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13 de fevereiro de 2011

PORTUGAL À ESPERA DE CAVACO

«O Bloco de Esquerda deu o pontapé de saída para as quatro moções de censura ao governo que a partir de 10 de Março irão a votos na Assembleia da República, cada uma a seu tempo de acordo com as agendas políticas de cada Partido da oposição.

Pressuposto do BE: PSD e CDS nunca viabilizarão tal moção. Objectivo lógico e prático do BE: arranjar justificação para depois inviabilizar qualquer moção de censura do PSD ou CDS, ou seja, garantir a manutenção no poder deste PS e evitar eleições legislativas antecipadas (dão sinais de que fogem delas como o diabo da cruz...).

Teremos assim que quatro partidos políticos (CDS, PSD, PCP e BE) representantes democráticos da maioria dos portugueses, irão censurar este (des)governo, mas previsivelmente sem qualquer efeito prático.

Acontece que Cavaco Silva também foi eleito pela maioria dos portugueses. E também ele percebeu há muito que este PS já não tem qualquer espécie de credibilidade a nível internacional ou doméstico (por lá os juros da dívida continuam a subir, por cá e entre as eleições de 2009 e as de agora, perderam mais de 1,3 milhões de votos).
Para o bem ou para o mal, não sendo a Assembleia terá de ser o Presidente a acabar com esta farsa. Vai  uma aposta?» LUÍS FILIPE COIMBRA 11-02-2011

ESPERAMOS  SENTADOS ?...

12 de fevereiro de 2011

O CASO DO DECRETO DAS RECEITAS MÉDICAS

«O semanário Sol, de (...) 11-2-2011, publicou a notícia «A verdadeira razão que levou Cavaco a vetar o diploma das receitas médicas», de que o Governo - ou a Presidência do Conselho de Ministros? - terá, alegadamente, alterado o conteúdo do decreto sobre a prescrição dos medicamentos, aprovado em 16-12-2011, sem que submetesse a nova versão do diploma a nova votação, como a lei exige. O semanário adianta que o Presidente da República terá tomado conhecimento do facto e que isso terá sido um motivo mais para, pela primeira vez, recusar, no dia 8-2-2011, a promulgação a um diploma do Governo socialista.
(...)
A notícia refere um facto muito grave que deve ser apurado pelo Ministério Público: se for uma completa mentira, fica salvaguardado o Governo; se for verdade, quem fez e colaborou nesse acto ilegal deve ser responsabilizado. Ora aí está uma ocasião para o senhor Procurador-Geral da República mostrar a sua isenção.» A.B. CALDEIRA 11-02-2011

A ASSEMBLEIA APROVA, O GOVERNO (OU A PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS) ALTERA O APROVADO E ENVIA PARA PROMULGAÇÃO PELO PR?... BONITO MÉTODO, SIM SENHOR.
E TEMOS ENTÃO QUE 08-02-2011 FICA COMO A DATA  EM QUE O PRESIDENTE CAVACO SILVA CONCRETIZOU A  SUA 1ª RECUSA DE PROMULGAÇÃO DE UM DIPLOMA DO GOVERNO DE JOSÉ SÓCRATES...

19 de abril de 2010

FERNANDO NOBRE: A NOTÁVEL PERFORMANCE DO CANDIDATO PRESIDENCIAL TAMBÉM NO FACEBOOK

«O Facebook não será determinante para a sua vitória, mas o Dr. FERNANDO NOBRE já é um fenómeno do Facebook.» CARLOS GOMES 18-04-2010

28 de março de 2010

CAVACO SILVA INAUGURA EXPOSIÇÃO SOBRE SI PRÓPRIO...

Cavaco Silva, o Presidente da República em exercício que provavelmente será um candidato às próximas eleições presidenciais de Janeiro de 2011, inaugurou pessoalmente ontem no seu concelho natal, e convenientemente mediatizada, uma exposição sobre si próprio...
Diogo Gaspar, director do Museu da Presidência, informou que «mais tarde faremos uma exposição sobre Manuel Teixeira Gomes, em parceria com a Câmara Municipal de Portimão».

NÃO ESTÁ EM CAUSA A PERSONALIDADE, MAS A OPORTUNIDADE E O MAIS QUE EXPLÍCITO OPORTUNISMO. MANUEL TEIXEIRA GOMES É QUE NÃO CONCORRERÁ DE CERTEZA ÀS PRÓXIMAS PRESIDENCIAIS.
UMA VERGONHA (E UM "TIRO NO PÉ") A NOVE MESES DAS ELEIÇÕES. 
QUE TERÁ A C.N.E. A DIZER SOBRE ISTO? NADA? POIS, O PRESIDENTE AINDA NÃO É CANDIDATO...

8 de março de 2010

O MAU HÁLITO POLÍTICO DE CAVACO


«Quando Cavaco fala sentimos um mau hálito político do lado de cá da televisão.»
«O Presidente corre o risco de não ser reeleito porque o país está a lê-lo ao contrário.»
«Cavaco aparece sempre ao país com um sobrolho carregado, um olhar castigador. Como se os portugueses tivessem errado... as pessoas cansam-se de serem descompostas todos os dias, cansam-se de alguém que fala como se lhe devêssemos dinheiro ou nos pede desculpas diárias.»
Palavras de Morais Sarmento que diz acreditar que a era de Sócrates está a chegar ao fim. O antigo ministro aponta ainda o dedo ao Presidente da República e diz que ao ficar em "silêncio", Cavaco foi "cúmplice" do "desgoverno socialista". iOnline 8-03-2010

É incontestável que a natureza específica da função presidencial assenta num vínculo directo com os portugueses. É por isso mesmo que ninguém compreenderá, ainda para mais em tempo tão raramente decisivo para Portugal, que os partidos políticos,  que são os principais responsáveis pelas graves disfuncionalidades da democracia que temos e que resultam da manipulação do poder legislativo contra o interesse geral, pretendam vir agora continuar a condicionar "clubisticamente" a própria decisão presidencial de Janeiro/2011, em mais uma prova inadmissível da menoridade cívica com que complexadamente insistem em "olhar" o livre arbítrio eleitoral dos portugueses. 
Quem tiver a coragem de não indicar nem subscrever qualquer candidato presidencial só reforçará o Respeito, a Credibilidade e a Confiança tão necessárias por parte dos portugueses numa acção política e nos equilíbrios entre poderes completamente diferentes dos que têm vitimizado colectivamente um país inteiro.
Nem Cavaco é o PSD nem Soares ou Alegre o PS ou o BE e, muito menos, Freitas o CDS...
Que haja a Coragem para virar estas "páginas"!
Sob pena de ao persistir-se perigosamente em mais esta espécie de risco sistémico político que pôs e, pelos vistos, pretende continuar a colocar Portugal num período social e financeiro negro e irreversível, se potenciarem ainda mais as maiores e mais graves imprevisibilidades num futuro muito próximo. Quem os avisa...

22 de fevereiro de 2010

VAMOS LÁ PARAR COM AS BABOSEIRAS E PÔR A DISCUSSÃO NO PATAMAR DAS IDEIAS.

«Repete as palavras 'cidadãos' e 'cidadania' em quase todas as respostas: foi pelos portugueses que o médico Fernando Nobre decidiu avançar com a candidatura a Belém, rejeitando "enfeudar-se" a partidos políticos. Abdica da imagem de "herói" que poderia ter daqui a dez anos, se não se envolvesse agora na corrida à Presidência da República. Mas recusa ficar na "retaguarda" da "crítica fácil". "Não quero acomodar-me. Se vencer venci, se perder perdi." defende. Quanto à divisão da esquerda, é claro: tem um projecto de união que não conhece cores políticas. Além disso, diz ser "o único candidato" já assumido. 
(...) 
Eu quis fazer uma declaração de candidatura, quando muitos me aconselharam a "manifestar disponibilidade". Mas não sou pessoa de tactear: ou avanço ou não avanço. Só quem não me conhece pensa que posso desistir. Muito menos num projecto em que está em causa a dignidade do país e a minha dignidade e coerência. Este processo é para ir até ao fim e para ganhar. Posso perder, mas vou para ganhar. 
(...)
A democracia representativa é o menos mau de todos os sistemas, mas isso quer também dizer que a democracia é perfectível com uma componente de democracia participativa, de auscultação da população em debates importantes. Não quer dizer que tenhamos de chamar os cidadãos todos os meses, mas nos assuntos relevantes do Estado, não há que ter medo. Caso contrário, continuamos a olhar para eles como uma massa amorfa, uma carneirada que só dá o seu parecer de quatro em quatro anos. 
(...)
As revoluções muitas vezes são autofágicas. Eu sou por um processo de mudança, de transformação, mas não de revolução. Agora, para que as ditas revoluções violentas não aconteçam, é preciso pugnar por um processo inclusivo mais forte. O país está num processo que pode tornar-se complicado, com os níveis de pobreza, desemprego, défice externo e endividamento das famílias que atingimos. Os desafios que se avizinham vão possivelmente agravar esses perigos, portanto chegou o momento de Portugal conseguir uma união de projectos e causas nacionais. É um processo de salvaguarda de um país com 900 anos de História, para que não se continuem a ouvir as vozes que dizem que Portugal não tem futuro e que o melhor que lhe pode acontecer é ser integrado na Espanha. Não! Nisso sou muito patriota. 
(...)
Na altura certa as pessoas saberão quem faz parte da minha comissão e quem são os meus mandatários. Quero incluir toda a gente num projecto nacional. Não estou aqui para dividir entre esquerda, centro e direita. Isso não me interessa. Eu vou por valores. Há muita gente que ainda não entendeu que já ninguém acredita nessas coisas da direita e da esquerda: acreditam em valores, em pessoas com carácter e com coluna vertebral.
(...) não estou aqui para dividir a esquerda, o centro ou a direita. Não vou voltar a responder a essas perguntas sobre as interferências de A, B ou C, ou dos apoios de Soares. Quero é discutir projectos e ideias para o país. Estou aqui para assumir as minhas responsabilidades pelo país que amo. Não estou aqui para pedir apoios de partidos. Peço o apoio dos cidadãos, pertençam eles a que partidos pertencerem. 
(...)
Eu quero é que se discutam projectos para Portugal. Se não vencer, que vença alguém com um projecto que possa mobilizar Portugal. Demonstrem-me isso. Quanto ao resto, todos os disparates são permitidos e até já ouvi umas bocas sobre não ser português, por ter nascido em Angola. Eu nasci português e sempre tive bilhete de nacionalidade português desde o meu nascimento. Vamos lá parar com as baboseiras e pôr a discussão no patamar das ideias. Eu ando desde que nasci em países onde há muitos mosquitos. Picadelas de mosquitos não me importunam. Eu só reagirei se for mordido por um crocodilo. » iOnline 22-02-2010

20 de fevereiro de 2010

FERNANDO NOBRE, O CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA: POR IMPERATIVO MORAL !

«Presidente da AMI candidata-se a Belém dirigindo-se aos desiludidos e aos que não têm voz.



"Por imperativo moral, de consciência e de cidadania", Fernando Nobre, médico e presidente da Assistência Médica Internacional, candidata-se às Presidenciais de 2011. Admite que pode não ganhar, mas diz que a sua candidatura "não será nunca inútil".
Foi no (pequeno) auditório do Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa - que obviamente encheu rapidamente e deixou muitas pessoas na rua, onde havia um ecrã a transmitir o discurso -, que Fernando Nobre, 59 anos, anunciou ontem a sua candidatura à Presidência da República.


"Portugal precisa de um presidente que venha verdadeiramente da sociedade civil, que seja independente, que nada precise da política e que conheça bem o país", disse, admitindo que "um homem livre, só e independente pode servir melhor o país nesta altura tão difícil e sensível para Portugal".


Fernando Nobre dirige-se aos insatisfeitos. Diz que a sua candidatura é a "dos que não tiveram voz até agora, dos que se desiludiram com a política, dos que acreditam que a política não se esgota nos políticos e não é a sua coutada privada".


Dirige-se aqueles para quem "o destino do país não é indiferente" e diz-lhes que "chegou a hora da grande, determinada e corajosa opção de actuar". "Portugal é uma questão que diz respeito a todos os portugueses: ninguém se pode eximir desse dever de cidadania indeclinável", disse, explicando que se candidata por "dever moral e cívico" mas também porque não se conforma em assistir à "agonia lenta de Portugal".


Em seu favor, Fernando Nobre apontou a "particular sensibilidade social e humanística", o "orgulho em ser português" e o facto de trazer enraizadas em si "as marcas da multiculturalidade, da lusofonia e de uma profunda mundivivência". O seu espaço político, disse, é a "liberdade", a "justiça social", o "humanismo", a "ética", a "transparência na vida pública" e a "adequada, justa e indispensável função redistributiva do Estado".


Se for eleito, como disse esperar, prometeu ser "garante da estabilidade" das instituições e o seu "compromisso moral intransigente" assenta em "reconhecer o mérito, premiar a excelência e recusar a impunidade".


No seu discurso, que leu durante cerca de 15 minutos, apontou quatro prioridades:
- incentivar a "regeneração ética da vida política do país", prometendo ser "intransigente" com todos os que exercem cargos públicos;


- apoiar e incentivar todos os esforços no caminho da justiça social, dando particular atenção aos desempregados e trabalhadores precários, aos jovens, idosos, emigrantes e imigrantes;


- defender a soberania nacional, designadamente os recursos naturais, o património histórico, a língua e o prestígio do país; e

- "não pactuar com a situação trágica da justiça em Portugal".


Com várias caras conhecidas na sala - cantores como Rui Veloso, Luís Represas, Vitorino e Carlos Mendes, o juiz Rui Rangel e Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto -, Fernando Nobre disse estar consciente de que será uma batalha difícil, "talvez até invencível", mas garantiu que não será "inútil".


A sua luta é "contra a indiferença".» JN 20-02-2010

 O BLAGOSFERA APOIA COM TODA A CONVICÇÃO A CANDIDATURA PRESIDENCIAL DO DR. FERNANDO NOBRE. 
 PARA UM PORTUGAL MORIBUNDO UM 'MÉDICO DAS URGÊNCIAS GLOBAIS' COM UM PERCURSO PESSOAL, ATITUDE E VALORES DEMONSTRADAMENTE DE EXTRAORDINÁRIO INTERESSE PÚBLICO !
OBRIGADO DR. FERNANDO NOBRE. OS PORTUGUESES SABERÃO VALIDAR TÃO GRANDE E OPORTUNA MANIFESTAÇÃO DE CORAGEM E DISPONIBILIDADE. 
 MAIS VALE TARDE QUE NUNCA. 
 PELO BEM COMUM ! .



 
Entrevista a Miguel Sousa Tavares 19-02-2010


Fernando Nobre recebeu o Expresso em sua casa na quinta-feira à noite, já tarde, poucas horas depois de chegar a Lisboa de uma missão da AMI no Senegal e menos de 24 horas antes de lançar a sua candidatura no Padrão dos Descobrimentos. Leia esta entrevista do Expresso de 20-02-2010.

18 de dezembro de 2009

MACAU: 10 ANOS PASSADOS SOBRE A TRANSFERÊNCIA DE PODERES...NADA !!!


Dez anos após a transferência de poderes da República Portuguesa para a República Popular da China, o Dr. Jorge Rangel, Presidente do Instituto Internacional de Macau (IIM), nesta foto de 1999 a ser condecorado pelo nosso último Governador Vasco Joaquim Rocha Vieira, um distinto algarvio de Lagoa, está em Portugal a participar no seminário internacional "Macau - Um País, Dois Sistemas", que decorre hoje e sábado no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, em Lisboa.
O Dr. Jorge Rangel deu uma extensa entrevista televisiva ao Jornal 2 em que descreveu detalhes preciosos e muito oportunos do contexto de há dez anos.
À margem do seminário relembrou o seguinte: 
Há portugueses em Macau, há instituições de matriz portuguesa, quer a nível oficial, quer a nível privado. A língua continua a ser oficial. A própria China quer que a comunidade portuguesa e luso-descendente tenha um papel interventor grande», afirmou.
O presidente do IIM relembrou explicitamente o seguinte:  
- a China quer também que Macau seja a «plataforma de cooperação entre a China e o mundo lusófono»,
- «Estão criadas condições políticas para que Macau possa continuar a ter ligação muito estreita com Portugal e com outros países de língua portuguesa», e que
- «Cabe também a esses países tirarem proveito dessa orientação e que tirem proveito não só através de uma presença cultural mais visível, mas também económica. E Portugal nunca foi bem sucedido nessa área».
Pergunto:
O que tem sido feito para captar o relevante investimento directo chinês no nosso país?
Quantas vezes esteve o presidente do AICEP Dr. Basílio Horta em Macau nos últimos 10 anos? Qual o montante captado e os postos de trabalho gerados/mantidos a partir dessa base cultural de Portugal?
Será que o marginal e fátuo fenómeno das ~5000 lojas chinesas ainda existentes entre nós  é o centro da nossas "relações económicas" com a R. P. China, um dos 4 países que neste momento de grave crise global se souberam assumir como motores do crescimento mundial e com quem deveríamos ter tido nestes 10 anos outro tipo de relacionamento, especialíssimo, dada a dimensão geográfica da nossa cultura e a realidade macaense?  De quem é a responsabilidade desta omissão e gravíssimo erro político?
Se para além da R.P.China, ainda acresce que Portugal tem relações privilegiadas com outro desses 4 BRICs, o Brasil, de que estamos à espera para nos activarmos de modo estruturado, articulado e permanente no seio dessa nova comunidade de países-chave da economia mundial?
Não será que ainda impera a estratégia do saque de curto-prazo que terminará mais tarde ou mais cedo, de modo sempre imprevisível, ficando todos nós...sacados, literalmente mas também  ao nível do desenvolvimento concreto do nosso potencial económico-cultural específico?
Quantos portugueses sabem, por exemplo, que existem 4000 (4 mil palavras) comuns entre a nossa língua e a de um país asiático onde estivémos presentes?
Falta realmente cumprir muito Portugal, a começar pelo Algarve... completando afinal as palavras do verso de Pessoa afixadas em Lagos naquela "praça do cais sem água" ou "praça da água sem cais" em que se decidiu tornar aquela que se convencionou chamar "praça do Infante", essa mesma que é hoje  inesperadamente a melhor obra de homenagem à incompetência e à irresponsabilidade política e financeira da última década em Portugal.  Pelo menos...
Existirão ainda, mais que tão abundantes pedras e ferros, as vontades veleiras para arrepiar caminho e cumprir ainda Portugal?

13 de dezembro de 2009

JOSÉ SÓCRATES, ELEIÇÕES E AS CONTAS DO PASSADO

«Estamos disponíveis para negociar, mas não estamos disponíveis é para aqueles que, não querendo negociar, a única coisa que procuram é ajustar contas com o passado», declarou o secretário-geral do PS. «O PS não teve maioria absoluta, mas os portugueses deram-nos um mandato bem claro para governar. Ninguém tem dúvidas sobre a natureza do resultado das eleições em Portugal: os portugueses querem que seja o PS a governar», vincou o líder do executivo. (...) o secretário-geral do PS aludiu à forma como o Governo e os deputados socialistas aceitaram negociar alterações ao modelo de avaliação dos professores, «a primeira em 30 anos, que foi séria e com consequências». IOLDiário 13-12-2009
O Sr. PM Sócrates sabe muito bem que um dos problemas-chave é mesmo o das contas. Os saldos resultam de movimentos. Do passado, mais ou menos recente. Quanto a contas do futuro...só em previsão, e todos conhecemos a qualidade das previsões e das suas manipulações.

Sobre as dúvidas sobre a natureza do resultado da eleições em Portugal, basta analisar 1 ano de diferenças registadas entre os dados dos anúncios provisórios e os definitivos para perceber a dimensão da manipulação. Ou ainda ler o artigo do Prof. Costa Andrade, «um extraordinário serviço de cidadania, na protecção do Estado de Direito», nomeadamente quando explica que «o adiamento de diligências e decisões judiciais relativas ao primeiro-ministro e a opacidade face às instituições da República, e ao povo, sobre despachos que não estavam, nem estão, em segredo de justiça, tem uma motivação e consequência política inadmissível, o custo democrático do oportunismo. 
As figuras máximas do poder judiciário (presidente do Supremo Tribunal de Justiça e procurador-geral da República) não podem fazer política: nem por acção, nem por omissão.» Vinca ainda que «o irregular funcionamento das instituições democráticas não pode passar: tem de ser corrigido.» E conclui que «Além da responsabilidade do presidente do Supremo Tribunal de Justiça acima apontada, o procurador-geral da República interferiu no resultado das eleições para a Assembleia da República de 27-9-2009.»
INCONTESTÁVEL.

11 de dezembro de 2009

CAVACO: INTERVIR, NEM PENSAR...


Foto: iOnline «“Não entro em jogos que possam aumentar a tensão no nosso país. Não entro em retóricas de dramatização”, começou por dizer Cavaco Silva, quando confrontado pelos jornalistas com os apelos de algumas vozes socialistas, que esta semana defenderam a intervenção do PR sobre a estabilidade governativa do país, alegando estar em causa o normal funcionamento das instituições. Intervir no actual panorama político é algo que o chefe de Estado nem sequer pondera, neste momento.» iONLINE 11-12-2009

COMPREENDE-SE A DECLARAÇÃO, MAS SERÁ RETÓRICA DIZER QUE SITUAÇÃO É JÁ POR DEMAIS DRAMÁTICA? QUANDO SE APROVA UM ORÇAMENTO RECTIFICATIVO A 19 DIAS DO FIM DO ANO SERÁ RETÓRICA DIZER QUE NÃO HÁ DINHEIRO PARA OS ENCARGOS DE DEZEMBRO SEM RECURSO A EMPRÉSTIMOS NO EXTERIOR?
QUANDO SE É ROUBADO, O NORMAL NÃO É IR ATRÁS DO LADRÃO PARA RECUPERAR O QUE É NOSSO? ISTO É RETÓRICA OU É O QUE PORTUGAL TEM QUE FAZER?
BASTA DE BRANQUEAMENTOS E DE ABSTENÇÕES POLÍTICAS INSTALADAS.
PODE COMPREENDER-SE QUE O PR NÃO POSSA INTERVIR, O QUE NÃO SE COMPREENDE É PORQUE NÃO QUER INTERVIR. 

12 de novembro de 2009

SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ESCOLHE HOJE NOVO PRESIDENTE


Imagem EXPRESSO
A ELEIÇÃO DE HOJE
«Sessenta e seis conselheiros elegem hoje o presidente do STJ, apresentando-se a votação Noronha do Nascimento, actual titular do cargo, e Santos Cabral, antigo director nacional da Polícia Judiciária (PJ) entre 2004 e 2006.» EXPRESSO, 12-11-2009
«Noronha do Nascimento tem contra si os que defendem a eleição do presidente do Supremo por todos os juízes, e os que querem o fim da inerência daquele cargo com a presidência do Conselho Superior da Magistratura, passando este órgão a ser presidido pelo Presidente da República. O escrutínio de hoje é dos mais silenciosos de sempre, como se Noronha fosse um indiscutível vitorioso.» IN VERBIS, 12-11-2009


UMA POSIÇÃO DO JUIZ CONSELHEIRO SANTOS CABRAL
«O antigo director nacional da Polícia Judiciária, Santos Cabral, defende a criação de uma única polícia em Portugal que concentre os poderes dispersos por todas as forças de segurança, como por exemplo, a PJ, a GNR ou a PSP. Santos Cabral apresentou esta tese ontem ao DN, depois de considerar que a nova lei orgânica da PJ foi uma oportunidade falhada para se fazer um debate sobre a restruturação das forças policiais.

Para o agora juiz do Supremo Tribunal de Justiça, é urgente concentrar a informação dividida por todos os órgãos de investigação criminal numa única polícia, sob pena de se perder a batalha contra o novo crime organizado. E para o magistrado não interessa se a nova força policial que defende fica dependente do Ministério da Administração Interna ou do Ministério da Justiça. Apenas que concentre a informação e os investimentos contra criminosos cada vez mais preparados.

"Estou a pensar na criminalidade organizada, como a financeira, onde é preciso perceber quem a combate. É preciso discutir quantas polícias e que diálogo queremos", argumenta Santos Cabral, que apresenta logo de seguida a sua própria proposta. "Devíamos fazer como os austríacos, que criaram uma única polícia e que têm dado resposta muito eficaz a novos problemas, como o terrorismo".» IN VERBIS 16-08-2006
A SAÍDA DO JUIZ CONSELHEIRO SANTOS CABRAL DA DIRECÇÃO NACIONAL DA POLÍCIA JUDICIÁRIA 
«Ao fim de 15 minutos de encontro, Santos Cabral disse aos jornalistas que veio entregar ao ministro o pedido de demissão. E que tal deveu-se a uma falta de "confiança institucional" com Alberto Costa. "Entendo que o exercício destas funções e a dignidade que elas comporta m pressupõe que exista uma relação de confiança institucional. Entendo que essa relação não existia neste momento", afirmou.
No entanto, ao que o DN apurou, nos dez minutos de audiência, Santos Cabral não terá chegado a apresentar o pedido de demissão, uma vez que Alberto Costa antecipou-se e deu-lhe a conhecer o despacho conjunto.
O juiz conselheiro, que foi nomeado director nacional da PJ em 2004 pelo governo de Santana Lopes, não quis pronunciar-se sobre o facto de o ministério da Justiça ter já adiantado o nome do seu substituto. Nem, quando questionado pelo DN se se sentia "empurrado" da PJ, quis alongar-se em comentários, falando sempre na "relação institucional" com o ministro.» DN, 04-04-2006