28 de outubro de 2009

SE ME DEREM 1 HORA DE TELEVISÃO, VIRO DO AVESSO MUITA GENTE

«Sem sustentação económica não se é livre. Com um desemprego brutal não se é livre. Com 700 mil funcionários públicos, com medo que o colega vá denunciá-lo; com um SIS que não se sabe o que faz... não se é livre.»
«Gostava de ter uma conversa pública com o Dr. Mário Soares. Para ele perceber o que é que nos separa hoje. Ele é um político alheio a números e à realidade económica, convicto de que com a política faz-se o que se quer. E cada vez mais, a política depende da economia. Os políticos hoje não podem fazer senão estas aldrabices eleitorais, dão mais um subsídio aqui, tiram dalém. Uma fantochada. A social-democracia e o socialismo democrático não poderão ser nada, hoje, se não recompuserem a economia. É uma crítica que faço a estes governos, todos, que não perceberam isto.»
«Sou amigo dele (M. Soares). Só tenho pena que ele não tenha percebido o mundo em que já vive.»
«Havia razões para ter esperança. Tínhamos ideias, pessoas, um país e esperança. Hoje não temos ideias, pessoas, um país e esperança. Esse é o contraste entre 26 de Abril de 75 e Outubro de 2009.»
HENRIQUE MEDINA CARREIRA, entrevistado Anabela Mota Ribeiro, Jornal de Negócios 23.Out.2009
foto por © Miguel Baltazar - Jornal de Negócios

Uma entrevista surpreendente de uma das poucas vozes que avisam há anos para o que Portugal tem pela frente se nada mudar rapidamente. Só lhe fazem entrevistas, mas o Homem quer mesmo é debater...
Não será este o Presidente da República que Portugal precisa em Janeiro de 2011?
A entrevista completa a não perder, no novo portal VER - Valores, Ética e Responsabilidade (subscrição gratuita)

NOVA COSTA D'OIRO


«Foi em 27 de Outubro de 1995, Dia da Cidade de Lagos, que a revista «Nova Costa de Oiro» apareceu ao público da nossa terra. 
Hoje, por sentir que é um imperativo partilhar com a comunidade lacobrigense essa vivência, crio e publico o blogue Nova Costa de Oiro. 
Ao longo dos próximos 30 dias (até publicar o número dois da Nova Costa de Oiro) recordarei aqui alguns factos relacionados com esta edição e que poderão vir a ser de alguma utilidade para quem se dedicar a estudar o nosso concelho. 
Fá-lo-ei enquanto tiver vida e saúde para tal, com as edições que se lhe seguiram. Consciente que sou da minha mortalidade esse poderá vir a ser o meu (pequeno) contributo para que os vindouros fiquem mais conhecedores da realidade do nosso concelho no período de tempo em que existiu a revista Nova Costa de Oiro. 
Ou, talvez não, pois qualquer análise da realidade é sempre subjectiva!»
Descarregar aqui a Revista em PDF 


Um relançamento que todos saudamos daqui, o desta revista de Lagos e do Barlavento.
Um trabalho que se deseja profícuo e enriquecedor da Cidadania e do Conhecimento.
Concretizado em boa hora por Carlos Mesquita. Parabéns por isso.

27 de outubro de 2009

O DINHEIRO NÃO TEM CHEIRO


«Esta foi a resposta que Vespasiano terá dado a seu filho Tito, quando este se lhe dirigiu, escandalizado, pelo facto de seu pai, o Imperador de Roma, ter resolvido taxar a utilização dos mictórios públicos da Cidade Eterna.
De facto, o dinheiro não tem cheiro, principalmente para alguns que, de tanto defender os seus interesses, não hesitam em preconizar a integração de Portugal na mítica Ibéria, claro está, sob a inevitável direcção de Madrid.
Esses mesmos defendem o TGV, moderna recriação das Vias construídas para integrar as partes do Império Romano, escondendo do Povo que os encargos dessa obra megalómana oscilam entre os 8 mil e os 9 mil milhões de euros, ou seja, cada Português (dos 0 aos 100 anos, seja milionário ou beneficiário do RSI) pagará, em média, 800 a 900 euros, isto se não forem aprovadas as duas novas linhas que farão disparar os custos para cerca de 15 mil milhões de euros!
Sempre soube que a finalidade imediata da banca era a aquisição de lucro e rendimentos, o que não tem em si nenhum mal. Mas o mesmo já não se pode dizer se esse lucro for conseguido à custa de um brutal endividamento do País, para mais numa época em que a nossa dívida externa está a aumentar 2 milhões de euros por hora (!), estando já a igualar o PIB nacional.
Nexte contexto, não surpreende que quem defende aquelas quiméricas ideias venha, agora, sentenciar que "Tenho uma grande consideração por Teixeira dos Santos e acho que é dos melhores ministros das Finanças que Portugal já teve”. Ricardo Salgado dixit.
De facto, o dinheiro não tem cheiro.
E, também é verdade, o Poder é afrodisíaco.
Mas quem irá pagar a factura de toda esta loucura, de toda esta irresponsabilidade que já faz Portugal parecer um velho país senil?»
Rui Crull Tabosa, blog 31 da Armada


MAIS PALAVRAS PARA QUÊ?

TGV: Linha Évora-Faro-Huelva em estudo.

«As linhas de alta velocidade Aveiro-Salamanca e Évora-Faro-Huelva estão a ser objecto de estudo mas não existe um calendário definido para ambas as ligações. 
Para a linha Évora-Faro-Huelva, está em curso um estudo de procura de tráfego de passageiros relativa às ligações ferroviárias ao Algarve, abrangendo a Rede Convencional e a futura ligação de Alta Velocidade entre Évora e Faro.
Está também a ser preparado o lançamento de um concurso no âmbito no âmbito do AEIE - AVEP para o estudo de mercado e de viabilidade técnica, ambiental, socio-económica e financeira do troço Faro-Huelva.
a linha Évora-Faro-Huelva, que terá 200 quilómetros de extensão em Portugal, custará 2.600 milhões de euros (a preços de 2008) e terá uma procura estimada de 1,6 milhões de passageiros por ano, de acordo com a mesma fonte.»

Sosseguemos, não há ainda um calendário definido para as ligações.
Mas já está em curso um estudo de procura de tráfego. Para quê, se já se anuncia a seguir que a linha Évora-Faro-Huelva terá uma procura de 4.400 passageiros/dia ?
E já está a ser preparado o lançamento de um concurso e tudo.
Mais palavras para quê? Continua a festa...

23 de outubro de 2009

CURIOSIDADE HISTÓRICA


«Em 1940, o Alto Estado-Maior espanhol elaborou, a pedido de Franco, um plano de ataque a Portugal, com a ocupação de Lisboa e a tomada de toda a costa nacional.»
«O plano foi então depositado em arquivo e tornado inacessível durante quase sete décadas.» 

20 de outubro de 2009

AS BODAS DE SÓCRATES

«É invulgar (provavelmente é inédito) um governo tentar iniciar o seu mandato propondo coligações a toda a Oposição. A todos. Em conjunto. Não achar isto absurdo é consentir em passar a um José Sócrates, que agora é não só socialista mas também social-democrata, cristão-democrata, marxista e trotskista uma autorização legislativa para decretar o fim da política. E o fim da política é o início da ditadura.»

«A democracia portuguesa não pode ser uma zona franca de oportunismos baratos. Quem votou PCP não quer ser governado por Manuela Ferreira Leite através de Sócrates. Quem votou Paulo Portas é porque não quer Francisco Louçã a marcar (ainda mais) a agenda do Partido Socialista. Achar que faz algum sentido propor simultaneamente a Francisco Louçã e a Paulo Portas uma parceria governativa é aceitar-se que a democracia, tal como a entendemos e definimos na Constituição da República, deixa de ter qualquer significado.»
«Para memória futura, é importante reter que esta proposta de Sócrates denota uma disposição para continuar a deriva totalitária das autorizações legislativas passadas em branco que tiveram como resultado tapar a margem do Tejo com contentores, silenciar as vozes críticas nos média, lançar o caos entre professores e magistrados e pôr portugueses a nascer em Espanha. Também para memória futura convém deixar esta pergunta no ar: que seria deste Portugal sem chefia do Estado se toda a Assembleia da República tivesse caído no enlace maldito que Sócrates tentou?»


A CONSTRUÇÃO DE UM ARGUMENTO, PARA AS PRESIDENCIAIS DE JAN.2011 ?

14 de outubro de 2009

ECONOMIA

«Numa pequena vila e estância balnear na costa sul da França, chove, e nada de especial acontece.
A crise sente-se.
Toda a gente deve a toda a gente,  carregada de dívidas.
Subitamente, um rico turista russo, chega ao foyer do pequeno hotel local.  Pede um quarto e coloca uma nota de €100 sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.
O dono do hotel pega na nota de €100 e corre ao fornecedor de carne a quem deve €100, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar €100 que devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os €100 a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito. Esta recebe os €100 e corre ao hotel a quem devia €100 pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.
Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos €100.   Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido.
Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e estes elementos da pequena vila costeira encaram agora optimisticamente o futuro.»


Dá que pensar….
Porque não existe um produto bancário de "crédito combinado" com uma configuração destas?