28 de novembro de 2010

MINISTRO ALEMÃO AFIRMA QUE ALEMANHA ESGOTOU CAPACIDADE DE AJUDAR OUTROS PAÍSES...


«A CRISE DO EURO PODERÁ POR EM CAUSA A EXISTÊNCIA DA MOEDA ÚNICA...» 
(CHANCELER ALEMÃ)

«NÃO HÁ ALTERNATIVA PARA OS PACOTES DE APOIO AOS PAÍSES EUROPEUS EM DIFICULDADE, PARA EVITAR QUE A SITUAÇÃO SE AGRAVE E ATINJA TODOS. »
«PARTO DO PRINCÍPIO DE QUE PODEMOS LIMITAR A NOSSA AJUDA À GRÉCIA E À IRLANDA E QUE MAIS NENHUM NENHUM PAÍS ENTRARÁ EM SITUAÇÃO  DE EMERGÊNCIA.»
«UM FRACASSO DA MOEDA ÚNICA SERIA UMA CATÁSTROFE PARA A ECONOMIA ALEMÃ.»
(MIN. DA ECONOMIA ALEMÃO)

O ministro alemão discordou da sua chanceler e rejeitou a hipótese de um efeito de dominó a partir das situações grega e irlandesa, confiando nos esforços orçamentais de Portugal e de Espanha. 

Portanto: A SOBREVIVÊNCIA DO EURO DEPENDE DE ESPANHA E DE PORTUGAL? ENTÃO... ESTÁ BEM.

Perguntinha: HÁ QUANTOS ANOS NÃO SÃO APROVADAS AS CONTAS DA COMISSÃO EUROPEIA PELA AUTORIDADE DE AUDITORIA DA PRÓPRIA U.E.?

27 de novembro de 2010

PORTUGAL NAS OFF-SHORES !


«Primeiro foi a PT a anunciar a distribuição antecipada de 880 milhões de euros em dividendos. Outras grandes empresas, como a Portucel e o Grupo Jerónimo Martins, vieram a terreiro anunciar o mesmo. E outras se seguirão, a maioria em silêncio, para evitar censuras públicas.
 
Para os menos informados, o que é normal é que as empresas deixem chegar o ano ao fim, fazerem as contas, apurarem lucros e só então proceder à sua distribuição pelos accionistas. Acontece que o Governo promoveu uma alteração fiscal para 2011, que permitirá arrecadar um pouco mais em impostos do que é costume.
 
É bom que se diga que tudo isto é perfeitamente legal. Ou, para citar o bispo do Porto, imperfeitamente legal. Só se espera que a Assembleia da República seja capaz de tomar uma iniciativa, igualmente legal, para travar esta imoralidade.
 
Claro que já apareceram fiscalistas a dizer que esta perseguição aos lucros é um atentado contra a competitividade fiscal do país. Devem ser os mesmos que aconselham "investimentos" nas ilhas Caimão: em 2009 seguiram para aquele paraíso da competitividade fiscal 2600 milhões de euros, fazendo subir para 13 mil milhões o total de "investimentos" no offshore preferido dos milionários portugueses.» ARTUR VICTÓRIA 22-11-2010

26 de novembro de 2010

PORQUE (TAMBÉM EU) NÃO VOTO NO PROFESSOR CAVACO SILVA

 «A vulgaridade de quem sacrificou o PSD à sua carreira política pessoal não deveria nunca ser esquecida pelos militantes do meu partido, tanto nos episódios de deslealdade que ajudaram a cavar a derrota do dr. Fernando Nogueira em 1995, como no ataque da má moeda que legitimou o golpe palaciano contra o Governo do dr. Pedro Santana Lopes em Dezembro de 2004 (aí temos agora a boa moeda!) ou por fim, no inenarrável caso das escutas que ajudaram a que a dra. Manuela Ferreira Leite começasse a perder as eleições legislativas logo em Agosto de 2009.

E sabemos já todos o que será a sua relação futura, e a daqueles que sempre se foram protegendo como seus próximos, com a liderança de Pedro Passos Coelho... » CARLOS REIS 22-11-2010

25 de novembro de 2010

PORTUGAL IRRACIONAL

«Um retrato muito pouco simpático de Cavaco Silva e do consulado cavaquista consta do livro O meu Sá Carneiro - Reflexões sobre o seu pensamento político (D. Quixote), do advogado José Miguel Júdice, que, à semelhança do que aconteceu nas últimas presidenciais, voltou a ser convidado para integrar a Comissão de Honra da recandidatura do Presidente da República. A obra chega às livrarias no fim-de-semana e será apresentada no dia 30, às 18h30, no El Corte Inglés, por Manuel Braga da Cruz, reitor da Universidade Católica.

Cavaco Silva, que "entrou na cena política como o verdadeiro herdeiro" de Sá Carneiro, "procurando assumir o seu estilo frontal e sem cedências", acabou por transformar o PSD num partido "feito à sua imagem e semelhança: um partido tecnocrático, um catch all party, ou seja, um partido sem fronteiras, onde todos poderiam vir plantar a sua tenda, desde que aceitassem a liderança indiscutida do então primeiro-ministro, e assim ajudassem a conquistar votos e a manter suseranias".

O livro, que também reproduz excertos de uma conferência dada por Júdice em 1981, quando se filiou no PSD, serviu para o autor reflectir sobre "o que falhou" nas últimas três décadas. E as falhas, que provocaram a "destruição do edifício" que Sá Carneiro tinha começado a construir, não são notórias apenas nos governos de Cavaco, mas também no Bloco Central, na governação de António Guterres e de Durão Barroso.

Contudo, Júdice dedica grande parte do capítulo A herança desbaratada a Cavaco, notando que, a partir de 85, as mudanças no PSD aproximaram-no do PS e dissiparam o legado de Sá Carneiro. Ao ponto de o PSD, nos dias de hoje, se apresentar como um partido "feudalizado, com militantes criados aos milhares para as trocas políticas". "Cavaco Silva fez um partido de consumidores e abdicou da bipolarização", afirma Júdice ao PÚBLICO, qualificando ainda o Presidente como "um grande político, que não é ideólogo, e que olha para a sociedade civil com uma certa suspeição". Entre 85 e 95, com duas maiorias absolutas, o então primeiro-ministro "aumentou o peso do Estado e apresentou-se como um líder autoritário, não permitindo a libertação da sociedade civil, como Sá Carneiro sempre defendera".

Ou seja, "desperdiçou" 10 anos: "Teve poder e tinha dinheiro a rodos. Se o Estado tivesse emagrecido, se ele tivesse alterado a lei laboral e libertasse a sociedade civil, hoje estaríamos melhor." "Com Cavaco teria podido ser diferente", lê-se no final do livro. Não foi.» PÚBLICO 25-11-2010

PARA QUEM INSISTE EM NÃO QUERER VER:
AO PS POR ESTE PAÍS FORA NÃO BASTOU NEM BASTA SER PS. 
QUIS E AINDA QUER "COMPRAR" A OPOSIÇÃO. 
HOUVE E AINDA HÁ QUEM SE "VENDA", OU O QUEIRA FAZER, NEM QUE SEJA POR NUNCA TER CONHECIDO OUTRA REALIDADE...
ESTE É O MAIOR OBSTÁCULO PARA A MUDANÇA REAL E URGENTE QUE TODOS OS PORTUGUESES QUEREM.
O RESULTADO ESTÁ À VISTA EM QUASE TODO O LADO!  ATÉ QUANDO?

24 de novembro de 2010

O ESTOURO DO ESTADO PORTUGUÊS

«A execução orçamental no final do mês de Outubro do Orçamento de 2010, hoje, 23-11-2010, conhecida, significa o último prego no caixão das finanças do Estado. De acordo com a Síntese da Execução Orçamental, de Novembro de 2010, da Direcção-Geral do Orçamento, «o valor provisório do défice do Estado ascendeu a 11 885 milhões de euros» e face ao ano anterior «regista-se um agravamento de 215 milhões de euros» (p. 3), tendo a despesa efectiva do Estado aumentado «2,8% em termos homólogos, o que se traduz num aumento de 0,8 pp. face ao mês anterior». Apesar dos PECs e das medidas extraordinárias, o Governo Socialista não consegue estancar a hemorragia da despesa: esgana o pescoço do povo, mas à socapa alivia o garrote no braço esquerdo do desperdício.

Assim, com esta incompetência, e atropelo da lei do Orçamento que não consente este crescimento da despesa, pelo Governo do Partido Socialista torna-se impossível manter a autonomia do País e aproxima-se irremediavelmente a tutela do FMI/União Europeia (
7,02% na taxa de juro das obrigações do Estado português a dez anos, nesta noite de 23-11-2010). Como explica o Financial Times, de 23-11-2010, Portugal estoura com o alargamento do défice do Estado («Blow for Portugal as state deficit widens»).» A. B. CALDEIRA 23-11-2010