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14 de março de 2011

A GOTA DE ÁGUA E OS LIMITES DO SACRIFÍCIO

picado DAQUI
 «Não foi o discurso do Presidente que provocou a crise institucional: a crise tinha a data marcada da reeelição, pois Sócrates desencadearia a mãe de todas as batalhas, antes de qualquer ataque que lhe provocasse o fim do poder. Foi o delírio de um primeiro-ministro que resolveu iludir o Estado de direito e a divisão dos poderes com a aplicação de um novo regime político de desprezo pelo Presidente da República e pelo Parlamento (e pelos parceiros sociais), contrário ao modelo constitucional. Novo regime que pretende sublimar com a aprovação de um novo pacote de austeridade, negociado com a União Europeia em nome do Estado que não representa sózinho, sem fazer passar esse compromisso no Parlamento e tentando contornar as competências do Presidente da República (virão aí portarias em vez de decretos-lei?...). 
 O Presidente da República tem inteira razão: há um limite para o nosso sacrifício. Esse limite foi agora violado e justifica uma sanção inapelável.» A.B.CALDEIRA 13-03-2011


DO QUE PORTUGAL PRECISA
OU
TRÊS DECISÕES PARA CAVACO SILVA
E
DUAS PERGUNTAS, UMA PARA SÓCRATES E OUTRA PARA PORTAS
 
D1) DECLARAÇÃO IMEDIATA DE ESTADO DE EMERGÊNCIA (OU SERÁ QUE FALTA AINDA ALGUM PRESSUPOSTO FORMAL, SENHOR PRESIDENTE?).

D2) NOMEAÇÃO DE GOVERNO DE INICIATIVA PRESIDENCIAL COM TODOS OS MÁXIMOS RESPONSÁVEIS PARTIDÁRIOS COMO VICE-PM's.

D3) CONGELAMENTO E INVESTIGAÇÃO IMEDIATA - POR TASK-FORCE COORDENADA PELO JUIZ CARLOS ALEXANDRE REPORTANDO DIRECTAMENTE AO PR (NA SUA QUALIDADE DE MAIS ALTO MAGISTRADO DA NAÇÃO) - DE TODAS AS CONTAS IN E OFF-SHORE (DOA A QUEM DOER, PORQUE QUEM NÃO DEVE NÃO TEME).

P1) SERÁ QUE PAULO PORTAS E O CDS AINDA ESTARÃO COM SÓCRATES E O PS CONTRA A INVERSÃO DO ÓNUS DA PROVA NO CRIME DE ENRIQUECIMENTO ILÍCITO?

P2) SERÁ QUE SÓCRATES NÃO QUERENDO TÃO OBVIAMENTE DEMITIR-SE, QUERERÁ AGORA NEGOCIAR A DEMISSÃO ?  SÓ FALTA...


 

13 de fevereiro de 2011

PORTUGAL À ESPERA DE CAVACO

«O Bloco de Esquerda deu o pontapé de saída para as quatro moções de censura ao governo que a partir de 10 de Março irão a votos na Assembleia da República, cada uma a seu tempo de acordo com as agendas políticas de cada Partido da oposição.

Pressuposto do BE: PSD e CDS nunca viabilizarão tal moção. Objectivo lógico e prático do BE: arranjar justificação para depois inviabilizar qualquer moção de censura do PSD ou CDS, ou seja, garantir a manutenção no poder deste PS e evitar eleições legislativas antecipadas (dão sinais de que fogem delas como o diabo da cruz...).

Teremos assim que quatro partidos políticos (CDS, PSD, PCP e BE) representantes democráticos da maioria dos portugueses, irão censurar este (des)governo, mas previsivelmente sem qualquer efeito prático.

Acontece que Cavaco Silva também foi eleito pela maioria dos portugueses. E também ele percebeu há muito que este PS já não tem qualquer espécie de credibilidade a nível internacional ou doméstico (por lá os juros da dívida continuam a subir, por cá e entre as eleições de 2009 e as de agora, perderam mais de 1,3 milhões de votos).
Para o bem ou para o mal, não sendo a Assembleia terá de ser o Presidente a acabar com esta farsa. Vai  uma aposta?» LUÍS FILIPE COIMBRA 11-02-2011

ESPERAMOS  SENTADOS ?...

12 de fevereiro de 2011

O CASO DO DECRETO DAS RECEITAS MÉDICAS

«O semanário Sol, de (...) 11-2-2011, publicou a notícia «A verdadeira razão que levou Cavaco a vetar o diploma das receitas médicas», de que o Governo - ou a Presidência do Conselho de Ministros? - terá, alegadamente, alterado o conteúdo do decreto sobre a prescrição dos medicamentos, aprovado em 16-12-2011, sem que submetesse a nova versão do diploma a nova votação, como a lei exige. O semanário adianta que o Presidente da República terá tomado conhecimento do facto e que isso terá sido um motivo mais para, pela primeira vez, recusar, no dia 8-2-2011, a promulgação a um diploma do Governo socialista.
(...)
A notícia refere um facto muito grave que deve ser apurado pelo Ministério Público: se for uma completa mentira, fica salvaguardado o Governo; se for verdade, quem fez e colaborou nesse acto ilegal deve ser responsabilizado. Ora aí está uma ocasião para o senhor Procurador-Geral da República mostrar a sua isenção.» A.B. CALDEIRA 11-02-2011

A ASSEMBLEIA APROVA, O GOVERNO (OU A PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS) ALTERA O APROVADO E ENVIA PARA PROMULGAÇÃO PELO PR?... BONITO MÉTODO, SIM SENHOR.
E TEMOS ENTÃO QUE 08-02-2011 FICA COMO A DATA  EM QUE O PRESIDENTE CAVACO SILVA CONCRETIZOU A  SUA 1ª RECUSA DE PROMULGAÇÃO DE UM DIPLOMA DO GOVERNO DE JOSÉ SÓCRATES...

19 de junho de 2010

PORTUGAL: UM CASO PERDIDO ?

«A respeito das semelhanças com Portugal ou Grécia, o director-geral do FMI disse que "não são, em absoluto, comparáveis". "A situação não é a mesma que a de Portugal porque o nível de dívida em Espanha é muito inferior (...) e também a privada», acrescentou.»
O socialista Dominique Strauss-Kahn, director-geral do FMI, acaba de enterrar o Estado português para protecção da Espanha, que conseguiu uma folga. Distinguiu a Espanha de Portugal e comparou Portugal à Grécia, que juntou no mesmo pacote. A consequência foi o salto maior da dívida portuguesa: as obrigações do Estado português a dez anos subiu um pouco e as espanholas desceram. O intervalo entre o juro cobrado a Portugal e Espanha alargou-se, dos 0,7% anteriores, estando após o fecho dos mercados ocidentais, de sexta-feira, dia 18, em 1,06% (Portugal em 5,75% e Espanha em 4,69%).

O Estado português ficou isolado e é tratado agora como um caso perdido.»

18 de abril de 2010

CAVACO SILVA E A DIPLOMACIA ECONÓMICA


Perante a crise das cinzas vulcânicas que paralisa grande parte do espaço aéreo da Europa, o Presidente da República Portuguesa optou por viajar por terra para Estrasburgo e dali para Barcelona, de onde voará para Lisboa.
Pena que não tenha decidido optar por uma deslocação mais curta, de Praga a Cracóvia,  de modo a marcar a presença de Portugal num momento de raro significado para a Europa: as cerimónias fúnebres do Presidente da Polónia, Lech Kaczyński falecido num catastrófico acidente aéreo. Recordando: o casal presidencial polaco viajava entre os passageiros e tripulação do avião que se despenhou perto da ocidental cidade russa de Smolensk. A delegação de alto nível seguia o seu caminho para Katyn, uma área florestal perto da fronteira russa-bielorussa para render homenagem a cerca de 21.000 oficiais, cidadãos e políticos polacos assassinados pela polícia secreta soviética durante a 2ª Grande Guerra Mundial. Exactamente no dia em que passavam 70 anos sobre aquela trágica data e em que estariam presentes as autoridades políticas e militares de topo da actual Federação Russa.

Já para não falar na defesa da Paz na Europa ou na forte presença empresarial portuguesa na Polónia, o facto de este país assumir a presidência da União Europeia em breve e, acima de tudo, marcar a presença de Portugal ao mais alto nível num raríssimo momento de enorme dôr mas também de fortíssimo significado político, tanto para polacos como para russos, quanto à mais que provável dinamização das relações de um estado membro da União Europeia com a Federação Russa assim o exigiam.
Uma lamentável decisão do Presidente Cavaco Silva, uma vez mais... por omissão.
Bom regresso a casa.

10 de março de 2010

QUEM TE MANDA A TI, ZAPATERO, TOCAR O RABECÃO ALHEIO?...


Foi um amigo que me chamou a atenção: não será de encarar a visita do Prof. Cavaco Silva, de 4 a 7 de Março de 2010, à Comunidade Autónoma da Catalunha  (e ao Principado de Andorra) também como uma resposta institucional à ingerência do presidente do Governo espanhol (não acredito que o rei Juan Carlos desse seguimento aos telefonemas de José Sócrates...) nos assuntos internos de Portugal? Além do objectivo oficial da visita, importa interpretar o seu sinal, para lá do cânone da diplomacia de relação portuguesa com as autonomias espanholas, seguindo aliás uma política que o Dr. Mário Soares praticou, com maior relevo com a Xunta da Galicia, de dom Manuel Fraga Iribarne.

O sinal da visita é muito importante, neste momento. É que um Estado que não se dá ao respeito acaba menosprezado e subjugado.

Poderia o Presidente da República de Portugal deixar passar em claro o que se tornou público e notório da alegada colaboração do presidente do Governo de Espanha, e secretário-geral do PSOE, Dr. José Luis Rodriguez Zapatero, naquilo que a autoridade judiciária portuguesa designou de «plano governamental para controlo dos meios de comunicação social», que teve a sua consequência  iniludível nas eleições legislativas de 27-9-2009?

À luz do que veio publicado, a resposta institucional portuguesa foi bastante suave para a gravidade do comportamento de ingerência do presidente do Governo espanhol nos assuntos internos de um País independente e que lhe tem dispensado uma colaboração fraterna. O presidente do Governo espanhol não deve colaborar num plano que visava, entre outros objectivos anti-democráticos, a supressão de um programa televisivo, o afastamento de jornalistas e a tomada de controlo de uma estação televisiva nas vésperas das eleições legislativas - nem em Espanha, quanto mais em Portugal... É evidente que essa alegada participação no «plano governamental» socialista deve ser esclarecida pelo presidente do Governo espanhol - e até agora não li que tivesse sido. O Dr. Zapatero, na sua função de presidente do Governo espanhol, foi poupado à humilhação de ser citado a responder ao tribunal português sobre a sua alegada participação (denunciada pelos próprios envolvidos) num «plano» que os magistrados do caso Face Oculta entenderam constituir indícios fortes do «crime de atentado contra o Estado de direito» português. Tal como pode agradecer um favor embaraçante se a comissão parlamentar de inquérito ao «plano governamental para controlo dos meios de comunicação social» omitir essa alegada interferência na liberdade de informação em Portugal e a sua consequência anti-democrática no sufrágio de 27-9-2009.

Portanto, andou mal o presidente socialista do Governo espanhol ao ingerir-se nos assuntos internos portugueses e anda muito bem quem lho fizer entender. A.B.CALDEIRA 8-03-2010

8 de março de 2010

O MAU HÁLITO POLÍTICO DE CAVACO


«Quando Cavaco fala sentimos um mau hálito político do lado de cá da televisão.»
«O Presidente corre o risco de não ser reeleito porque o país está a lê-lo ao contrário.»
«Cavaco aparece sempre ao país com um sobrolho carregado, um olhar castigador. Como se os portugueses tivessem errado... as pessoas cansam-se de serem descompostas todos os dias, cansam-se de alguém que fala como se lhe devêssemos dinheiro ou nos pede desculpas diárias.»
Palavras de Morais Sarmento que diz acreditar que a era de Sócrates está a chegar ao fim. O antigo ministro aponta ainda o dedo ao Presidente da República e diz que ao ficar em "silêncio", Cavaco foi "cúmplice" do "desgoverno socialista". iOnline 8-03-2010

É incontestável que a natureza específica da função presidencial assenta num vínculo directo com os portugueses. É por isso mesmo que ninguém compreenderá, ainda para mais em tempo tão raramente decisivo para Portugal, que os partidos políticos,  que são os principais responsáveis pelas graves disfuncionalidades da democracia que temos e que resultam da manipulação do poder legislativo contra o interesse geral, pretendam vir agora continuar a condicionar "clubisticamente" a própria decisão presidencial de Janeiro/2011, em mais uma prova inadmissível da menoridade cívica com que complexadamente insistem em "olhar" o livre arbítrio eleitoral dos portugueses. 
Quem tiver a coragem de não indicar nem subscrever qualquer candidato presidencial só reforçará o Respeito, a Credibilidade e a Confiança tão necessárias por parte dos portugueses numa acção política e nos equilíbrios entre poderes completamente diferentes dos que têm vitimizado colectivamente um país inteiro.
Nem Cavaco é o PSD nem Soares ou Alegre o PS ou o BE e, muito menos, Freitas o CDS...
Que haja a Coragem para virar estas "páginas"!
Sob pena de ao persistir-se perigosamente em mais esta espécie de risco sistémico político que pôs e, pelos vistos, pretende continuar a colocar Portugal num período social e financeiro negro e irreversível, se potenciarem ainda mais as maiores e mais graves imprevisibilidades num futuro muito próximo. Quem os avisa...

6 de março de 2010

CAVACO SILVA DEIXA ALGARVIOS ESTUPEFACTOS...


O presidente do Movimento Cívico «REGIÕES, SIM», JOSÉ MENDES BOTA, classificou hoje de “infelizes” e “inexactas” as declarações do Presidente da República ao jornal espanhol “La Vanguardia” sobre regionalização em Portugal, recordando que os referendos não têm “efeito perpétuo”.
(...) “O Presidente da República não foi feliz nas declarações que entendeu proferir sobre a regionalização em Portugal, ao jornal de Barcelona. Estranhamente, escolheu precisamente a Catalunha, um dos exemplos mais fortes da pujança política e do desenvolvimento económico e social da descentralização regional, para defender o centralismo português, que faz de Portugal o único país da Europa que não tem um nível intermédio de administração entre os municípios e o governo”, declarou à Lusa Mendes Bota.
Mendes Bota refere ainda que as declarações do Presidente da República são “inexactas” por darem a entender que “Portugal rejeitou a criação de comunidades autónomas como as espanholas, o que é incorrecto“.
“O que esteve e está em causa é um simples modelo de regionalização administrativa, sem poderes legislativos, nem criação de uma nova classe política. É isso que está na Lei de Bases em vigor, cujo autor foi precisamente um governo presidido pelo actual Presidente da República, em 1991, enquanto era primeiro-ministro”, recorda o também deputado no Parlamento.
“O país não parou em 1998. E o modelo centralista já deu sobejas provas de que só tem acentuado os desequilíbrios regionais e a desertificação humana e económica da maior parte do território nacional”, reforçou.» O ALGARVE 5-03-2010

23 de fevereiro de 2010

BEM-VINDOS AO PONTO DE NÃO-RETORNO. APERTEM OS CINTOS...

Falava há dias com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal. 
Dizia-lhe eu à boa maneira do “coitadinho” português:
- Sabes, nós os portugueses somos pobres ...

Esta foi a sua resposta:

Como podes tu dizer que os portugueses são pobres, quando vocês são capazes de pagar por um litro de gasolina mais do triplo do que eu pago na América?
Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que os portugueses são pobres se pagam comissões bancárias por serviços e cartas de crédito ao triplo que nós pagamos EUA? Então e quando conseguem pagar por um carro 20.000 Eur, o mesmíssimo carro que a mim me custa aqui 12.000 Usd (8.800 Eur) vocês dão mais 11.200 Eur de presente ao vosso governo e são pobres?
Como vês, nós nos Estados Unidos é que somos pobres. 

Olha, sabias por exemplo que aqui em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes, cobra somente 2 % de IVA, mais os 4% de imposto federal, portanto 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal.
Então e os portugueses como se ainda não estivessem contentes com estes 20%, ainda pagam impostos municipais? Está tudo passado aí ou quê?

Além disso, não são vocês em Portugal que têm " impostos de luxo", como os da gasolina e gás, do álcool, dos cigarros, da cerveja e dos vinhos, etc. o que faz com que esses produtos cheguem em certos casos a custar mais 300 % do que o preço base que o fornecedor de facto recebe?... 
E outros mais ainda, como o imposto sobre o rendimento, impostos nos salários, impostos sobre os bens pessoais e sobre os bens das empresas, impostos de circulação automóvel e, como se estes ainda não chegassem, impostos em dupla tributação sobre os automóveis novos? E dizes-me tu que nós, norte-americanos, é que somos ricos ou são vocês que não sabem fazer contas?

Então em Portugal um banco privado vai à falência e vocês, que não têm nada com isso, é que pagam o prejuízo?
Outro, uma espécie de casino flutuante, o vosso lindo Banco Privado vai ao fundo e vocês protegem-no com as garantias do dinheiro que enviam para o Estado. 
Então dizes-me tu que o país é pobre e pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA?  E nós é que somos ricos? Isso aí é uma ditadura ou que é que se está a passar?

Então Portugal é um país que é capaz de cobrar o imposto sobre lucros adiantadamente e o imposto sobre o rendimento mediante retenções mensais... bem vocês aí em Portugal têm de estar a nadar na maior abundância, porque o Estado português considera que os seus negócios... e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal e da corrupção dos seus governantes e autarcas. 

Um país capaz de pagar salários e indemnizações irreais aos seus funcionários de Estado, das empresas públicas, das parcerias público-privadas, dos hospitais e das empresas privadas de capitais públicos é pobre?  Não brinques comigo.

Ó meu Amigo, os pobres somos nós, todos os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre rendimento se ganhamos menos de 3.000 Usd/mês p/pessoa, isto é, mais ou menos os vossos 2.200 Eur. Sabias disto?

Vocês em Portugal pagam impostos municipais, mais as taxas do lixo, mais as taxas sobre o consumo da água, gás e electricidade, pagam a segurança privada dos bancos, urbanizações e condomínios, até têm polícias municipais e tem quartéis de forças de segurança pública guardados por empresas privadas, enquanto nós, americanos, como somos pobres, nos temos que conformar com a segurança pública... e nós é que somos ricos e vocês pobres?

Vocês são pobres e compram livros diferentes todos os anos, enviam os vossos filhos para colégios privados, enquanto as nossas escolas aqui nos EUA são maioritariamente públicas e emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar...e nós é que somos ricos?

Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Desculpa lá, Amigo, mas vocês aí em Portugal ou são estúpidos ou são mansos de mais.
Ou então pensaram (mal) que isso ia durar para sempre.
E digo-te mais: quando começarem à procura de quem andou a roubar os portugueses este tempo todo... quem não queria estar aí era eu.

22 de fevereiro de 2010

VAMOS LÁ PARAR COM AS BABOSEIRAS E PÔR A DISCUSSÃO NO PATAMAR DAS IDEIAS.

«Repete as palavras 'cidadãos' e 'cidadania' em quase todas as respostas: foi pelos portugueses que o médico Fernando Nobre decidiu avançar com a candidatura a Belém, rejeitando "enfeudar-se" a partidos políticos. Abdica da imagem de "herói" que poderia ter daqui a dez anos, se não se envolvesse agora na corrida à Presidência da República. Mas recusa ficar na "retaguarda" da "crítica fácil". "Não quero acomodar-me. Se vencer venci, se perder perdi." defende. Quanto à divisão da esquerda, é claro: tem um projecto de união que não conhece cores políticas. Além disso, diz ser "o único candidato" já assumido. 
(...) 
Eu quis fazer uma declaração de candidatura, quando muitos me aconselharam a "manifestar disponibilidade". Mas não sou pessoa de tactear: ou avanço ou não avanço. Só quem não me conhece pensa que posso desistir. Muito menos num projecto em que está em causa a dignidade do país e a minha dignidade e coerência. Este processo é para ir até ao fim e para ganhar. Posso perder, mas vou para ganhar. 
(...)
A democracia representativa é o menos mau de todos os sistemas, mas isso quer também dizer que a democracia é perfectível com uma componente de democracia participativa, de auscultação da população em debates importantes. Não quer dizer que tenhamos de chamar os cidadãos todos os meses, mas nos assuntos relevantes do Estado, não há que ter medo. Caso contrário, continuamos a olhar para eles como uma massa amorfa, uma carneirada que só dá o seu parecer de quatro em quatro anos. 
(...)
As revoluções muitas vezes são autofágicas. Eu sou por um processo de mudança, de transformação, mas não de revolução. Agora, para que as ditas revoluções violentas não aconteçam, é preciso pugnar por um processo inclusivo mais forte. O país está num processo que pode tornar-se complicado, com os níveis de pobreza, desemprego, défice externo e endividamento das famílias que atingimos. Os desafios que se avizinham vão possivelmente agravar esses perigos, portanto chegou o momento de Portugal conseguir uma união de projectos e causas nacionais. É um processo de salvaguarda de um país com 900 anos de História, para que não se continuem a ouvir as vozes que dizem que Portugal não tem futuro e que o melhor que lhe pode acontecer é ser integrado na Espanha. Não! Nisso sou muito patriota. 
(...)
Na altura certa as pessoas saberão quem faz parte da minha comissão e quem são os meus mandatários. Quero incluir toda a gente num projecto nacional. Não estou aqui para dividir entre esquerda, centro e direita. Isso não me interessa. Eu vou por valores. Há muita gente que ainda não entendeu que já ninguém acredita nessas coisas da direita e da esquerda: acreditam em valores, em pessoas com carácter e com coluna vertebral.
(...) não estou aqui para dividir a esquerda, o centro ou a direita. Não vou voltar a responder a essas perguntas sobre as interferências de A, B ou C, ou dos apoios de Soares. Quero é discutir projectos e ideias para o país. Estou aqui para assumir as minhas responsabilidades pelo país que amo. Não estou aqui para pedir apoios de partidos. Peço o apoio dos cidadãos, pertençam eles a que partidos pertencerem. 
(...)
Eu quero é que se discutam projectos para Portugal. Se não vencer, que vença alguém com um projecto que possa mobilizar Portugal. Demonstrem-me isso. Quanto ao resto, todos os disparates são permitidos e até já ouvi umas bocas sobre não ser português, por ter nascido em Angola. Eu nasci português e sempre tive bilhete de nacionalidade português desde o meu nascimento. Vamos lá parar com as baboseiras e pôr a discussão no patamar das ideias. Eu ando desde que nasci em países onde há muitos mosquitos. Picadelas de mosquitos não me importunam. Eu só reagirei se for mordido por um crocodilo. » iOnline 22-02-2010

20 de fevereiro de 2010

FERNANDO NOBRE, O CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA: POR IMPERATIVO MORAL !

«Presidente da AMI candidata-se a Belém dirigindo-se aos desiludidos e aos que não têm voz.



"Por imperativo moral, de consciência e de cidadania", Fernando Nobre, médico e presidente da Assistência Médica Internacional, candidata-se às Presidenciais de 2011. Admite que pode não ganhar, mas diz que a sua candidatura "não será nunca inútil".
Foi no (pequeno) auditório do Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa - que obviamente encheu rapidamente e deixou muitas pessoas na rua, onde havia um ecrã a transmitir o discurso -, que Fernando Nobre, 59 anos, anunciou ontem a sua candidatura à Presidência da República.


"Portugal precisa de um presidente que venha verdadeiramente da sociedade civil, que seja independente, que nada precise da política e que conheça bem o país", disse, admitindo que "um homem livre, só e independente pode servir melhor o país nesta altura tão difícil e sensível para Portugal".


Fernando Nobre dirige-se aos insatisfeitos. Diz que a sua candidatura é a "dos que não tiveram voz até agora, dos que se desiludiram com a política, dos que acreditam que a política não se esgota nos políticos e não é a sua coutada privada".


Dirige-se aqueles para quem "o destino do país não é indiferente" e diz-lhes que "chegou a hora da grande, determinada e corajosa opção de actuar". "Portugal é uma questão que diz respeito a todos os portugueses: ninguém se pode eximir desse dever de cidadania indeclinável", disse, explicando que se candidata por "dever moral e cívico" mas também porque não se conforma em assistir à "agonia lenta de Portugal".


Em seu favor, Fernando Nobre apontou a "particular sensibilidade social e humanística", o "orgulho em ser português" e o facto de trazer enraizadas em si "as marcas da multiculturalidade, da lusofonia e de uma profunda mundivivência". O seu espaço político, disse, é a "liberdade", a "justiça social", o "humanismo", a "ética", a "transparência na vida pública" e a "adequada, justa e indispensável função redistributiva do Estado".


Se for eleito, como disse esperar, prometeu ser "garante da estabilidade" das instituições e o seu "compromisso moral intransigente" assenta em "reconhecer o mérito, premiar a excelência e recusar a impunidade".


No seu discurso, que leu durante cerca de 15 minutos, apontou quatro prioridades:
- incentivar a "regeneração ética da vida política do país", prometendo ser "intransigente" com todos os que exercem cargos públicos;


- apoiar e incentivar todos os esforços no caminho da justiça social, dando particular atenção aos desempregados e trabalhadores precários, aos jovens, idosos, emigrantes e imigrantes;


- defender a soberania nacional, designadamente os recursos naturais, o património histórico, a língua e o prestígio do país; e

- "não pactuar com a situação trágica da justiça em Portugal".


Com várias caras conhecidas na sala - cantores como Rui Veloso, Luís Represas, Vitorino e Carlos Mendes, o juiz Rui Rangel e Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto -, Fernando Nobre disse estar consciente de que será uma batalha difícil, "talvez até invencível", mas garantiu que não será "inútil".


A sua luta é "contra a indiferença".» JN 20-02-2010

 O BLAGOSFERA APOIA COM TODA A CONVICÇÃO A CANDIDATURA PRESIDENCIAL DO DR. FERNANDO NOBRE. 
 PARA UM PORTUGAL MORIBUNDO UM 'MÉDICO DAS URGÊNCIAS GLOBAIS' COM UM PERCURSO PESSOAL, ATITUDE E VALORES DEMONSTRADAMENTE DE EXTRAORDINÁRIO INTERESSE PÚBLICO !
OBRIGADO DR. FERNANDO NOBRE. OS PORTUGUESES SABERÃO VALIDAR TÃO GRANDE E OPORTUNA MANIFESTAÇÃO DE CORAGEM E DISPONIBILIDADE. 
 MAIS VALE TARDE QUE NUNCA. 
 PELO BEM COMUM ! .



 
Entrevista a Miguel Sousa Tavares 19-02-2010


Fernando Nobre recebeu o Expresso em sua casa na quinta-feira à noite, já tarde, poucas horas depois de chegar a Lisboa de uma missão da AMI no Senegal e menos de 24 horas antes de lançar a sua candidatura no Padrão dos Descobrimentos. Leia esta entrevista do Expresso de 20-02-2010.

5 de fevereiro de 2010

PLANO SÓCRATES PARA CONTROLAR A COMUNICAÇÃO SOCIAL !? TUDO BEM? VIVA O "SPREAD SÓCRATES"?


«INDÍCIOS MUITO FORTES DA EXISTÊNCIA DE UM PLANO EM QUE ESTÁ DIRECTAMENTE ENVOLVIDO O GOVERNO, NOMEADAMENTE O PRIMEIRO MINISTRO...» 
«A publicação dos textos incluídos nesta edição sobre o caso Face Oculta suscitará acusações de violação do segredo de justiça. Tal não tem fundamento. A questão sobre a qual versam estas notícias já não se encontra em segredo de justiça, visto que foi objecto de uma decisão de arquivamento por parte do presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Decisão essa que não tem recurso e determina a destruição das escutas. Para todos os efeito é matéria transitada em julgado.»
Este é apenas «o primeiro trabalho de uma investigação levada a cabo pela equipa do SOL» que promete nas próximas edições «continuar a publicar o resultado desta investigação jornalística.»...
SOL 05-02-2010


COMO VÃO LER ESTAS NOTÍCIAS A IMPRENSA FINANCEIRA E OS DECISORES INTERNACIONAIS?

O PAÍS TODO ESTÁ REFÉM DE UM VERDADEIRO POLVO QUE TODOS CONHECEM COM MAIOR OU MENOR DETALHE E QUE MUITA GENTE  AINDA SEGUE CONVENCIDA DE QUE É ETERNO.
CHEGOU O MOMENTO DE COMEÇAR A PAGAR O "SPREAD SÓCRATES", A DIFERENÇA DE CUSTO FINANCEIRO NO SERVIÇO DA DÍVIDA ENTRE O QUE PORTUGAL DEVERIA PAGAR SE FOSSE GERIDO COMPETENTEMENTE SEM VIGARICES, E O QUE, DE FACTO E EM CONSEQUÊNCIA DA PASSAGEM DE JOSÉ SÓCRATES PELA POLÍTICA, DAQUI PARA A FRENTE PASSARÁ A PAGAR.
DURANTE QUANTO TEMPO...NINGUÉM SABE.
É SIMPLESMENTE IMPREVISÍVEL E ABSOLUTAMENTE INDECENTE !!!
SERÁ QUE OS PORTUGUESES NÃO SABEM VIVER EM DEMOCRACIA?  NÃO ACREDITO NISSO !!! SERÁ QUE AINDA TEREMOS TEMPO PARA DESPERTAR EM PAZ AS ENERGIAS ADORMECIDAS, A COMEÇAR POR QUEM ESTÁ INSTITUÍDO DE PODERES PÚBLICOS PARA NOS DEFENDER A TODOS EM NOME DO INTERESSE NACIONAL, ASSUMINDO TODOS OS SEUS/NOSSOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS?
PORQUE TUDO INDICA QUE CHEGÁMOS PRECISAMENTE AO MOMENTO EM QUE QUEM TEM PODERES PÚBLICOS OU OS ASSUME DE UMA VEZ POR TODAS, OU PASSARÁ A SER DEFINITIVAMENTE PARTE DO PROBLEMA.
DE QUE ESPERANÇA FALA AFINAL O SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA?
DE UM ACORDO PARA A REVISÃO DA LEI DAS FINANÇAS REGIONAIS?
ENTÃO SE A REPÚBLICA PORTUGUESA VAI LITERALMENTE BUSCAR AO EXTERIOR 500 MILHÕES DE EUROS/SEMANA (x 52/ANO...É FAZER AS CONTAS) ESTAMOS A INVENTAR CRISES POLÍTICAS POR CAUSA DE 50 MILHÕES?
VIVA O "SPREAD SÓCRATES"? DURANTE QUANTO TEMPO MAIS?
PARA ONDE FOI O DINHEIRO? NÃO HÁ REGISTOS? NÃO HÁ INVESTIGADORES FINANCEIROS NEM COMPETÊNCIAS DISPONÍVEIS?
DE QUE ESPERANÇA FALA AFINAL O SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA? 
COMO É TAL ESPERANÇA COMPAGINÁVEL COM OS VOTOS DE SUCESSOS PATRIMONAIS QUE DESEJOU A SÓCRATES E AO GOVERNO NA SESSÃO DE CUMPRIMENTOS DE ANO NOVO?
QUEM NOS ACODE?
QUEM DEFENDE HOJE O "SPREAD SÓCRATES", ESSE CUSTO FINANCEIRO DE UM DESEMPENHO POLÍTICO ATROZ, QUE CONSISTIU, ENTRE OUTRAS ACÇÕES NÃO MENOS GRAVES, INILUDIVELMENTE EM:
- CONSTRUIR E AMPLIAR UNANIMISMOS,
- RESOLVER OS PROBLEMAS ESTRUTURAIS LANÇANDO DINHEIRO SOBRE ELES,
- RESOLVER QUALQUER TIPO DE OPOSIÇÃO OU MANIFESTAÇÃO DISSONANTE, NORMAL EM DEMOCRACIA, DO MESMO MODO, E
- COMPRAR A DINHEIRO TODOS OS SILÊNCIOS VISANDO APENAS GANHAR ELEIÇÕES FOSSE COMO FOSSE, PARA 
- CONTINUAR O SERVIÇO DE SAQUE AO ESTADO E ÀS FINANÇAS PÚBLICAS,
EM VEZ DE ASSUMIR UM RUMO ESTRATÉGICO PRÓ-ACTIVO E RESOLUTIVO DO PROBLEMA QUE PORTUGAL DE FACTO FOI E É?
AINDA QUE O POSSA NÃO FAZER, QUEM INSISTE EM DEFENDER ESTA POLÍTICA HOJE? QUEM?
QUEM AINDA PODE QUANTIFICAR E IDENTIFICAR NO TEMPO O GAP ENTRE A FALÊNCIA POLÍTICA E A FINANCEIRA COM QUE PORTUGAL ESTÁ CONFRONTADO.
OS CEMITÉRIOS É QUE ESTÃO CHEIOS DE ESTABILIDADE E DE GENTE SUBSTITUÍVEL !
PORTUGAL PAROU!
PORTUGAL É HOJE UM CEMITÉRIO CÍVICO, POLÍTICO, ECONÓMICO E FINANCEIRO. MEXAM-SE S.F.F.
CHEGÁMOS AOS DIAS DO AVESSO. UMA GRANDE CRIANCICE ! E UMA GRANDE PIA !
MAS ..."CUIDADO PODE O POVO QUERER UM MUNDO NOVO A SÉRIO...". 
(PEDRO, OLHA O LOBO)

3 de fevereiro de 2010

CONSELHO DE ESTADO CONFRONTADO COM DEMISSÃO IMINENTE DE SÓCRATES

 

«Ninguém quer acreditar que o governo possa cair por causa da Lei das Finanças Regionais, mas o primeiro-ministro José Sócrates mostrou-se irredutível. 
(...) Há uma semana, quando ameaçou o PSD e o CDS de que batia com a porta se essa lei fosse aprovada, o i soube que José Sócrates telefonou a alguns dirigentes do PS e comunicou-lhes que se demitia se o PSD não cedesse. Perante a incredulidade de quem o ouvia, anunciou que a decisão estava tomada e era irreversível: com a Lei das Finanças Regionais o governo caía.»
(...) Teixeira dos Santos não fica. Mesmo que José Sócrates decidisse recuar - ou a sua ameaça fosse apenas bluff, como muitos ainda acreditam - tinha de arranjar um novo ministro das Finanças. Teixeira dos Santos não aceita ficar no governo se a lei for aprovada, independentemente do que Sócrates decidir. O ministro tem feito sucessivas ameaças de demissão, inter pares, e na semana passada, em entrevista à SIC, recusou desmentir que sairia do governo se a lei fosse aprovada.
A incredulidade é geral, mesmo dentro do PS. Uma demissão do governo por causa da Lei das Finanças Regionais, agora que existe acordo para o Orçamento do Estado, parece uma coisa do outro mundo.» iONLINE 03-02-2010

ESTRATÉGIAS PESSOAIS AGORA? CUIDADO COM O EXTERIOR ! 
UMA SOLUÇÃO POSSÍVEL: ACORDO PR/PM EM SEDE DO CONSELHO DE ESTADO DE HOJE, REMODELAÇÃO DO GOVERNO APÓS A APROVAÇÃO DO ORÇAMENTO, C/INTRODUÇÃO DE UM NOVO MdF E DE  4 VICE-PMs (PS, PSD, CDS E BE). SALVAÇÃO NACIONAL, É DISSO QUE SE TRATA, MEUS SENHORES. NADA DE BIRRAS NEM DE ESTRATÉGIAS PESSOAIS. 
APÓS ESTE PASSO, SE O SR. PM SE QUISER DEMITIR (POR MOTIVOS DE FORÇA MAIOR), SOBE UM VICE-PM A PM, MANTENDO-SE O GOVERNO, SEM NOVAS ELEIÇÕES NEM MAIS PERDAS DE TEMPO. É PORTUGAL E A GRAVIDADE DA SITUAÇÃO QUE O EXIGEM.  TODOS OS PORTUGUESES COMPREENDERÃO.

1 de fevereiro de 2010

DEMOGRAFIA E DEMOCRACIA

 

No dia em que o Governo da República Portuguesa decreta o subsídio de 200€ por cada bebé nascido em Portugal, aqui fica um pequeno contributo de base científica para uma melhor percepção da "big picture" por parte de todos.

31 de janeiro de 2010

UM 31 BEM ARMADO...


foto: Nacho Doce (Reuters)
«Cavaco Silva, que aproveitou a estadia no Porto no âmbito das comemorações do 31 de Janeiro para visitar o lar que se encontra a celebrar 200 anos, referiu que «estar aqui significa também valorizar os ideais da República: da liberdade, solidariedade, de dedicação à causa pública, de respeito à pessoa humana, da educação e conhecimento», assinalou.
Cavaco Silva salientou ainda que «nestes tempos em que se fala tanto de crise não podemos permitir que as crianças, os jovens, que são o futuro do nosso País, tenham o seu bem-estar afetado e que os jovens sejam prejudicados nas suas oportunidades de educação e de realização pessoal».
Momentos antes da visita ao lar, o Presidente da República assistiu, na antiga cadeia da Relação, à inauguração de uma exposição alusiva à revolta do Porto.» iONLINE 31-01-2010
Percebe-se a ideia, mas são apenas palavras de circunstância, profissões de fé sem sentido num momento gravíssimo da vida portuguesa. É assim que se ganha o inferno em que a maioria dos Portugueses está a viver há que tempos..., quer os desempregados quer os (mal) empregados. Nem mais, nem menos.
Neste dia 31 de Janeiro de 2010, Portugal é iniludivelmente um exemplo acabado de todo o contrário do lindo discurso do PR, quanto:
- à Liberdade, que não existe sem independência financeira (da Pessoa ao Estado), nem com comunicação social manipulada, nem com uma Justiça sem meios, totalmente manietada por um Poder Legislativo que está refém de interesses cada vez menos ocultos mas cada vez mais impunes e também manietada por numerosos infiltrados de interesses estranhos à Justiça colocados em postos chave...
- à Solidariedade, cujos custos são o que são, num contexto geral de 70% da população a depender do Estado e em que estupidamente se insiste em negar uma regra basilar de mero bom senso quanto a Pensões, simultaneamente à instituição da Pensão Única: "ninguém pode receber mais do que pagou, com excepção dos casos de solidariedade demonstrada e inequivocamente reais". Formulando, teremos que o total das anuidades a receber a partir do momento da reforma até à idade do indicador "esperança média de vida à nascença" não pode ser superior ao montante global efectivamente descontado capitalizado até esse momento à taxa OT10a. No caso de ocorrer nova reforma, procede-se ao recálculo em vez de se acumular mais  uma pensão..., estando portanto associado a este procedimento absolutamente geral o princípio da pensão única.
Ficou claro? Argumentos contra? Os das pensões múltiplas, os dos direitos adquiridos? E o das respostas excepcionais para situações excepcionais? Vai para a gaveta? Haja Vergonha e trate-se de se fazer o que tem que ser feito em vez de andar a esbanjar dinheiro em pagodes a que ninguém liga. É fazer as contas...
- à dedicação à Causa Pública, de Respeito à Pessoa humana, da Educação e Conhecimento, o melhor é nem sequer dizer mais nada., nem acerca do discurso do surrealista PM que temos.. Uma Vergonha nacional! Trate-se mas é de ir buscar o dinheiro a quem o roubou e que, pelos vistos, ainda pretende continuar a roubar. 

Chamar Crise ao que vivemos é um eufemismo incompreensível após o discurso de Ano Novo e quanto ao «não podemos permitir»... a realidade demonstra que já foi e continua a ser permitido!  Mas nós é muita gente...não exageremos. Já para não falar no caso Casa Pia... 
Para terminar, constatamos a insconsciência infeliz de se fazer uma evocação histórica  com "honras de estado" de um episódio violento num momento potencialmente explosivo, como o PR Cavaco Silva disse há apenas 31 dias atrás... 
O que mudou entretanto? Que mau augúrio. 
A avòzinha manda dizer que não está a perceber nada disto ! 

Notas pretas: 
1. As celebrações dos 100 anos de regime republicano português custarão 10.000.000€!
2. O Governo português transfere para a Presidência da República 16.000.000€/ano.

3. O Governo espanhol transfere para a Casa Real Espanhola 9.000.000€/ano.
4. «A implantação da República foi feita por um golpe militar contra um regime democrático. A monarquia da época era democrática. Havia um partido republicano que tinha ganho as eleições em Olhão e em Lisboa. Mas, a nível nacional, dispunha de 7% dos votos. O que temos para festejar, durante estes cem anos, são três revoluções. Uma delas deu lugar a uma da ditadura. Vão-se gastar 10 milhões de euros para se festejar, no fundo, um acto que só prejudicou o país. Se a revolução de 1910 tivesse valido a pena, então porque é que se teria feito a revolução do 25 de Abril? A revolução do 25 de Abril é a prova provada que o golpe republicano de 1910 foi um falhanço.» D. DUARTE DE BRAGANÇA ao C. Lagos 21-12-2009

8 de janeiro de 2010

SÓCRATES: O PAI TIRANO OU O PRODUTO DE UM SISTEMA POLÍTICO DISFUNCIONAL?

«(...) Num país com círculos uninominais, capazes de responsabilizar cada deputado, seria legítimo esperar que, em matérias ‘fracturantes’, o tribuno votasse de acordo com os seus princípios e a sua inviolável consciência.
Acontece que Portugal não vive nesse patamar de civilização; vive com um sistema partidocrático em que os deputados servem apenas para encher as ‘listas’ a concurso. Em rigor, eles não são deputados; são figurantes. E, quando chegam ao hemiciclo, é natural que votem como o chefe manda porque foi o chefe, e não o ‘povo’, quem verdadeiramente os levou para lá.
Aliás, no nosso infantário parlamentar, o chefe não se limita a impor silêncios; ele pode, como se vê, conceder direito de ruído a cinco ou seis índios, para que brinquem no recreio com os outros cobóis.
Quando o pai é tirano, há sempre filhos e enteados.» JOÃO PEREIRA COUTINHO 08-01-2010

Como o Presidente Sarkhozy disse que coincide em tudo com o PM Sócrates, excepto na opção política, então também coincide na questão do sistema político. O que nos conduz a outra questão:
SERÁ POSSÍVEL QUE SÓCRATES ESTEJA A PENSAR SER PRESIDENTE DA REPÚBLICA PARA ALTERAR O SISTEMA POLÍTICO PARA UMA CONFIGURAÇÃO PRESIDENCIAL COMO A FRANCESA?

5 de janeiro de 2010

CONTAS DO ESTADO: TUDO É POSSÍVEL, NADA É CONFIRMÁVEL.


«NÃO É POSSÍVEL CONFIRMAR COM RIGOR NEM O VALOR DA RECEITA, NEM DA DESPESA, NEM O PATRIMÓNIO DO ESTADO.» Tribunal de Contas de Portugal


«(...) O relatório da Conta Geral do Estado de 2008, hoje  (23.12.2009) entregue pelo Presidente do Tribunal de Contas, Guilherme de Oliveira Martins, apresenta, uma vez mais, um imenso rol de críticas à gestão dos dinheiros públicos. Mas adopta um tom ainda mais duro. (...)»
«26 milhões de euros que serviram de reforço ao Fundo de Pensões das Forças Armadas, e que terão resultado da venda de património do Estado, não têm paradeiro nas contas públicas, nem do lado das receitas, nem das despesas.»
«A contribuição de serviço rodoviário (...) foi feita à margem do Orçamento “sem suporte legal bastante face à Constituição e à lei”, o que terá levado à não contabilização de despesas de 525,1 milhões de euros.»
«(...) a comparabilidade da despesa tem sido afectada pela “alteração do universo dos organismos abrangidos pela Conta (em resultado, designadamente, da empresarialização dos hospitais e de outras entidades pertencentes ao sector público administrativo); à alteração de critérios contabilísticos; e à inexistência de informação final sobre a execução orçamental de algumas entidade.»
«“onze anos após a aprovação do Plano Oficial de Contabilidade Pública (POCP), este continuou a não ser aplicado pelos serviços integrados do Estado e por uma parte dos serviços e fundos autónomos, embora tenham sido dados alguns passos nesse sentido”. Deixa 83 recomendações, muitas delas já antigas, exprimindo a esperança de que estas sejam “assumidas como uma prioridade” pela Assembleia da República e pelo Governo.»
NEGÓCIOS ONLINE 23-12-2009
É impossível comentar uma notícia destas com tranquilidade, ainda por cima vinda de um organismo (TdC) liderado por um  raro ex-ministro das Finanças do PS, Guilherme de Oliveira Martins.
Dirão os "experientes" irresponsáves que sempre foi assim. Mas a verdade é que é impossível que tudo fique como dantes, com os procuradores políticos do costume continuando a actuar na sombra.
Não podem existir acordos assumidos pelo centrão partidário centralista para o branquemento dos crimes económicos-financeiros cometidos contra o Povo Português. 
Se tal acontecer em vez do esclarecimento da Verdade e a imperativa recuperação dos meios financeiros roubados a Portugal e aos Portugueses, é bom que o Senhor Presidente da República, o Senhor Primeiro-Ministro, os Presidentes do PSD, do PS e da AR, o Governador do BdP, o PGR, o Presidente do STJ e os gabinetes avençados tenham consciência que passam a ser os responsáveis directos pela manutenção branqueada de uma situação insustentável que, se não fôr atalhada muito rapidamente, terá consequências muitíssimo mais graves no futuro.
E depois venham fazer alertas e falar de legitimidade democrática e espírito de cidadania a ver quem os ouve. 
Tomem consciência que há momentos e limites na vida dos países e das pessoas a partir dos quais tudo é possível...

3 de janeiro de 2010

FACE OCULTA: PETIÇÃO PELA PUBLICAÇÃO DAS ESCUTAS, JÁ !

«Em nenhum país do mundo, a explicação de que não consta nas escutas qualquer indício da prática pelo primeiro-ministro do gravíssimo crime de atentado ao Estado de Direito é possível de ser comunicada ao povo num parágrafo. O primeiro-ministro é referido alegadamente pelo gravíssimo «crime de atentado contra o Estado de Direito» e o povo só tem direito a um parágrafo de explicação!... Um parágrafo!...
O povo português tem direito a conhecer, em detalhe, os factos pelos quais o primeiro-ministro foi indiciado em Aveiro, bem como a análise que o procurador-geral da República fez desses factos, em cotejo com o gravíssimo crime tipificado de atentado contra o Estado de Direito. Publiquem-se as escutas, já!»

UM PETIÇÃO PÚBLICA PELA PUBLICAÇÃO DAS ESCUTAS, JÁ !

2 de janeiro de 2010

O PR E A MENSAGEM DE ANO NOVO: CONTEM COMIGO MAS EU NÃO POSSO FAZER NADA...

A mensagem de ano novo de Cavaco Silva foi bastante inesperada pela clareza, mas também confirmou uma preocupação estratégica pessoal com a sua reeleição como PR marcada para o início de 2011. Foi muito assertivo quanto aos perigos explosivos com que todos nos debatemos diariamente há muitíssimo tempo mas também foi, por isso mesmo, demasiado tardio.
O Presidente apresentou-se nitidamente como uma nova espécie "salvador da pátria", agora o não-executivo, relembrando o seu compromisso directo com os Portugueses. Ficou muito forte a dúvida sobre se seria este o discurso se estivéssemos a uma distância maior das eleições presidenciais...
Por outro lado, face aos diminutos poderes que o presidente tem na lógica constitucional vigente, o Presidente da República descarta para outros, governo e oposição, a resolução dos problemas gravíssimos de Portugal em 2010.
Ou seja, os Portugueses ficaram a saber que podem contar com Cavaco Silva mas não sabem exactamente para quê, para além de fazer os seus discursos e papéis representativos... 
Esta peça da nossa realidade acaba por ser hoje ainda mais alarmante que toda a realidade junta.
Porque o PR, pela leitura tão restritiva que faz dos seus poderes, e não é o primeiro, anula uma das vias para a solução do problema português actual e porque ficou a ideia que nada de estrutural mudará efectivamente e que todos os branqueamentos continuam a ser possíveis em Portugal, desde que pareça que tenhamos justiça e que pareça que a recuperação económica estará num horizonte temporal aceitável.
É uma perda de tempo, é uma pena imerecida para todos e chega a roçar a inconstitucionalidade, dado que estão previstos nessa dimensão grandes remédios para grandes males, justamente pela "válvula" presidencial...
De facto, as pessoas e os métodos que geraram, geriram e ampliaram esta tragédia colectiva em que nos encontramos não podem ser os mesmos que, por artes mágicas de um discurso, de uma exortação ou de outra coisa qualquer, vão passar a ser eficazes, responsáveis e eticamente irrepreensíveis. Isto é manifestamente impossível.
Termino constatando que foram abundantes as exortações correctas do PR para que quem tem poderes de topo faça o que tem que ser feito, porque o exemplo tem que vir de cima. Vã esperança? Assim parece.
Mas faltou uma exortação principal a esta democracia doente como a nossa: a do convite veemente ao reforço da participação cívica dos Cidadãos na vida democrática. É que a alternativa é ficarmos todos quietinhos no sofá a assistir à nossa desgraça colectiva na televisão...ou não?
Chegou o momento de todos os Portugueses, independentemente da sua idade e especialmente os mais jovens, se incluirem urgentemente nas estruturas partidárias. Activamente e de modo massivo.
Este é um imperativo nacional e é, agora, uma condição básica da manutenção da paz social.
Porque é pelos níveis dramaticamente baixos da participação dos cidadãos nas estruturas partidárias que os Partidos Políticos, a Abstenção eleitoral e Portugal...são o que são.
É este o primeiro dos compromissos directos de um PR com os Portugueses e com a existência da Democracia em Portugal. Faltou-lhe este apelo, Senhor Presidente da República.
Desejo um ano de 2010 o melhor possível para todos !

1 de janeiro de 2010

A AUTO-DESTRUIÇÃO DA JUSTIÇA

«À medida que aumenta o poderio de uma sociedade, assim esta dá menos importância às faltas dos seus membros, porque já lhes não parecem perigosas nem subversivas; o malfeitor já não está reduzido ao estado de guerra, não pode nele cevar-se a cólera geral; mais ainda: defendem-no contra essa cólera.
O aplacar a cólera dos prejudicados, o localizar o caso para evitar distúrbios e procurar equivalências para harmonizar tudo (compositio) e, principalmente, o considerar toda a infracção como expiável e isolar portanto o ulterior desenvolvimento do direito penal. À medida, pois, que aumenta numa sociedade o poder e a consciência individual, vai-se suavizando o direito penal, e, pelo contrário, enquanto se manifesta uma fraqueza ou um grande perigo, reaparecem a seguir os mais rigorosos castigos. 

Isto é, o credor humanizou-se conforme se foi enriquecendo; como que no fim, a sua riqueza mede-se pelo número de prejuízos que pode suportar. E até se concebe uma sociedade com tal consciência do seu poderio, que se permite o luxo de deixar impunes os que a ofendem. «Que me importam a mim esses parasitas? Que vivam e que prosperem; eu sou forte bastante para me inquietar por causa deles...». 
A justiça, pois, que começou a dizer: «tudo pode ser pago e deve ser pago» é a mesma que, por fim, fecha os olhos e não cobra as suas dívidas e se destrói a si mesma como todas as coisas boas deste mundo. Esta autodestruição da justiça, chama-se graça e é privilégio dos mais poderosos, dos que estão para além da justiça.» Friedrich Nietzsche, in 'A Genealogia da Moral' 

«(...) Que o ano de 2010 seja para todos vós, para as vossas famílias, pais, filhos, irmãos e outros familiares, em primeiro lugar um ano de boa saúde para todos, é o mais importante que nós precisamos, mas que seja também um ano de sucessos pessoais, profissionais, patrimoniais (porque não?), que seja um ano de notícias venturosas, que seja um ano de bom trabalho, certo de que um bom ano de trabalho para o governo será bem para o nosso país.(...)»CAVACO SILVA, Presidente da República Portuguesa e "Mais Alto Magistrado da Nação" na sessão de apresentação de Boas Festas do Governo ao PR a 23-12-2009

PERANTE MAIS ESTES SINAIS TÃO EXPLÍCITOS NUM MERO DISCURSO IMPROVISADO DE CIRCUNSTÂNCIA, QUE ESPERAR DA MENSAGEM FORMAL DE ANO NOVO OU SEJA DO QUE FÔR QUE VENHA DE BELÉM E QUE NÃO TENHA COMO OBJECTIVO PRINCIPAL A REELEIÇÃO DO ACTUAL PR DENTRO DE 13 MESES ?  NADA !