13 de março de 2010

DIRECTOR ESCOLAR ACUSADO DE FAVORECER FILHO DE MEMBRO DO GOVERNO

«Uma psicóloga está a acusar o director do agrupamento de escolas D. Lourenço Vicente, na Lourinhã, de favorecer a contratação do filho da ministra da Saúde, Ana Jorge.
A psicóloga em questão, Raquel Mendes, colaborava há três anos como psicóloga educacional na escola EB 2-3 Dr. João das Regras, na Lourinhã, de forma gratuita, ainda que existisse a expectativa de vir a ser remunerada.
Raquel afirma que ficou surpresa quando soube que foi contratado um psicólogo clínico para dar apoio a todo o agrupamento das escolas, incluindo para exercer as funções que esta ocupava. «Será que foi por ele ser filho da ministra da Saúde?», interroga Raquel.
O director do agrupamento de escolas D. Lourenço Vicente, Pedro Damião, justifica que a contratação de Miguel Jorge Carvalho não tem nada a ver com o facto de este ser filho da ministra da Saúde. «Não contratei o filho da ministra para ser psicólogo. Contratei um psicólogo que, por acaso, é filho da ministra», justifica.»TVI24 12-03-2010

12 de março de 2010

PRESSINGS ALTOS x 5

«Versão siréspica do non-denial-denial, directamente da Costa do Castelo (o blogue institucional do presidente da CMLisboa, que não gosta de blogues...), para o Público, de 10-3-2010.
«“Não pressionei administração nenhuma para não emitir peça nenhuma”.»
José Eduardo Moniz não disse, em 9-3-2010, na Comissão Parlamentar de Ética, que a pressão vinda do lado de António Costa era para a TVI não emitir a reportagem sobre o SIRESP, mas para passar uma versão mais conveniente dos factos. A propósito: como anda a execução do contrato de quase cinco centenas de milhões de euros?» A.B.CALDEIRA 10-03-2010

«O Estado está a pagar por uma rede de comunicações do Ministério da Administração Interna um total de 485,5 milhões de euros, cinco vezes mais do que poderia ter gasto se tivesse optado por outro modelo técnico e financeiro.» PÚBLICO 2-06-2008

11 de março de 2010

O POLVO SEGUNDO BALSEMÃO

«O Dr. Francisco Pinto Balsemão fez, na passada 4ª feira, 3 de Março, na Comissão de Ética da Assembleia da República, durante as audições sobre liberdade de expressão, uma intervenção de abertura cujo conteúdo, num país moderadamente civilizado, teria preenchido noticiários, indignado os cidadãos e feito cair o Governo.
Em resposta à pergunta inicial do deputado Pedro Duarte, Balsemão pediu licença para discorrer sobre 2 cenários alternativos que responderiam a várias perguntas que previsivelmente seriam feitas.
Os deputados da comissão e os espectadores do canal ARtv ouviram então Balsemão retratar 2 cenários.
O primeiro, a que chamou de uma conspiração para «condicionamento e redução da liberdade de expressão», e um outro, a que chamou o «cenário do acaso e da incompetência» e a que eu, menos cavalheirescamente, chamarei o «cenário para estúpidos.» JOSÉ MENDONÇA DA CRUZ 8-03-2010

10 de março de 2010

QUEM TE MANDA A TI, ZAPATERO, TOCAR O RABECÃO ALHEIO?...


Foi um amigo que me chamou a atenção: não será de encarar a visita do Prof. Cavaco Silva, de 4 a 7 de Março de 2010, à Comunidade Autónoma da Catalunha  (e ao Principado de Andorra) também como uma resposta institucional à ingerência do presidente do Governo espanhol (não acredito que o rei Juan Carlos desse seguimento aos telefonemas de José Sócrates...) nos assuntos internos de Portugal? Além do objectivo oficial da visita, importa interpretar o seu sinal, para lá do cânone da diplomacia de relação portuguesa com as autonomias espanholas, seguindo aliás uma política que o Dr. Mário Soares praticou, com maior relevo com a Xunta da Galicia, de dom Manuel Fraga Iribarne.

O sinal da visita é muito importante, neste momento. É que um Estado que não se dá ao respeito acaba menosprezado e subjugado.

Poderia o Presidente da República de Portugal deixar passar em claro o que se tornou público e notório da alegada colaboração do presidente do Governo de Espanha, e secretário-geral do PSOE, Dr. José Luis Rodriguez Zapatero, naquilo que a autoridade judiciária portuguesa designou de «plano governamental para controlo dos meios de comunicação social», que teve a sua consequência  iniludível nas eleições legislativas de 27-9-2009?

À luz do que veio publicado, a resposta institucional portuguesa foi bastante suave para a gravidade do comportamento de ingerência do presidente do Governo espanhol nos assuntos internos de um País independente e que lhe tem dispensado uma colaboração fraterna. O presidente do Governo espanhol não deve colaborar num plano que visava, entre outros objectivos anti-democráticos, a supressão de um programa televisivo, o afastamento de jornalistas e a tomada de controlo de uma estação televisiva nas vésperas das eleições legislativas - nem em Espanha, quanto mais em Portugal... É evidente que essa alegada participação no «plano governamental» socialista deve ser esclarecida pelo presidente do Governo espanhol - e até agora não li que tivesse sido. O Dr. Zapatero, na sua função de presidente do Governo espanhol, foi poupado à humilhação de ser citado a responder ao tribunal português sobre a sua alegada participação (denunciada pelos próprios envolvidos) num «plano» que os magistrados do caso Face Oculta entenderam constituir indícios fortes do «crime de atentado contra o Estado de direito» português. Tal como pode agradecer um favor embaraçante se a comissão parlamentar de inquérito ao «plano governamental para controlo dos meios de comunicação social» omitir essa alegada interferência na liberdade de informação em Portugal e a sua consequência anti-democrática no sufrágio de 27-9-2009.

Portanto, andou mal o presidente socialista do Governo espanhol ao ingerir-se nos assuntos internos portugueses e anda muito bem quem lho fizer entender. A.B.CALDEIRA 8-03-2010

9 de março de 2010

2010: O ANO DO INTELIGENTE


«Dia 27 de Março abre-se um período de três meses em que o Parlamento pode ser dissolvido. Em rigor a demissão do Governo não implica uma dissolução do Parlamento mas, se o PS exigir eleições, Cavaco terá pouca margem de manobra.
Diferente será se o Governo aguentar até Julho. A partir de Julho o Parlamento não pode ser dissolvido nem podem ser marcadas eleições antecipadas, pelo que uma demissão do Governo implica apenas um afastamento de José Socrates. 
Sócrates sabe que submetendo o PEC a aprovação do Parlamento, (sem necessidade jurídica de o fazer), o que está em causa é uma verdadeira moção de confiança.
A corda estica e PSD e CDS vão estar em grande pressão. Se viabilizam o PEC dão o assentimento ao aumento de impostos. Se o chumbam provocam eleições.» Pedro Pestana Bastos 9-03-2010
excerto de uma crónica do Grande Solilóquio (extraída daqui) a propósito da primavera desgraçada que se aproxima neste ano do Inteligente... Que cada um leia como muito bem entender:
«O pior é quando o touro decide não recolher. Evidentemente que, as ordens do Inteligente importam pouco aos toureiros, ao touro é que não importam mesmo nada. Então temos o bom e o bonito, os campinos a quererem encabrestá-lo, e uns peões a separá-lo com o capote, e uns fulanos a abrirem-lhe portas que ele condescende em ir cheirar, e pela trincheira gestos pedindo uma corda para armar o laço. Entretanto, para manter sempre animada a função, o touro vai dando umas corridas atrás dos campinos, que largam os pampilhos e aí vão em mergulho, de cabeça, para dentro da trincheira, entre as gargalhadas da assistência; depois mal se refazem do susto e se levantam, ainda agitando o barrete e à procura da vara, vão zangar-se com os bandarilheiros, porque se estão a meter no seu trabalho. E o Inteligente? Lá está ele de pé no varandim, a dar ordens que ninguém ouve nem atende. Foi assim nesta corrida. O que valeu foi ser o último. Quando cansado de esperar, resolvi ir-me embora, ao passar atrás do Inteligente gritava ele aos campinos: Deixem entrar os cabrestos! Mas os campinos não deixaram, os cabrestos não entravam, o touro ainda menos: e o Inteligente, voltando desalentado a sentar-se, encolhendo os ombros, tudo o que pôde fazer foi desabafar: São burros!»
 Alguém disse um dia que «Há duas categorias de seres inteligentes: aqueles cujo espírito irradia e os que brilham: os primeiros iluminam à sua volta, os segundos mergulham-nos nas trevas». Que mais será preciso acontecer para que se entenda com consequência qual destas duas categorias de seres inteligentes levaram objectivamente Portugal ao estado actual? 
Não é já claro se é o Inteligente que ainda manda na Música ou é já esta que comanda O Inteligente!...

AVANÇAR PORTUGAL OU AVATAR PORTUGAL?

Um primeiro ministro que vê o futuro...

8 de março de 2010

O MAU HÁLITO POLÍTICO DE CAVACO


«Quando Cavaco fala sentimos um mau hálito político do lado de cá da televisão.»
«O Presidente corre o risco de não ser reeleito porque o país está a lê-lo ao contrário.»
«Cavaco aparece sempre ao país com um sobrolho carregado, um olhar castigador. Como se os portugueses tivessem errado... as pessoas cansam-se de serem descompostas todos os dias, cansam-se de alguém que fala como se lhe devêssemos dinheiro ou nos pede desculpas diárias.»
Palavras de Morais Sarmento que diz acreditar que a era de Sócrates está a chegar ao fim. O antigo ministro aponta ainda o dedo ao Presidente da República e diz que ao ficar em "silêncio", Cavaco foi "cúmplice" do "desgoverno socialista". iOnline 8-03-2010

É incontestável que a natureza específica da função presidencial assenta num vínculo directo com os portugueses. É por isso mesmo que ninguém compreenderá, ainda para mais em tempo tão raramente decisivo para Portugal, que os partidos políticos,  que são os principais responsáveis pelas graves disfuncionalidades da democracia que temos e que resultam da manipulação do poder legislativo contra o interesse geral, pretendam vir agora continuar a condicionar "clubisticamente" a própria decisão presidencial de Janeiro/2011, em mais uma prova inadmissível da menoridade cívica com que complexadamente insistem em "olhar" o livre arbítrio eleitoral dos portugueses. 
Quem tiver a coragem de não indicar nem subscrever qualquer candidato presidencial só reforçará o Respeito, a Credibilidade e a Confiança tão necessárias por parte dos portugueses numa acção política e nos equilíbrios entre poderes completamente diferentes dos que têm vitimizado colectivamente um país inteiro.
Nem Cavaco é o PSD nem Soares ou Alegre o PS ou o BE e, muito menos, Freitas o CDS...
Que haja a Coragem para virar estas "páginas"!
Sob pena de ao persistir-se perigosamente em mais esta espécie de risco sistémico político que pôs e, pelos vistos, pretende continuar a colocar Portugal num período social e financeiro negro e irreversível, se potenciarem ainda mais as maiores e mais graves imprevisibilidades num futuro muito próximo. Quem os avisa...