7 de setembro de 2010

ESTRATÉGIAS... DE CHOMSKY OU A CARTILHA DO ALVES DOS REIS REINCARNADO

O linguista Noam Chomsky elaborou a lista das  
“10 estratégias de manipulação” 
através da mídia

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

 Quem conhecemos que trata assim o povo do país?
Sócrates?

6 de setembro de 2010

"CIRCO JÁ HÁ, FALTAM PALHAÇOS"


«O jardim onde ontem discursava José Sócrates fica à beira-mar plantado. Mais especificamente, no centro de um empreendimento chamado Palácio da Enseada. Esse jardim, que é público (assim dita o plano Polis para Matosinhos Sul), está pronto há um bom par de meses. Espaço verde agradável para o cidadão que quisesse passear à beira-mar durante os meses de tórridos deste Verão, não fosse o facto de haver um gradeamento a toda à volta do dito parque.
As grades que durante meses impediram o acesso a este jardim público saíram no exacto dia em que se instalaram as bancadas para receber o 'grande' líder.» JOÃO M. PINTO 5-09-2010

HÁ UM POVO INTEIRO QUE ADORMECEU E TARDA EM ACORDAR. CONHECE O GRADEAMENTO DE GINJEIRA E REBENTARÁ COM ELE A QUALQUER MOMENTO.
PORTUGAL ESTÁ A SOROS...OS PALHAÇÕES DESTE CIRCO JÁ NÃO TÊM PLATEIA. SÓ PIOLHO. 
E MEDO !!!

5 de setembro de 2010

POLÍTICA E FUTEBOL: A NOVELA QUEIROSIANA E O TEMPO DAS DESERÇÕES POLÍTICAS

«A Política e futebol geram enormes paixões. São duas coisas que nos levam ao limite do racional. Temos dificuldade em separar a razão da emoção. E tomamos partido pelos nossos. São sempre os melhores. Mesmo quando estão muito longe disso.
Defendi Carlos Queirós para a selecção. Não gostava do estilo de “Filipão”. Reconhecendo que produziu resultados. E a selecção portuguesa subiu muitos pontos, na auto-estima, na organização, na dimensão desportiva. Com a capacidade de comando de Scolari.
Queirós era diferente. Treinador português, com créditos firmados. Disciplinado, cordato, inteligente, o professor era confiável. Nunca lhe tinha visto um gesto menos bonito. Uma palavra mais ríspida. O que o podiam acusar era de ser brando de mais. Mas o desempenho da selecção foi medíocre. Fiquei desiludido com a forma táctica de jogar. Creio que Queirós teve responsabilidade. Mesmo eliminados pelo campeão do mundo, todo o trajecto foi mau demais. Achei que o treinador não tinha condições para continuar.
Não esperava, todavia, a novela que se desenrolou. Absolutamente lamentável. Uma Federação que não protege o seu seleccionador. Que não resolve de forma decente a situação.
Queirós tem razão de sobra. Embora tenha perdido a cabeça. De cabeça perdida esteve Scolari quando deu um murro a um jogador. Muito mais grave que uns berros exaltados. Não me lembro de nenhum processo em Portugal contra “Filipão”. Não o queriam despedir.
Pior só misturar política a esta novela. Este é um assunto do futebol, que o futebol já devia ter resolvido. Embora salpique para todo o lado.» MIGUEL FREITAS 3-09-2010

O PIOR É QUE QUASE TUDO SE MISTUROU E, SURPREENDENTEMENTE, AINDA SE  PRETENDE MISTURAR COM A POLÍTICA. 
FUTEBOL, IPSS, COMUNICAÇÃO SOCIAL, SOCIEDADES DE CULTURA E RECREIO, INTERESSES ECONÓMICOS PRIVADOS, É SÓ ESCOLHER.
O PIOR É QUE TAL ACONTECEU E CONTINUA A ACONTECER POR INICIATIVA DOS POLÍTICOS (COM RARAS E HONROSAS EXCEPÇÕES) E NÃO POR INICIATIVA DOS DIVERSOS "PARCEIROS" ECONÓMICOS E SOCIAIS. 
É JÁ TARDE PARA SACUDIR OS SALPICOS DESTA PORCARIA POLÍTICA AINDA IMPUNE COMO SE  A ELA FOSSE ESTRANHA. NÃO É E EXISTEM ABUNDANTES EXEMPLOS DISTO MESMO. A COMEÇAR E A ACABAR NOS REGISTOS DAS CAMPANHAS ELEITORAIS.
AGORA COMEÇA O TEMPO DE TODAS AS DESERÇÕES, MAIS OU MENOS ATABALHOADAS OU PLANEADAS.  E IMPREVISTAS...
O ÚLTIMO A SAIR QUE APAGUE A LUZ.
MAS BRANQUEMENTOS E POLITIQUÊS CORRECTO NÃO, SFF.

4 de setembro de 2010

AGRAVA-SE O VAMPIRISMO FINANCEIRO SOCIALISTA. TAMBÉM EM LAGOS.

Os cidadãos eleitores portugueses são, regra geral, muito pouco participativos da vida política nacional. Os de Lagos também não fogem à excepção.
Nas últimas eleições autárquicas foram “apenas” 9.588 os que em Lagos se abstiveram do acto eleitoral (inscritos: 22.479). O PS ganhou as eleições com larga maioria absoluta, embora tenha obtido menos 1.733 votos do que o número de abstencionistas! Como se constata, há aqui uma grave “patologia” no sistema dito “democrático”...
(...)
Vem isto a propósito de hoje, na reunião da Câmara de Lagos, vir a ser aprovada uma “derrama” a cobrar no ano de 2011! 
(,,,)
Hoje, quando esta Derrama for aprovada e quando para o ano as nossas empresas tiverem que pagar impostos mais elevados (como se a sua “saúde” fosse boa, em tempos de crise...), que ninguém se venha queixar de ter sido “sugado”, ou que alegue desconhecimento desta situação! M.R. 01-09-2010

ESTÃO E VÃO SER TESTADOS TODOS OS LIMITES, NUM LUME BRANDO TOTALMENTE IMPREVISÍVEL.
AS PERGUNTAS: 
- SE SOUBESSE O QUE SABE HOJE TERIA O SR. PdC SIDO CANDIDATO? 
- E O PS LOCAL TÊ-LO-IA APOIADO?

3 de setembro de 2010

"SANTA MARIA DO CIRCO": O LIVRO

«Um livro poderoso dado o peso das suas personagens,levadas até a limites de um realismo talvez mais intenso que o próprio surrealismo.
Baseado em personagens circenses, o autor desmascara e põe a nú toda a natureza animal e grotesca do ser humano quando colocado perante situações de escassez material e emocional.» CRÍTICA LITERÁRIA 01-06-2010

POIS...GOSTÁMOS TANTO QUE RECOMENDAMOS ESTA LEITURA.

2 de setembro de 2010

UMA ACTIVIDADE MUNICIPAL EXEMPLAR

«A Vila de Bensafrim conta com mais uma designação toponímica. A placa descerrada no passado Sábado, dia 28 de Agosto, constituiu uma homenagem a Maria Isabel Duarte Pacheco, uma filha de Bensafrim relembrada por todos os presentes como uma pessoa dinâmica, curiosa, de mentalidade avançada para a sua época, mas que, acima de tudo, gostava de fazer o bem e de ajudar quem mais precisava.
A D.ª Pachequinha, como carinhosamente era tratada, nasceu em 1897 e viria a falecer em 1997, na terra a que sempre se dedicou. Ao longo de um século de vida ocupou-se essencialmente da administração dos trabalhos agrícolas nas propriedades da família, tendo vivido também em Angola, para onde partiu na companhia do seu marido, por motivo da carreira familiar deste. Em África interessou-se pela cultura local, intervindo com o seu saber e experiência em prol da melhoria da qualidade de vida das populações.
A sua generosidade e a persistência com que transmitiu aos seus descendentes esses princípios e valores foram os traços de personalidade mais acentuados pelos familiares presentes na cerimónia.» O ALGARVE 01-09-2010
JUSTA HOMENAGEM !
PARABÉNS PARA TODA A FAMÍLIA DUARTE PACHECO, MAS TAMBÉM PARA O EX-VEREADOR DO CDS/PP RESPONSÁVEL PELA ACTIVIDADE TOPONÍMICA DA AUTARQUIA SOCIALISTA DE LAGOS.

1 de setembro de 2010

A SAÚDE + ESTADO SOCIAL SOCIALISTA = PROFUNDAS DESIGUALDADES

«Para memória futura. Tenho todas as dúvidas sobre as parcerias público privadas. Primeiro porque representam a ineficácia do Estado em gerir os seus próprios recursos. Depois porque são um fenómeno gerador de profundas desigualdades. Por razões evidentes:
Se no próprio SNS o Estado presta melhores cuidados de saúde que um privado, então estamos a discriminar os cidadãos de Cascais, Loures e Vila Franca obrigando-os a aceitar cuidados de saúde de segunda categoria.
Se no próprio SNS os privados prestam melhores cuidados de saúde que o Estado então estamos a prejudicar os milhões de utentes que não têm a sorte de viver num concelho com uma PPP.
Se não existe qualquer diferença, então não faz sentido ao estado manter uma estrutura de prestação de serviços de saúde. » R.M. DE DEUS 31-08-2010