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30 de março de 2011

"NÃO É PRECISO DINHEIRO" - JOSÉ SÓCRATES

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POR UMA VEZ ESTAMOS DE ACORDO.
DO QUE PRECISAMOS É DE OUTRA JUSTIÇA !

23 de março de 2011

POUPANÇAS AUTOMÁTICAS DAS FAMÍLIAS ???

«Através do Rui Rocha, no Delito de Opinião, que cita o ministro Teixeira dos Santos, em 16-3-2011, ficou a temer-se que o Governo socialista tenha oferecido à União Europeia, para continuar a obter apoio do Banco Central Europeu e poder aceder rapidamente ao socorro financeiro, que parte dos salários da função pública seja cativada pelo Governo, num voluntarismo à força.» A.B.CALDEIRA 18-03-2011
HISTÓRICA INTENÇÃO...

29 de maio de 2010

E SE GASTARMOS MAIS DINHEIRO PARECE QUE TEMOS MUITO?


Para recordar. Outro vídeo do tempo em que a crise "já tinha acabado". Só para o governo, claro.
SOFIA BRAGANÇA BUCHHOLZ 29-05-2010 

17 de maio de 2010

HUMOR INGLÊS...

 O desafio económico que o novo governo britânico enfrenta está reflectido na frase única que consta da carta que o novo secretário do Tesouro recebeu do seu antecessor: “JÁ NÃO HÁ DINHEIRO”. PÚBLICO 17-05-2010


26 de abril de 2010

SÓCRATES, O ÚLTIMO LÍDER DO PS !!!

PORTUGAL: Dezasseis meses após o final do ano a que se refere, foi hoje 26 de Abril de 2010 apresentado o 6º...Anuário Financeiro dos Municípios relativo ao ano de 2008.
(link para uma notícia, o pdf respectivo estará certamente disponível mais tarde...).

ESPANHA: Aqui ao lado, para não ir mais longe, o Anuário El País relativo ao ano de 2009, que contém um impressionante volume e qualidade de dados (não apenas autárquicos) foi apresentado no início deste mês de Abril de 2010 (link).
Ou seja, quatro meses após o final do ano a que se reporta.

Voltaremos ao assunto quando o pdf de 2009 estiver disponível e também quando forem publicados os dados de 2010 (estes certamente lá para Abril de 2012... se ainda não tivermos emigrado antes).
Apesar de todo o pouco reconhecido esforço que tem feito evoluir positivamente o controlo das contas autárquicas de uma situação anterior ainda pior, designadamente pela equipa da U. Minho e pelo Tribunal de Contas, esta dilação temporal é ainda inadmissível para as próprias autarquias, para os agentes económicos em geral e, sobretudo, para os cidadãos contribuintes e eleitores.
Bom seria que, de futuro, as eleições autárquicas fossem marcadas para datas posteriores às dos fechos e publicações de contas que permitissem decisões de voto em consciência. É que, como até está escrito no anuário relativo a 2007, quanto a prestação de contas «o órgão executivo da câmara municipal “presta contas” aos eleitores sobre o cumprimento dos compromissos assumidos previamente nos programas eleitorais. O principal momento de “prestação de contas” verifica-se no acto eleitoral.» A realidade... é outra.
A arritmia entre ciclos eleitorais (como em 2009) e a dilação no conhecimento dos dados reais de todas as dimensões da economia portuguesa, a par da desorganização "científica" da administração "pública" (ou será antes "público-privada"?) e do ordenamento administrativo do tempo do Mouzinho, são dos melhores amigos da permeabilidade aos interesses ilegítimos que souberam instalar-se e manter-se. Com o resultado que ainda não está totalmente à vista. Dá para tudo, alterar contas trimestrais "reais" várias vezes, publicá-las quando já não têm utilidade, etc. Vale tudo !

E ainda se queixa o aniversariante PM José Sócrates da agressividade das oposições, em visita à "última pedra"  nas obras do palco da missa do Papa em Lisboa... E acha que «é razoável pedir a todos os partidos que não se esqueçam que quem ganhou as eleições foi o PS, estando o Governo naturalmente disponível para concertar com as restantes forças políticas as linhas políticas que necessitam de um acordo mais alargado».

Como é possível dizer isto dias depois de ter sido considerada provada pelo MP a compra de apoios eleitorais de pelo menos uma figura mediática para ganhar essas mesmas eleições legislativas do ano passado ?...
O aliado único de Sócrates pode ser, incrivelmente, esta espécie muito rara de "crise". 
Mas e se o cenário temporal da situação actual fôr do tipo japonês (2 décadas...) o que farão os Senhores PM e PR? E os Portugueses?
José Sócrates, o último líder do PS, não sabe o que é Portugal ! Nem quer saber...

24 de abril de 2010

ESCUDO/EURO = 600,482 ? DEPOIS DOS HIPER-MERCADOS VEM AÍ A HIPER-INFLAÇÃO?

«O adiamento da reforma séria da despesa pública do Estado português pelo Governo socialista, por causa da ambição presidencial mal resolvida do primeiro-ministro, põe a condução do nosso País na mão dos interesses estrangeiros.
(...)A mensagem, que também vale para o nosso país é clara: ou Portugal promove reformas estruturais duras ou terá de abandonar o euro. A saída do euro teria consequências terríveis sobre as finanças do Estado, a economia e a estabilidade socio-política, muito para lá do conforto imediato da almofada da desvalorização e depreciação cambial contínua.» A.B.CALDEIRA 24-04-2010
 

13 de abril de 2010

"DIZ O ROTO AO NÚ" OU "QUANDO O ESTADO FAZ DE BANQUEIRO ALGUÉM FICA SEM O SEU DINHEIRO"...




«Estava D. Pedro Rodriguez Sarmento, nobre galego ao serviço de Castela, com o seu poderoso exército em cerco a Monção, e quando a moral das suas tropas já dava sinais de quebranto devido à fome que as atacava, dá-se o insólito.
Uma mulher resoluta, de nome Deu-la-Deu Martins, assoma à muralha e enquanto lança ao inimigo folgada quantidade de pães, proclama que, se de mais necessitassem, que mais pedissem, porque farinha para os ditos tinha ela para dar e vender. Desmoralizados os inimigos partem.
O senhor primeiro-ministro anunciou à saída da última reunião de responsáveis pelos governos europeus que Portugal faria, naturalmente, parte da solução para a Grécia, dentro do enquadramento entretanto ali cozinhado.
Isso passa por termos de vir a emprestar à Grécia algum capital, se estes, entretanto, não conseguirem colocar no mercado internacional os títulos de dívida que vão constantemente necessitando de emitir. Isto é, se eles não conseguirem, vamos nós ao mercado, os terceiros piores devedores da Europa do euro, emitir dívida para lhes emprestarmos. Diz o roto ao nu...
(...) A generosa oferta do nosso primeiro-ministro aos gregos trouxe-me à mente a maravilhosa história da nossa Deu-la-Deu. Pelo engenho e astúcia, dando ares, aparências, daquilo que não éramos ou tínhamos, fomos capazes de afastar os atacantes malfeitores que cercavam Monção.
Mas se a resposta de então foi suficiente para afastar invasores desinformados porque as portas do castelo estavam fechadas e porque não havia infiltrados, jornalistas ou contadores de trigo obrigados a divulgar a informação relevante que desmentia a comandante, isso hoje é impossível.
Jornalistas, agências de rating, analistas, simples economistas e principalmente investidores, lêem a informação, sabem o que se passa e tiram as suas conclusões.
Nos dias que correm, pensar que se ilude muita gente durante muito tempo, quando se está sob tão intenso escrutínio, só de quem não vive nesta terra e pensa que está dentro de um castelo de portas fechadas e nem sequer se recorda do que já passou, quando quis esconder um segredo de que não se orgulhava, numa trapalhada de sucessivas peripécias de que não há quem tenha igual para contar.
Hoje, as estatísticas não saem aos domingos.
Às vezes, mesmo a meio, as coisas mudam e se Deus lho deu, também lho pode tirar.» JOÃO DUQUE 10-04-2010
 RESTA SABER SE E COMO QUEM FEZ E ESTÁ AINDA A FAZER DE DEUS NESTE PARENTESIS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL JÁ  TERÁ "DECIDIDO" O CAMINHO A SEGUIR...

23 de fevereiro de 2010

BEM-VINDOS AO PONTO DE NÃO-RETORNO. APERTEM OS CINTOS...

Falava há dias com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal. 
Dizia-lhe eu à boa maneira do “coitadinho” português:
- Sabes, nós os portugueses somos pobres ...

Esta foi a sua resposta:

Como podes tu dizer que os portugueses são pobres, quando vocês são capazes de pagar por um litro de gasolina mais do triplo do que eu pago na América?
Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que os portugueses são pobres se pagam comissões bancárias por serviços e cartas de crédito ao triplo que nós pagamos EUA? Então e quando conseguem pagar por um carro 20.000 Eur, o mesmíssimo carro que a mim me custa aqui 12.000 Usd (8.800 Eur) vocês dão mais 11.200 Eur de presente ao vosso governo e são pobres?
Como vês, nós nos Estados Unidos é que somos pobres. 

Olha, sabias por exemplo que aqui em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes, cobra somente 2 % de IVA, mais os 4% de imposto federal, portanto 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal.
Então e os portugueses como se ainda não estivessem contentes com estes 20%, ainda pagam impostos municipais? Está tudo passado aí ou quê?

Além disso, não são vocês em Portugal que têm " impostos de luxo", como os da gasolina e gás, do álcool, dos cigarros, da cerveja e dos vinhos, etc. o que faz com que esses produtos cheguem em certos casos a custar mais 300 % do que o preço base que o fornecedor de facto recebe?... 
E outros mais ainda, como o imposto sobre o rendimento, impostos nos salários, impostos sobre os bens pessoais e sobre os bens das empresas, impostos de circulação automóvel e, como se estes ainda não chegassem, impostos em dupla tributação sobre os automóveis novos? E dizes-me tu que nós, norte-americanos, é que somos ricos ou são vocês que não sabem fazer contas?

Então em Portugal um banco privado vai à falência e vocês, que não têm nada com isso, é que pagam o prejuízo?
Outro, uma espécie de casino flutuante, o vosso lindo Banco Privado vai ao fundo e vocês protegem-no com as garantias do dinheiro que enviam para o Estado. 
Então dizes-me tu que o país é pobre e pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA?  E nós é que somos ricos? Isso aí é uma ditadura ou que é que se está a passar?

Então Portugal é um país que é capaz de cobrar o imposto sobre lucros adiantadamente e o imposto sobre o rendimento mediante retenções mensais... bem vocês aí em Portugal têm de estar a nadar na maior abundância, porque o Estado português considera que os seus negócios... e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal e da corrupção dos seus governantes e autarcas. 

Um país capaz de pagar salários e indemnizações irreais aos seus funcionários de Estado, das empresas públicas, das parcerias público-privadas, dos hospitais e das empresas privadas de capitais públicos é pobre?  Não brinques comigo.

Ó meu Amigo, os pobres somos nós, todos os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre rendimento se ganhamos menos de 3.000 Usd/mês p/pessoa, isto é, mais ou menos os vossos 2.200 Eur. Sabias disto?

Vocês em Portugal pagam impostos municipais, mais as taxas do lixo, mais as taxas sobre o consumo da água, gás e electricidade, pagam a segurança privada dos bancos, urbanizações e condomínios, até têm polícias municipais e tem quartéis de forças de segurança pública guardados por empresas privadas, enquanto nós, americanos, como somos pobres, nos temos que conformar com a segurança pública... e nós é que somos ricos e vocês pobres?

Vocês são pobres e compram livros diferentes todos os anos, enviam os vossos filhos para colégios privados, enquanto as nossas escolas aqui nos EUA são maioritariamente públicas e emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar...e nós é que somos ricos?

Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Desculpa lá, Amigo, mas vocês aí em Portugal ou são estúpidos ou são mansos de mais.
Ou então pensaram (mal) que isso ia durar para sempre.
E digo-te mais: quando começarem à procura de quem andou a roubar os portugueses este tempo todo... quem não queria estar aí era eu.

7 de dezembro de 2009

S&P REVÊ EM BAIXA A DÍVIDA PÚBLICA DE PORTUGAL


«É mais um sinal do estado das contas públicas portuguesas. A agência de notação internacional, Standard & Poor's, fez uma revisão, para baixo, da estimativa de evolução da dívida portuguesa, que passou de estável para negativa. A agência explica a revisão com os problemas orçamentais, sobretudo a derrapagem do défice, que podem levar a um crescimento da dívida acima dos 90% do Produto Interno Bruto.» RTP1 7-12-2009


(Nicolau Santos)

A S&P É INESPERADAMENTE OPTIMISTA QUANTO AOS 90% !!! 
E É O 2º AVISO EM 15 DIAS...

27 de outubro de 2009

O DINHEIRO NÃO TEM CHEIRO


«Esta foi a resposta que Vespasiano terá dado a seu filho Tito, quando este se lhe dirigiu, escandalizado, pelo facto de seu pai, o Imperador de Roma, ter resolvido taxar a utilização dos mictórios públicos da Cidade Eterna.
De facto, o dinheiro não tem cheiro, principalmente para alguns que, de tanto defender os seus interesses, não hesitam em preconizar a integração de Portugal na mítica Ibéria, claro está, sob a inevitável direcção de Madrid.
Esses mesmos defendem o TGV, moderna recriação das Vias construídas para integrar as partes do Império Romano, escondendo do Povo que os encargos dessa obra megalómana oscilam entre os 8 mil e os 9 mil milhões de euros, ou seja, cada Português (dos 0 aos 100 anos, seja milionário ou beneficiário do RSI) pagará, em média, 800 a 900 euros, isto se não forem aprovadas as duas novas linhas que farão disparar os custos para cerca de 15 mil milhões de euros!
Sempre soube que a finalidade imediata da banca era a aquisição de lucro e rendimentos, o que não tem em si nenhum mal. Mas o mesmo já não se pode dizer se esse lucro for conseguido à custa de um brutal endividamento do País, para mais numa época em que a nossa dívida externa está a aumentar 2 milhões de euros por hora (!), estando já a igualar o PIB nacional.
Nexte contexto, não surpreende que quem defende aquelas quiméricas ideias venha, agora, sentenciar que "Tenho uma grande consideração por Teixeira dos Santos e acho que é dos melhores ministros das Finanças que Portugal já teve”. Ricardo Salgado dixit.
De facto, o dinheiro não tem cheiro.
E, também é verdade, o Poder é afrodisíaco.
Mas quem irá pagar a factura de toda esta loucura, de toda esta irresponsabilidade que já faz Portugal parecer um velho país senil?»
Rui Crull Tabosa, blog 31 da Armada


MAIS PALAVRAS PARA QUÊ?

23 de agosto de 2009

O DINHEIRO DE PORTUGAL NAS "OFF-SHORE"


«O dinheiro que os portugueses enviaram no primeiro semestre para os "off-shore" chegava e sobrava para pagar o novo aeroporto de Lisboa e a terceira travessia sobre o Tejo.
Segundo o relatório de Agosto do Banco de Portugal, a verba aplicada em produtos sedeados em "off-shores" superou em Junho os seis mil milhões de euros, mais do que os cinco mil milhões orçamentados para estas duas obras.
Se nos últimos quatro meses de 2008, os portugueses retiraram dos paraísos fiscais 3,9 mil milhões de euros por causa da falência de vários bancos, a situação inverteu-se por completo nos primeiros seis meses de 2009. Em Janeiro, os portugueses colocaram nestas zonas de isenções fiscais ou baixa tributação 694 milhões de euros, mas em Maio esse valor tinha aumentado para 1,4 mil milhões.»


«Na leitura do professor universitário Nogueira Leite, o aumento das poupanças em "off-shores" pode ser atribuído a mais poupança e mais aplicações bancárias em paraísos fiscais.»
TSF 23.Ago.2009


ESTA LEITURA... É UMA LOUCURA !!!
E do estudo da evolução dos fluxos ao longo dos últimos 35 anos, decomposto por tipos de origem ninguém fala?