aí em Portugal têm de estar a nadar na maior abundância, porque o Estado português considera que os seus negócios... e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal e da corrupção dos seus governantes e autarcas. 

Um país capaz de pagar salários e indemnizações irreais aos seus funcionários de Estado, das empresas públicas, das parcerias público-privadas, dos hospitais e das empresas privadas de capitais públicos é pobre?  Não brinques comigo.

Ó meu Amigo, os pobres somos nós, todos os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre rendimento se ganhamos menos de 3.000 Usd/mês p/pessoa, isto é, mais ou menos os vossos 2.200 Eur. Sabias disto?

Vocês em Portugal pagam impostos municipais, mais as taxas do lixo, mais as taxas sobre o consumo da água, gás e electricidade, pagam a segurança privada dos bancos, urbanizações e condomínios, até têm polícias municipais e tem quartéis de forças de segurança pública guardados por empresas privadas, enquanto nós, americanos, como somos pobres, nos temos que conformar com a segurança pública... e nós é que somos ricos e vocês pobres?

Vocês são pobres e compram livros diferentes todos os anos, enviam os vossos filhos para colégios privados, enquanto as nossas escolas aqui nos EUA são maioritariamente públicas e emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar...e nós é que somos ricos?

Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Desculpa lá, Amigo, mas vocês aí em Portugal ou são estúpidos ou são mansos de mais.
Ou então pensaram (mal) que isso ia durar para sempre.
E digo-te mais: quando começarem à procura de quem andou a roubar os portugueses este tempo todo... quem não queria estar aí era eu.

UMA DATA DE ASNEIRAS


«Na entrevista à SIC, José Sócrates explicou ontem que a ideia de pedir uma declaração de apoio de Luís Figo ao PS só terá surgido após a entrevista concedida pelo jogador ao Diário Económico, a 7 de Agosto, em que o futebolista enaltecia a "energia" e "capacidade empreendedora" do primeiro-ministro. Mas, de acordo com as escutas divulgadas pelo Sol, as conversas entre Marcos Perestrelo e Paulo Penedos sobre o apoio de Figo datam de 10 de Junho - dois meses antes da entrevista.»texto e imagem DN 23-02-2010

 VEM AÍ ALGUÉM, VEM AÍ ALGUÉM ?